questões médico-criminais

“Eu era o melhor”

Roger Abdelmassih fala da vida na prisão, dá sua versão sobre as acusações de estupro e se diz vítima da inveja dos concorrentes

Daniela Pinheiro
Abdelmassih no jradim de sua casa no Paraguai, onde ficou gorafido por três anos. “Tive muitos casos extraconjugais, inclusive com pacientes. Mas foram todos consensuais. Todos.”
Abdelmassih no jradim de sua casa no Paraguai, onde ficou gorafido por três anos. “Tive muitos casos extraconjugais, inclusive com pacientes. Mas foram todos consensuais. Todos.” FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Vestindo um casaco preto com a insígnia do estado de São Paulo, a agente penitenciária permanecia de cabeça baixa, concentrada em preencher os dados para a autorização da visita. “Ah, entrevista? Então hoje ele não vai ser só o Roger. Hoje ele vai ser o doutor Roger Abdelmassih. Quero só ver”, disse, vidrada no formulário. Sem que houvesse perguntas, ela continuou: “Ele chegou aqui meio metido, mas logo ficou na boa. Ele não é preso nojento.”

Estávamos em uma pequena sala – as paredes pintadas de azul-claro e branco, grades no lugar das portas – no presídio de Tremembé, a 150 quilômetros de São Paulo. A penitenciária é considerada uma exceção no mundo das instituições carcerárias. É limpa, ampla e livre de organizações criminosas – como o Primeiro Comando da Capital. Por ali circulam 250 presos, alguns dos quais famosos, como Alexandre Nardoni (acusado de jogar a filha pela janela), os irmãos Cravinhos (assassinos confessos do casal Richthofen) e o jornalista Pimenta Neves, que matou a namorada com um tiro nas costas e outro no ouvido.

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Daniela Pinheiro

Daniela Pinheiro foi jornalista da piauí entre 2007 e 2017

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