automobilismo

Nas curvas com Maluf

O primeiro Jaguar a gente nunca esquece

Roberto Kaz
Maluf reduziu nos finais de reta, fez abertas as tomadas de curva e atropelou as zebras, quando necessário, mas reprovou a falta de áreas de escape. Deu nota nove para três carros e dez para um. Velocidade é essencial, disse, “pois o povo tem pressa”
Maluf reduziu nos finais de reta, fez abertas as tomadas de curva e atropelou as zebras, quando necessário, mas reprovou a falta de áreas de escape. Deu nota nove para três carros e dez para um. Velocidade é essencial, disse, “pois o povo tem pressa” FOTO: ORLANDO BRITTO_2007

Quinta marcha, Paulo Maluf está a 120 por hora. O traçado aderna para a direita. Uma freada brusca, o câmbio vai para a terceira, a velocidade despenca para 80. O carro esperneia, treme, geme, grita como um bebê sem leite, mas o deputado federal não se intimida. Afunda o pé na reta oposta, engata a quarta e exalta a potência da viatura: “Segura bem na mão”.

Era uma quinta-feira, 30 de agosto, no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. O relógio marcava 3 da tarde, com sol alto e acachapante, céu despido e clima de fornalha. Enquanto os parlamentares discutiam o destino do senador Renan Calheiros, o deputado federal Paulo Maluf, a convite de piauí, se dedicava ao segundo esporte que mais lhe apetece depois da política: o automobilismo.

A carreira automotora de Maluf começou em 1947, quando estreou no Autódromo de Interlagos. Como a sua família era dona da bem-sucedida Serraria Americana, que, quatro anos mais tarde, daria lugar à Eucatex, os carros abundavam na garagem da mansão familiar. Seu début foi a bordo de um Cadillac: “Como eu só tinha 16 anos, o carro era levado até lá pelo motorista”.

Quando Maluf atingiu a maioridade, sua mãe, Maria Estefano Maluf, prometeu ao filhote um carro próprio, desde que ele ingressasse na faculdade. Atiçado, o adolescente estudou doze horas por dia, para conquistar uma das 180 vagas em engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A relação era de dez candidatos por vaga. “Não sei se passei por amor à carreira ou por medo de não ganhar o automóvel”, ele disse. Ao saber do resultado, dona Maria abraçou o caçula, deu-lhe um beijo na testa e, cumprindo o tratado, perguntou: “Paulinho, que carro você quer?” Ele quis um Jaguar.

Assim, aos 18 anos, Paulinho, como era conhecido na família, deslizava seu modelo XK 220 pelas ruas da cidade que, três décadas mais tarde, viria a administrar. “Custou 152 contos, era importado, conversível e dava 260 por hora, isso em 1950”, ele lembrou, com saudade. “De lado, parecia um torpedo.” A alegria durou um mês. Assim que soube dos atributos do automóvel, dona Maria tratou de vendê-lo, preocupada com a segurança do filho. Maluf não se abalou: “O carro tinha um problema. Eram dois lugares. Só cabia a namorada, sem acompanhante”. O novo proprietário foi o industrial Paschoal Scavone, que entrou num poste, acabou com o conversível, mas escapou com vida.

Por um tempo, o jovem Maluf contentou-se com veículos menos portentosos. Ganhou um Ford. Depois, alimentando a paixão do filho, dona Maria, que só andava de Rolls Royce, presenteou-o com um carro para cada ano de faculdade. Seguiu-se um Lincoln, um Pontiac e, antes da formatura, um Chrysler, esse novamente conversível. No autódromo, à Baudrillard, Maluf discorreu sobre o seu amor à aceleração: “A paixão por carro rápido reflete uma obsessão minha: tudo que faço na vida tem que ter velocidade. Se uma ponte minha está prevista para ser construída em um ano e a obra dura um ano e dois meses, o secretário é demitido. Tenho, no meu caráter, o problema da precisão”.

Hoje, Maluf tem uma frota de oito carros, embora apenas dois estejam registrados em seu nome: um Porsche, placa FOO 1111 (seu número de campanha), e um Mitsubishi, que, banhado em patriotismo, ganhou as iniciais de placa BRA. Em dias de trabalho, usa dois blindados: um Omega, em São Paulo, e um Nissan, em Brasília, ambos guiados por motoristas. Nos fins de semana, abandona a proteção – “A cidade fica tranqüila; bandido também tira folga.” – e assume o controle dos seus xodós: dois Porsche 996 e duas Corvette C6, da Chevrolet. Todos os quatro são envenenados: “Esses vão comigo até o fim da vida”.

Maluf fala com propriedade e imodéstia quando o assunto é automóvel: “Como sou formado em engenharia civil, entendo muito de mecânica”. Para dirigir em São Paulo, gosta das Corvette: “Têm câmbio hidramático, vidro elétrico, bom som, molejo americano e motor de 427 polegadas cúbicas com dois turbos”. Quando viaja, prefere os Porsche: “Eles vêm de fábrica com motor 3.6 e 350 cavalos, e mandei modificar para 4.1, com quase 800 cavalos”. Mas o deputado avisa: “A troca de motor é só o começo da encrenca. Logo depois tem que trocar a roda, por causa da aderência. As minhas mudaram de 28 para 34,5 polegadas. Cada jogo custou 7 mil reais. Em seguida, tem que alterar o breque, para agüentar a freada. Os meus são da marca Brembo, a melhor do mundo. O carro esporte tem que ter um mínimo de segurança. Se não, é um caixão voador”. Não é só: “Botei também pistões novos e dois turbos. Tudo isso não é para dar velocidade. É para dar torque”. Para os leigos, Maluf explica a vantagem de um bom torque: “O carro fica mais gostoso. Você sai de uma curva, acelera, e ele pula que nem um cabrito. É uma baita garantia”.

 

Dono de duas casas de veraneio, uma no balneário do Guarujá e outra em Campos do Jordão, Maluf freqüenta mais a da montanha. “Vou dirigindo pela Rodovia dos Trabalhadores, que eu construí. Como o Porsche tem tração nas quatro rodas, funciona bem na ultrapassagem. E eu adoro ultrapassar caminhão.” Maluf também costuma usar seus dois Porsche para treinar em Interlagos, três vezes ao ano. “Eu brinco lá por duas razões: é uma volta à minha infância, e eu ajudei a construir o autódromo. Gosto da pista toda pra mim, para marcar tempo. Já completei o traçado em 1 minuto e 50 segundos, o que é muito bom.”

Para se manter a par dos lançamentos automobilísticos, o deputado-piloto lê três revistas especializadas, estrangeiras, duPont Registry, Robb Report e Excellence: “Não tenho assinatura. Acho melhor comprar nas bancas”. Sua preferida é a duPont, que, no site oficial, se vangloria de ter “os principais classificados de carros novos e usados, incluindo Lamborghini, Ferrari, Porsche, Mercedes-Benz, BMW, Lexus, Hummer, Aston Martin, Bentley, Rolls Royce e outros modelos luxuosos”. Maluf conta que a revista apresenta “toda a tecnologia nova de escapamento, breque e amortecedor”. A principal publicação nacional não lhe apetece: “A Quatro Rodas é uma revista brasileira, para carros brasileiros, sobre carros brasileiros” – e Maluf não gosta de carros brasileiros.

Na quinta-feira agendada para o teste, o deputado chegou ao gabinete, como de hábito, às 8 e meia da manhã. Trajava terno cinza, camisa branca e gravata laranja com cavalinhos voadores. Levava no pulso um relógio de ouro e, na lapela do paletó, um broche, usado pela maioria dos deputados, com o desenho das torres do Congresso. Cumprimentou as secretárias, os assessores e adentrou sua sala. Por vício de linguagem, começou a falar de um dos seus projetos de lei, para a redução da maioridade penal. Segurando uma caneta estilo Bic, brinde da Folha de S. Paulo, analisou suas limitações políticas: “No Brasil, somos 180 milhões de habitantes. Imagino que, desses, 179 milhões sejam bons e 1 milhão ruim. Sei que não vou consertar a sociedade”.

Depois, passou a arrolar sua trajetória esportiva: “Fui da seleção de futebol do Colégio São Luís, onde estudei. Fui campeão paulista de hipismo. Fui campeão infantil e juvenil de natação. Aos 16 anos, completei os 100 metros rasos em 11 segundos e meio, apenas 1 segundo e meio a mais que Jesse Owens. Para um garoto da minha idade, era um milagre”. Hoje, com a pálpebra direita marcada por uma verruga que os 76 anos lhe trouxeram, Maluf é mais comedido. Dos esportes radicais motorizados, sobraram o automobilismo e o esqui aquático. Fora isso, esteira, jacuzzi e banho turco: “Sempre segui o lema ‘Mente sã em corpo são'”.

 

Por volta de 9 e meia, o telefone celular tocou. Era seu assessor-chefe, Adilson Laranjeira, de São Paulo, com boas novas: o patrão acabara de acertar na Mega Sena. Maluf sorriu, desligou o aparelho e anunciou: “Fiz uma quina. São 18 mil reais. Você pode noticiar isso em primeira mão”. Em seguida, explicou que a recompensa era fruto não só da sorte, mas de um planejamento estratégico: “Quando o prêmio é pequeno, jogo pouco. Dessa vez, marquei 500 combinações, que me custaram 750 reais. Se eu acertasse mais um número, estaria num vôo em direção a São Paulo, para receber meus 45 milhões”.

Cinco minutos depois, o telefone voltou a tocar. Era um senhor chamado Capeta, dono de uma casa lotérica em Fernandópolis, cidade de 65 mil habitantes, ao noroeste de São Paulo, de onde havia saído o prêmio. Maluf atendeu bem-humorado: “Até que enfim você é pé-quente”. Capeta perguntou sobre o que fazer com o dinheiro, ao que o deputado federal retrucou, sem hesitar: “Você recebe e guarda isso aí. Você é um homem em quem eu confio”. O apontador perguntou se poderia anunciar o fato à imprensa local. Maluf pensou, ponderou e disparou: “Tudo bem. Ninguém vai me seqüestrar por causa de 18 mil reais”.

Quando o relógio bateu 10 horas, o deputado se reuniu com assessores. Depois, foi ao plenário, visitou comissões e tirou fotos com turistas. Ao meio-dia em ponto, entrou no Nissan blindado, novamente acompanhado dos assessores, para o almoço em casa. Ele mora num edifício funcional, na Asa Norte. A sala do apartamento é ampla, com móveis simples e fotos da família por todos os lados. Na parede, entre quadros de autoria desconhecida, escolhidos por sua esposa, Silvia, figura em destaque, emoldurado, o primeiro exemplar da revista Brasil Extra, de agosto de 1984. A capa traz uma foto dele aos oito anos, fazendo primeira comunhão, com o título “O menino que virou Maluf”.

Enquanto esperava pelo almoço, o deputado se regalou com uma tábua de queijos e frios. Ligou a televisão, assistiu aos gols da rodada de quarta-feira e à notícia de que chovia em São Paulo. Preocupado, telefonou para o filho Otavio: “Oi, amor” (é assim que se dirige a todos os membros da prole), “pego o vôo para Congonhas ou Cumbica?” Confirmado o aguaceiro, decidiu-se por Cumbica. Depois, à mesa, degustou um comportado prato de salada com batata cozida. “Como pouca carne; proteína me engorda”, disse, e voltou a falar de carros: “Sempre que posso, assisto a corridas de Fórmula 1. O Senna era um bom menino, jantava muito lá em casa. Hoje, gosto do Lewis Hamilton e do Filipe Massa, o Massinha, que está andando muito bem. Do Schumacher, não gostava, ele não tinha humildade. Quando rodou em Interlagos, acusou o asfalto. Desci-lhe o cacete. Eu já rodei em Interlagos e nunca coloquei a culpa em ninguém”.

Embora sem pilotar, Maluf já entrou em um carro de Fórmula 1, da Arrows, para saciar a curiosidade. “Foi muito incômodo. Eu não cabia direito, porque o cockpit é feito sob medida”, falou. “Além disso, os pedais são na horizontal, e não em 45 graus, como estamos acostumados.” Fórmula Indy não lhe apetece: “Circuito oval é chato, não tem ultrapassagem. E sempre que acontece um acidente, entra o Pace Car, acabando com a emoção”. Também não lhe soa bem a idéia de ver sua paixão perpetuada na família: “Meu neto Otavinho era um grande corredor de carro. Mas não deixei ele continuar. Prefiro ele vivo na Eucatex”.

 

Às 2 e meia, Paulo Maluf entrou, pela primeira vez, no autódromo de Brasília. Nos boxes, era aguardado pelos diretores da pista e pelos quatro carros selecionados para o test-drive: um Gol 1000, por ser o carro mais vendido no Brasil, um Clio 1.6 com 16 válvulas e motor modificado para 135 cavalos, um Corsa 1.6, também com 16 válvulas e alteração de 90 para 180 cavalos, de propriedade do piloto André Massuh, e um Omega blindado 3.6, com 24 válvulas, modelo utilizado pela Presidência da República. Maluf cumprimentou todos rapidamente, livrou-se do paletó e da gravata, desatou dois botões da camisa e sentou-se ao volante do Gol 1000. Recomendaram-lhe que fizesse o percurso ao lado de um instrutor. “Não precisa, em duas voltas, pego a pista de jeito”, desdenhou.

O deputado engatou a primeira: “O câmbio é muito bom”. Tentou acelerar na saída dos boxes: “O motor é que é pequeno, não é?” Fez a primeira curva com moderação e chegou a 120 na reta do Colégio Militar, a mais veloz do autódromo: “Tem uma estabilidade razoável para a velocidade dele”. Freou com violência na curva da junção, em 180 graus: “O breque também é bom”. Enganchou a quarta na descida para o mergulho e cantou pneu na curva da Bruxa: “Tem pouco torque, naturalmente. É carro econômico”. Cauteloso, fez a curva da vitória em terceira – foi lá que, em 2001, o piloto Laércio Justino morreu, num acidente com seu Stock Car. Maluf não se mostrou surpreso: “O Stock Car é uma casca de ovo. Em caso de desastre, não sobra nada”. Finda a curva, o deputado puxou para os boxes. Em velocidade lenta, lançou o diagnóstico: “O carrinho é gostoso de guiar. O defeito grave é a falta de contagiros, pois assim você não sabe se o motor está sendo forçado. Pelo preço dele, daria nota nove”.

Em seguida, trocou o Gol pelo Clio turbinado, da Escola de Pilotagem Garcia Manzini. O diretor da escola, Eduardo Garcia, pediu ao deputado que fizesse a gentileza de colocar um macacão e um capacete. Maluf não gostou: “É para fazer anúncio?” Garcia respondeu que eram normas da Confederação Brasileira de Automobilismo. O deputado insistiu: “Do capacete você precisa quando tira o pé do acelerador a 50 metros da curva. Eu vou tirar a 100. Assim, o carro não vai rabear”. Garcia foi enfático. Sem capacete, não haveria carro. A contragosto, Maluf concordou.

Com o elmo na cabeça, o deputado se acomodou e perguntou quantos cavalos tinha o carro. “Cento e trinta e cinco”, respondeu o dono. Indagou se as marchas eram cinco ou seis. Cinco. Girou a ignição, mas o automóvel morreu. Assim que pegou, Garcia pediu que ele esquentasse motor, freio e pneu antes de pisar pesado. O deputado fez que sim, e afundou o pé logo na primeira reta. Enquanto corria, tirou as duas mãos do volante, para ajeitar os óculos: “Fiz operação na vista há pouco tempo. Eu tinha oito graus de miopia, e pedi ao doutor Rubens Belfort que reduzisse a dois. Não fiz por completo porque sou reconhecido pelos meus óculos. Uma vez, fui a um programa de televisão usando lentes, e um amigo só me identificou pela voz”.

Maluf cumpriu o traçado com competência. Reduziu no fim das retas, entrou aberto nas curvas, subiu nas zebras quando necessário. Deu então o veredicto: “O carrinho é muito bom, tem bom torque e câmbio curto, recupera bem. Dou nota nove”. Só reclamou da qualidade do autódromo: “A pista tem boa aderência, mas falta área de escape. Se você derrapar nas curvas, vai dar direto no guard-rail. Em Interlagos, que eu ajudei a construir, não é assim”.

 

Nostálgico, o deputado se pôs a falar do circuito paulista: “Quando era prefeito, mandava recapear a pista inteira a cada quatro anos. Também construí uma arquibancada e coloquei caixa de brita. O Bernie Ecclenstone me disse, pessoalmente, que Interlagos é o melhor autódromo do mundo, junto com o de Spa, na Bélgica”.

Na reta do Colégio Militar, com Maluf a 130 por hora, surgiu um vira-lata, aparentemente sem compromisso, distraído. Seguiu-se uma cena rapidíssima. O animal só foi visto quando estava a poucos metros do carro. Em segundos, o deputado teve de tomar uma decisão. Decidiu contra o cachorro. “Meu amigo Octavio Lacombe, dono do Grupo Paranapanema, morreu na mesma situação, ao desviar de um cachorro na Castelo Branco”, ele comentou, após se ater ao itinerário, sem tentar se desviar do bicho. O carro passou a milímetros do focinho do cão, que, atordoado, se estrebuchou, numa espécie de ataque catatônico.

Maluf retornou aos boxes. Trocou os 135 cavalos do Clio pelos 180 do Corsa. Para um piloto inexperiente, é muito. Para ele, não: “Meus Porsche chegam a 800”. Desgostoso, deu uma volta protocolar. Voltou aos boxes e disse que “o Corsinha é muito bom, tem bom motor, boa estabilidade, bom breque”. Deu mais uma nota nove. Reclamou outra vez do autódromo: “Não estou vendo caixa de brita”.

Entrou no Omega blindado. O carro é produzido na Austrália, mas, como é vendido pela Chevrolet, que tem fábrica em São Paulo, vale para o teste. O veículo tem freio a disco, direção hidráulica e câmbio automático. “As minhas Corvette também têm esse tipo de marcha. O câmbio automático agüenta até 400 cavalos.” Antes de dar a partida, checou as janelas: “O blindado não pode correr com os vidros abertos, porque a pressão do ar pode rachá-los”. Indagou se a suspensão foi alterada, explicando que, por ter o sobrepeso da blindagem, o carro exige um amortecedor mais rígido. Ao despontar na primeira reta, exaltou a brandura do automóvel: “O motor é silencioso; parece que você está dentro de uma Mercedes. Daria nota dez”.

Maluf passou cinco vezes ao lado do cão, que permaneceu no meio da pista, estático, como se expirasse. (Horas depois, o vira-lata, ainda tremendo, foi levado ao Canil do Distrito Federal, onde se constatou ausência de fraturas ou sangramentos.) O deputado manteve o carro em 130. Disse que velocidade é essencial, “pois o povo do Brasil tem pressa”. Encerrou o teste com uma exaltação do autódromo paulistano: “O Brasil quase não existe no exterior. Posse de presidente ninguém vê. Carnaval dá audiência, mas é aquela balbúrdia. O Brasil só aparece lá fora em época de Fórmula 1. Interlagos, que eu construí, é a nossa vitrine para o mundo”.

Roberto Kaz

Roberto Kaz

Repórter da piauí, é autor do Livro dos Bichos, pela Companhia das Letras

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