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SÉRGIO ROSA

Ao ler a reportagem “Sérgio Rosa e o mundo dos fundos” (piauí_35, agosto 2009) senti-me no Velho Oeste – na versão italiana de Sergio Leone – revendo o famoso duelo final em que o Bom (Clint Eastwood), o Mau (Lee van Cleef) e o Feio (Eli Wallach) se defrontam em um duelo a três. Nele, o importante não é quem vai sacar primeiro, e sim quem vai atirar em quem e, mais importante, quem vai sair vivo do imbróglio. A reportagem da Consuelo Dieguez é o mais completo relato desse western-espaguete latino-americano. Ao ler o eletrizante script fiquei com a impressão que, até o momento, o Clint Eastwood da história é o empresário Sérgio Andrade, do bando do presidente Lula. O soturno Mau é interpretado por Sérgio Rosa, do bando trotskista de Luiz Gushiken. E o Feio – na versão italiana, Il Cativo – é Daniel Dantas. Uma triste história do moderno capitalismo de esquerda latino-americano.

ROBERTO SABOYA_RIO DE JANEIRO/RJ

A reportagem de Consuelo Dieguez foi a melhor que já li nessa revista e das melhores que li em muitos anos na imprensa brasileira. Ela mostra que os representantes dos trabalhadores se aproximaram tanto da corrupção empresarial que passaram a chafurdar nela como, talvez, em nenhum outro país do mundo. Formaram a nova classe nova, se me permite um acréscimo à classificação de Francisco de Oliveira, do alto da sua dignidade nordestina de 75 anos, na falta do poder republicano. Texto primoroso e informações essenciais.



LÚCIO FLÁVIO PINTO, JORNALISTA_BELÉM/PA

Equívoco injustificável na matéria sobre o presidente da Previ. A jornalista chama de pelegos os que antecederam Sérgio Rosa, Gushiken e Berzoini no sindicalismo bancário. Talvez ela não saiba que o que essa gente costuma chamar de “pelega” é a brava Contec, entidade sindical de grau superior que coordena as entidades sindicais dos bancários e securitários brasileiros. A Contec passou por duas intervenções governamentais – em 1964 e 1972 – e teve um presidente assassinado, Aluísio Palhano Pedreira Ferreira.

Com o golpe de 1964, Aluísio Pedreira teve seus direitos políticos cassados e passou a ser caçado pelos órgãos de repressão. Em fins de maio de 1964 asilou-se na Embaixada do México, indo posteriormente para Cuba. Em 1970 regressou clandestino ao Brasil. Seu ultimo contato com a família foi em 24 de abril daquele ano. Depois desse dia, o silêncio. Os boatos de sua morte foram confirmados, em 1978, através de carta de Altino Dantas Jr., seu companheiro de prisão, encaminhada ao ministro do Superior Tribunal Militar, general Rodrigo Otavio Jordão Ramos. Segundo esse relato, Aluísio esteve prisioneiro durante onze dias, sofrendo as piores torturas. A Anistia Internacional confirmou esse depoimento.

Assim, esses senhores que se dizem sindicalistas – Sérgio Rosa, Gushiken, Berzoini e outros – não são dignos sequer de lamber as botas de Aluísio Palhano, pois hoje servem como sabujos ao que dita o governo. A CUT hoje é o “braço amado” do governo. A “pelegada cutista” está envolvida nessa intricada trama envolvendo os fundos de pensão e as privatizações. Ardilosos, conseguiram estampar uma lenda maldita de peleguismo à Contec. Repetindo Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, “uma mentira repetida mil vezes, torna-se uma verdade”.

ISA MUSA DE NORONHA, BANCÁRIA APOSENTADA_BELO HORIZONTE/MG

 

QUESTÕES CINEMATOGRÁFICAS

Moscou certamente não é um documentário tão interessante quando outros de Eduardo Coutinho, mas, ao contrário de Eduardo Escorel (“Coutinho não sabe o que fazer”, piauí_35, agosto 2009), acho o distanciamento do diretor no filme uma reinvenção periódica acertada – assumindo (de verdade) essa condição de “não controle” do cinema documentário. No mais, como leitor do periódico, fiquei muito feliz com esse novo espaço, sobretudo porque é escrito por Eduardo Escorel.

CID CÉSAR_RIO DE JANEIRO/RJ

Bem-vinda, seção de cinema! Mas, com todo respeito a Eduardo Escorel, faltou “correr atrás” da complexidade da obra genial que Eduardo Coutinho, Diaz e o Grupo Galpão deram a Tchekhov e a nós! O verdadeiro desafio, ao escolher Moscou, não consistia nos arrolados pelo crítico (Coutinho amigo, João Moreira Salles produtor e editor da revista), mas em perceber o quanto a compreensão profunda da obra do escritor russo levou o cineasta a adequar seus procedimentos artísticos a ela. Coutinho não está ausente de Moscou, mas realizou com maestria um dos paradoxos mais fascinantes da arte moderna que Tchekhov ajudou a fazer nascer: é justamente “desaparecendo” como interlocutor que Coutinho mostrou saber exatamente o que está fazendo.

ROBERTO ALVES_SÃO PAULO/SP

Cartas na mesa: gosto de teatro e acho cinema a maior diversão. Vou ver Woody Allen sem ler o que os críticos falaram sobre seu último filme. O “pior” Woody Allen é sempre muito bom. Para mim, o mesmo acontece em relação a Eduardo Coutinho. Ele sempre tem uma carta na manga, ele é diferente, é único. A crítica de Eduardo Escorel é muito bem escrita. Passeia pelas incertezas do documentário como nenhum crítico seria capaz: Escorel, como documentarista que é, sabe. Há um certo carinho, quando encerra dizendo que aguarda novos e surpreendentes filmes de Coutinho. Mas… o título é capcioso. “Sempre haverá alguém disposto a dizer que o novo filme de Coutinho é uma obra-prima” significa que o prêmio recebido no Festival de Paulínia foi dado por, com o perdão da expressão, babacas? Ao sair do Arteplex, depois de assistir Moscou, vi grupos, aqui e ali, discutindo o filme. É a maior homenagem que um cineasta pode receber. Coutinho não sabe o que fazer? Imagina quando souber!

R. PESSANHA_RIO DE JANEIRO/RJ

Ufa! Finalmente agora existe um espaço dedicado ao cinema na piauí. As ponderações de Eduardo Escorel sobre Moscou me fizeram lembrar, provavelmente por registrar no início do texto sua amizade com Eduardo Coutinho e João Moreira Salles, de uma frase de Aldous Huxley: “Uma das principais funções de um amigo é suportar (sob forma atenuada e simbólica) os castigos que nós gostaríamos, mas não temos possibilidade, de infligir aos nossos inimigos.”

ÂNGELA BEATRIZVIANNA_PORTO ALEGRE/RS

 

BISHOP

Elizabeth Bishop não pescou golfinhos em Cabo Frio. Em inglês, o nome dolphin tanto pode indicar o mamífero golfinho (ou boto) quanto o dourado marinho que se aproxima de nossa costa nos meses de verão. É um peixe muito veloz, que nada em cardumes. Sou filha do anfitrião de Elizabeth – Manoel Leão – e me interessei muito pelas cartas que a piauí publicou.

MARIA LUIZA LEÃO_RIO DE JANEIRO/RJ

As cartas de Elizabeth Bishop (“O Brasil é mesmo um horror”, piauí _35, agosto 2009) são um momento de prazer e ócio, tal a delicadeza e a beleza de suas curtas palavras ao amigo. Para mim, com a semana atarefada e carregada de responsabilidades, a leitura daquelas cartas se transformou em momentos de relaxamento e prazer estético.

A introdução de Otavio Frias Filho é, em minha opinião, dúbia. Ao passo que ele promove uma eficiente reconstituição dos fatos históricos, sua análise crítica da pessoa de Bishop é sofrível. Ele é incapaz, por exemplo, de compreender a mente política de Elisabeth, ao classificá-la como “alguém que não se interessava por política nem tampouco a compreendia”, ou refere-se à “etnografia involuntária” da poetisa, como se ela fosse um acidente cultural, gerada aleatoriamente pelo seu ambiente de origem. Além disso, fica claro que para Otavio Frias Filho (e muitos outros articulistas de piauí), se você critica as esquerdas, então você não pensa!

Finalmente, a tradução sofre pelo abuso de tempos verbais compostos, incapazes de refletir, no inglês, o equivalente do futuro do indicativo no português.

De qualquer forma, piauí sempre nos brinda com temas notáveis, sem o apelo cultural do baixo clero, ao qual a impressa vulgarmente se agarra, em busca do lucro imediato.

JOSÉ MARCOS A. FIGUEIREDO_BELO HORIZONTE/MG

 

MILAGRE DE JUAZEIRO

A matéria de Lira Neto (“O milagre de Juazeiro volta a Roma”, piauí_35, agosto 2009) não toca no livro de Ralph della Cava, pesquisado entre 1962 e 1964 e editado em inglês pela Columbia University Press, em 1970, e em português pela Paz e Terra, em 1976. O trabalho do professor Della Cava é riquíssimo e, a meu juízo, deveria fazer parte das informações passadas ao leitor, para que se possa entender melhor as reviravoltas ocorridas na política eclesiástica referente ao Brasil.

ROBERTO SCHMIDT DE ALMEIDA_RIO DE JANEIRO/RJ

 

PIAUÍ 34

Um amigo voltou de uma viagem ao Brasil e me passou a piauí de julho, dizendo: “Me deram no avião, você conhece?” Dei um beijinho mental na companhia aérea que distribui a revista a seus passageiros (esqueci de perguntar qual é).

Comecei pelo Hany (“Hany no Alá-lá-ô” ), pois gostei muito de Paradise Now e foi bom saber que ele está gostando do Rio, do que eu chamo de friendliness of strangers no Brasil. Ele que aproveite, o sortudo!

Amei os cartuns, amei o vencedor do concurso literário do poço profundo e quando cheguei no pinocle, na Dilma e nas fotos de Brasília, tudo muito surreal, fui retirando alguns parafusos e terminei me sentindo como se nunca tivesse deixado o Brasil. Tonta feito uma barata.

Um dia eu passo por aí para pegar o meu pinguim. Como é que eu vivi até hoje sem ter um? Ele adoraria viver na praia e eu teria uma companhia.

SHEILA C. THOMSON_SURFSIDE/FLÓRIDA

Não sei se sou muito excêntrico, mas adorei a irreverência do relato do gringo. Acredito na necessidade de manter uma possibilidade de mudança viva, independente de como é nomeada. Ainda tenho dificuldades com a nova ortografia. Achei extremamente interessante a materialização de um “lugar” sem Michael Jackson. E, principalmente, estive muito mais interessado, nas prospecções à vida da ministra, em vislumbrar como funciona, na prática, a gestão de um país gigante como o nosso…

MARCOS BRAZ_NITERÓI/RJ

 

ESQUINA DA COR

Duas edições atrasado, pero… A cor descoberta pelo professor Lenhardt (“Nem Da Vinci”, piauí_33, junho 2009) já era conhecida de Neil Armstrong há quarenta anos, e ele contou para o Ziraldo. Esse último a batizou de “flicts”, a cor da Lua!

GUSTAVO FATTORI_ITATIBA/SP

 

EQUÍVOCO

É uma falta de respeito à ética jornalística e a um profissional o que ocorreu na reportagem “Sorria! O Inferno não existe. A má notícia é que o Céu também não”, publicada na edição de agosto da piauí. Na matéria citada, o repórter entrevista o presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Daniel Sottomaior, que conta um caso por ele investigado envolvendo o meu nome, Léa Maria Lopes. Eu tinha sido entrevistada, há mais de quatro meses, por um jornal de minha cidade, Jundiaí, para uma matéria sobre a Páscoa que tinha como enfoque a importância da religião na vida das crianças. Respondi às perguntas feitas pela repórter.

A associação, que nunca entrou em contato comigo, afirma ter discordado de uma frase dita por mim. O contexto da frase, dentro da reportagem, não é levado em conta. Considero um absurdo uma revista do porte da piauí permitir que alguém seja citado, e criticado, sem que a pessoa tenha sido ouvida. Sou psicóloga há mais de dez anos e tenho registro no Conselho Regional de Psicologia. A associação tem o direito de ter opinião sobre o que quiser, desde que se informem.

LÉA MARIA BORGES LOPES_JUNDIAÍ/SP

 

PAMONHA

Fiquei encantada com a homenagem a Piracicaba na edição especial de tão letrada publicação (“A contribuição de Piracicaba na arte nacional”, piauí_flip 2009). Gostaria de esclarecer, entretanto, que a contribuição maior da cidade é a pamonha – a legítima, claro. Quiçá a iguaria valha um livro, posto que é doce e faz bem. Palavra de caipira.

MARIA FILOMENA_SÃO PAULO/SP

DIÁRIO KEN COLGAN

Senti “necessidade” de comentar as cartas de Monique França e de Cassio Betine, relativas ao diário de Ken Colgan (piauí_34, julho 2009).

Há duas semanas estive na Amazônia com minha família para uma viagem semelhante à feita pelo inglês Ken Colgan. Sou brasileira, mas morei muitos anos na Europa, e não entendo a indignação, ou sentimento de ofensa, dos leitores citados acima. O que Colgan escreveu de errado? Seu diário não me parece ofensivo para ninguém, nem suas impressões e sensações soam exageradas ou preconceituosas. Muito pelo contrário: apesar das dificuldades e contratempos, Colgan se diz muito satisfeito com a experiência brasileira, sem alguma ironia.

Uma nota a respeito das viagens na Amazônia: quantos brasileiros – especialmente aqueles que gostam de defendê-la, em conversas de bar, como patrimônio nacional – já visitaram a floresta e experimentaram um pouco da vida naquela região? Em minha viagem, assim como Ken Colgan, só vi estrangeiros. E mesmo os organizadores do tour afirmam que são extremamente raros os turistas brasileiros (excluindo a clássica visita a Manaus e seu teatro).

VALERIA FONTANA_SOROCABA/SP

 

BIGODE DO BANDEIRA

O verbo empregado na matéria “O bigode de Bandeira” (piauí_34, julho 2009), citando jornais de época, consta ora como raspar, ora como rapar. Segundo uma edição antiga do Aurélio (ainda não tenho a nova), rapar, v. t., desgastar, corte rente ao pêlo. Raspar, v. t., tirar com instrumento adequado, parte da superfície de, fugir, tocar ou ferir de raspão, apagar com a raspadeira. Pelo acidente do poeta Manoel Bandeira seria, então, raspar, pois ao tocar ele foi ferido de raspão. Ou ainda os dois estão certos.

ANTONIO CARLOS NOGUEIRA_FORTALEZA/CE

 

BOLSA-PIAUÍ

Abri a revista deste mês e me deparei com o maior absurdo do mundo. Pensei logo, todos tem um preço. Vender duas páginas da revista para uma propaganda do governo federal sobre o Bolsa Família é estar muito desesperado por dinheiro mesmo. Ou vocês não estão recebendo o de vocês? O Bolsa Família é um engodo para que o nosso presidente ganhe popularidade. Sinceramente não esperava por isso. Sou assinante e pago a revista, até suporto ver propaganda dos bancos, mas do governo é muito para mim.

CARLOS TADEU PANATO JR._PORTO ALEGRE/RS

NOTA DA REDAÇÃO: Temos nos empenhado com ardor em receber todos os tipos de mimos que se nos apresentarem. Bolsa-Pinguim, apartamento funcional em Brasília, vale-jatinho, uma subdiretoria da gráfica do Congresso, um campo de pré-sal, um lote de Tamiflu, um crachá da Ancine, uma vaga na Comissão de Ética do Senado, não recusamos nada.

 

ALGUMAS LINHAS SOBRE…

A minha sagrada preguiça internética me fez adiar até o número seguinte o elogio rasgado que queria fazer ao genial “Exclusivo: nenhuma linha sobre…”. O mínimo que posso dizer é que o referido mote me conquistou para sempre como leitor assíduo da piauí, um verdadeiro oásis na estupidez reinante no “jornalismo literário” – incluindo os “papas” da tal Paraty! A fúria politicamente correta de certos leitores, nas Cartas, me fez recobrar o ânimo para o elogio adiado. Parabéns pela maravilhosa e inteligente “falta de respeito” cometida!

ROBERTO ALVES_SÃO PAULO SP

O The New York Times, a Newsweek, a Time, as últimas com edições especiais, noticiaram com ênfase, sensibilidade e propriedade a perda de um artista emblemático de nossa época. A revista piauí, supostamente tão afinada com as questões culturais, achou o tema indigno de suas páginas. Depois disso, para mim, também se tornou indignidade a leitura da revista, coisa que fiz desde seu primeiro número.

CECILIA MEDRADO_NOVA YORK/NY

Ótimo a revista não ter escrito nenhuma linha (piauí_34, julho 2009) e ter deixado isso bem claro. Mais importante que saber o que dizer é saber o que não dizer.

CARLOS LAUER_VITÓRIA/ES

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