ficção

Dona Josefa

A briga era contra a política conservadora estendida como véu espesso sobre o Império

Ana Luisa Escorel
Josefa Carneiro de Mendonça (à esq.), o marido, João José, filhos e o genro, Antônio Paulino Limpo de Abreu (à dir.), em foto de 1841, quando viajaram ao Rio para a coroação de dom Pedro II
Josefa Carneiro de Mendonça (à esq.), o marido, João José, filhos e o genro, Antônio Paulino Limpo de Abreu (à dir.), em foto de 1841, quando viajaram ao Rio para a coroação de dom Pedro II FOTO: ACERVO FAMILIAR

Josefa Carneiro de Mendonça nasceu em Santa Luzia de Goiás (GO), em 1780, e mudou-se na infância para Araxá (MG). Quando eclodiu a Revolução Liberal de 1842, em oposição à política conservadora do segundo ministério de Pedro II, Josefa assumiu a liderança do movimento no oeste de Minas. Em razão disso, foi presa por cerca de dois meses e meio, julgada e, por fim, inocentada, depois que o defensor fez convergir todas as responsabilidades para um filho dela, também líder na revolução. Em 14 de março de 1844, o imperador concedeu anistia a todos os implicados no movimento. O núcleo familiar de Josefa deixou Minas e se estabeleceu em Petrópolis (RJ), onde suas terras dariam origem, anos depois, a um bairro conhecido como Posse dos Carneiros – hoje, simplesmente Posse. Foi também em Petrópolis que ela morreu, em 1855.
A seguir, piauí publica um trecho do livro Dona Josefa, ficção histórica sobre a líder revolucionária.

 

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Ana Luisa Escorel

É designer, escritora e editora de livros. Publicou a coletânea de crônicas De Tudo um Pouco, pela Ouro sobre Azul

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