cartas

cartas_é pau, é pedra

A FORMA DAS FRAGRÂNCIAS

“Todo mundo respira 15 mil vezes por dia, e cada inspiração é uma oportunidade de negócio”, diz Dionísio Férenc, diretor na América Latina da IFF (piauí_24, setembro 2008). Desde que conheci o respeitadíssimo Rovélson Whitebotton, não tinha tido a oportunidade de rir com tanto sarcasmo. O espírito empreendedor é o pilar do reducionismo estético de nossos tempos.

ANDREY B. BERNARDES_POUSO ALEGRE/MG

 

ELES…



Acabei de ler “Eles não valem nada” (piauí_24, setembro 2008) e em alguns momentos achei que estivesse lendo Nova, Claudia ou coisa parecida. Não se trata de “orgulho ferido de macho” ou coisa parecida. São chavões que se repetem numa escala assustadora, piadas batidas que se sucedem numa continuidade sem graça.

OLAVO SOARES_SÃO BERNARDO DO CAMPOS/SP

 

… NÃO…

Bobíssima a lista de queixas femininas.

Tive até de tomar um chá e recolher-me.
Uma peninha.
BRUNO BRASIL_RIO DE JANEIRO/RJ

 

… GOSTARAM

Como membro legítimo desta confraria tão incompreendida dos machos, sugiro a publicação de uma foto da autora para que a avaliação possa ser total! Quem sabe nossos cérebros (pequenos, claro) possam conseguir uma definição melhor das origens do humor tão explícito.
ANTONIO CARLOS GOULART_CURITIBA/PR

 

O BARDO

Sei que é inútil, já que os chargistas vão continuar desenhando Hamlet falando “To be or not to be” segurando uma caveira (piauí_24, setembro 2008) como sempre fizeram. Só que Hamlet diz isso para ele mesmo, numa sala do castelo, na primeira cena do ato III; e segura a caveira no cemetério, sem repetir a frase, na primeira cena do ato V.

LUÍS CARLOS SILVA EIRAS_BELO HORIZONTE/MG

 

GOTLIB

Início de mês, vou todo pimpão até a banca buscar a minha piauí. Rápida olhada na capa, nas matérias em destaque e já pulo para as últimas páginas para ver se estamos finalmente livre do Gotlib. Nada, lá está ele mais uma vez. Bastilha nele!

RICARDO SALES_ATIBAIA/SP

 

DESVENDANDO O MISTÉRIO DO ANJO

Venho desvendar o mistério a que vocês se referem em “Famílias celestiais” sobre a minha pessoa (piauí_24). Achei até romântica essa idéia, mas me sinto na obrigação de contar a história real, que de misteriosa não tem nada. Estou no coral da Igreja, em local que minha família achou mais conveniente, em homenagem ao meu irmão Roberto, falecido em 07/66. Represento um anjo velando um túmulo onde estão os mesmos dizeres que constam da lápide dele. Não sumi nem fui excomungada.

MARIA SILVIA FRANCO DO AMARAL_CAMPINAS/SP

 

FIGURAS DA ARQUITETURA

Apesar dos esforços em tentar apresentar de forma negativa o arquiteto Julio Neves, a reportagem “Neopassadista neo-clássico” (piauí_23, agosto 2008), de excelente texto, não consegue ocultar a verdade. Julio Neves é um grande brasileiro, dotado de de espírito público, coragem e determinação. Não teme, por exemplo, esse patrulhamento ideológico. No Brasil, o pior é quem não faz, quem se omite, quem tem medo de ser elegante, educado e empreendedor. Na vida de Julio Neves não se vislumbra nenhuma tentativa de agradar os que se julgam donos da verdade, da estética e, principalmente, da cultura. Para mim, que comecei minha vida de jornalista nos Diários Associados, Assis Chateaubriand não ameaçava ninguém. Apenas despertava o que hoje chamam de “consciência social” de alguns empresários que ganhavam muito e não queriam devolver à sociedade em projetos de cultura e educação.

ARISTÓTELES DRUMMOND_RIO DE JANEIRO/RJ

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