cartas

Ícaro, um destemido de espírito elevado

EDIÇÃO PRIMOROSA
A piauí_177, junho, traz uma das mais belas capas de todos os tempos. Chama a atenção na exposição das bancas. Mais uma vez, é um conteúdo exemplar. Passando pela abertura de Fernando de Barros e Silva: Eichmann e os rinocerontes e o teatro do absurdo de Ionesco que é esse nosso desgoverno. Há uma reportagem um tanto quanto elogiosa ao prefeito de Belo Horizonte (Chega de pá, pá, pá), mas muito bem escrita, reportagem de fôlego, cheia de detalhes. E então nos deparamos com textos primorosos de Roberto Andrés (A volta da alternativa) e Tejas Harad (Mais medo dos mortos que dos vivos). E outros. E outros… Mas a seção Ensaio desta vez nos brindou com um texto genial sobre Alfredo Bosi. Saudades imensas. Porém, o que mais me marcou foi a última página: a Despedida. Confesso que num primeiro momento não entendi do que se tratava. Depois, vi o imenso trabalho de Will Barcellos, que com 500 mil pontos homenageou os mortos da pandemia. É de sentir frio na espinha! Fechou com chave de ouro e serviu como resposta aos irmãos caras de pau da capa. Políticos que só não devem ser esquecidos para que no futuro não venhamos a repetir tanta monstruosidade.
GERALDO MAGELA MAIA_BELO HORIZONTE/MG

Prezados, saudações mineiras. Boa dimais a piauí_177, junho, que ora leio. Gostei tanto que comprei duas, parabéns!
ÍCARO E. DA SILVA_NOVA LIMA/MG

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