ficção

Domingo medonho

Era só vírus pandêmico e verme fascista cagando no seu dia

Reinaldo Moraes
ILUSTRAÇÃO: LEANDRO ILUSTRADO_2020

O cara acorda meio esquisito num domingo. Tinha pensado que, na noite anterior, iria finalmente trepar com a mulher, aproveitando a ausência das filhas e genros. Mas não rolou. Jantaram um resto de sopa e foram pra cama, onde ficaram por uns minutos de mãos dadas antes de pegar no sono.

Uma pessoa, homem, mulher, acorda meio assim-assim, depois duma noite involuntariamente branca de sexo, porque o tal do outro – da outra, no caso – deu de trocar o tesão pelo sono, e bye-bye. Normal. Quantas vezes ele é que não foi esse outro mocorongo que não tá a fim de nada.

MATÉRIA FECHADA PARA ASSINANTES

Reinaldo Moraes

É escritor, autor de Maior que o Mundo

Leia também

Últimas

Foro de Teresina #149: O Congresso entre a CPI, Bolsonaro e Lula

O podcast de política da piauí discute os principais fatos da semana

Na piauí_176

A capa e os destaques da edição de maio

“Queima” de cloroquina pré-CPI

Após 337 dias no ar, Ministério da Saúde apagou recomendação para uso da droga às vésperas de comissão ser instalada no Senado

Mais nebuloso e mais conservador

Professores respondem a tréplica de Benamê Kamu Almudras

Pseudônimo para quem?

De que forma um monólogo pode se esconder por detrás de um diálogo

Paulo Gustavo mirava carreira internacional com Amazon a partir de 2022

Humorista estava de saída do Grupo Globo e já tinha assinado contrato de cinco anos com plataforma de streaming

Lava-se de tudo – sangue, pó e propina

Empresa de cobrança virou lavanderia de dinheiro para contrabandistas e PCC; esquema movimentou pelo menos 700 milhões de reais em quatro anos

Mais textos