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No meio, o luto

    A governadora eleita de Pernambuco, ao receber um beijo do marido, durante a campanha à reeleição para a Prefeitura de Caruaru, em imagem de 2020: “Nego, nos ajuda a ficar de pé” CRÉDITO: JANAÍNA PEPEU_2020

instantâneos eleitorais III

No meio, o luto

A campanha, a viuvez e a vitória de Raquel Lyra em Pernambuco

João Batista Jr. | Edição 195, Dezembro 2022

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No dia mais feliz de sua carreira política, Raquel Lyra recebeu a notícia mais triste de sua vida. Um dia antes da eleição para o governo de Pernambuco, Lyra, ex-prefeita de Caruaru, chegara a 17% das intenções de voto, em empate técnico com o segundo colocado. Estava a um passo de obter uma vaga no segundo turno para disputar o governo estadual com a líder isolada nas pesquisas, Marília Arraes. Lyra, filiada ao PSDB, ficou em terceiro lugar na disputa durante um bom tempo, mas, à medida que se aproximava o dia da votação, sua campanha foi ganhando tração e empolgando parte do eleitorado, que coloria as ruas com roupas e bandeiras lilases, cor-símbolo da sua candidatura.

Na véspera do primeiro turno, o comitê de Lyra aproveitou a onda positiva e promoveu comícios sequenciais, saindo da Região Metropolitana do Recife em direção a Caruaru, sua terra natal, a 133 km da capital pernambucana. Fernando Lucena, seu marido, fez o que sempre fazia: organizou tudo e dirigiu, ele próprio, a caminhonete que levava a sua mulher. Da manhã até a tarde, Lucena pilotou por Barra de Jangada, Piedade e Candeias, bairros de Jaboatão dos Guararapes, e depois passou Boa Viagem e Pina, já no Recife, tudo sob um sol de 30ºC. Ficou entusiasmado com a adesão popular. “Vai dar certo, vai dar certo”, disse várias vezes para a equipe. Dar certo, no caso, era levar Lyra para o segundo turno.

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