questões de privacidade

A nova memória coletiva

O troca-troca de dados no ecossistema digital equivale ao de germes na vida concreta

José Roberto de Toledo
ANDRÍCIO DE SOUZA_2018

Foi impossível não perceber a anomalia. Uma enxurrada de diferentes e-mails sobre “mudança da política de privacidade” inundou milhões de caixas-postais mundo afora. Eram empresas – Facebook à frente – que dependem da coleta dos seus, dos meus, dos nossos dados pessoais para fazer dinheiro, correndo para se adequar a uma nova e pretensamente rigorosa legislação europeia. O Regulamento Geral de Proteção de Dados entrou em vigor em 25 de maio.

Como bits e bytes não têm passaporte, as exigências que a Europa fez aos aplicativos caça-dados acabaram por se tornar globais. Chegaram aos rincões mais afastados do centro de poder. Até no Brasil. A nova lei manda que as empresas obtenham consentimento explícito para coletar informações do usuário – daí a correria para pedir a permissão de centenas de milhões de pessoas para continuarem capturando, guardando e negociando nossos dados. Essa foi apenas uma das consequências da legislação que entrou em vigor.

MATÉRIA FECHADA PARA ASSINANTES
Para acessar, assine a piauí

José Roberto de Toledo

Jornalista da piauí, foi repórter e colunista de política na Folha e no Estado de S. Paulo e presidente da Abraji

Leia também

Últimas Mais Lidas

E se Bolsonaro ganhar?

A violência como plataforma de governo

Os mascates do Rio

A periferia sem crédito mantém a tradição do vendedor de porta em porta

EUA devolvem fortuna à família Hawilla

Com a morte do delator do escândalo Fifa, Justiça restitui à viúva e aos filhos patrimônio de R$ 59 milhões em dinheiro e apartamento em condomínio em ilha de Miami

Merval e a democracinha*

A polarização política, os cidadãos de bem e os inimigos da vida civilizada no país

O Paciente e O Banquete – frutos da tragédia

Vistos em conjunto, os dois filmes tornam-se reflexo do cenário político atual

Ciro, a vela e o dane-se

Só ele impede segundo turno antecipado entre Bolsonaro e Haddad

Marcos Lisboa: “Me comparar a Paulo Guedes é demais”

Cotado como ministro da Fazenda em um governo do PT, economista responde a Ciro Gomes, que o chamou de “ultrarreacionário”

A janela de Haddad

A vulnerabilidade de Bolsonaro e a chance do candidato do PT

Sem a elite, sem (quase) nada

Em doze anos, Alckmin sai de 45% para 6% das intenções de voto no eleitorado que cursou universidade; eleitores migram principalmente para Bolsonaro

Lacrou: não entra mais nome novo na urna

Se um candidato morrer ou desistir, sua cara e seu número continuarão aparecendo na tela; TSE fechou os registros e diz que não muda mais

Mais textos
1

Bolsonaro não queria sair da Santa Casa

A história de como a família do presidenciável dispensou o Sírio-Libanês, contrariou a vontade do candidato de ficar em Juiz de Fora e aceitou a proposta do tesoureiro do PSL de levá-lo para o Einstein

2

Paulo Guedes contra o liberalismo

A história mostra que uma onda de ódio só chega ao poder quando normalizada

3

Antipetismo e democracia

O candidato do PT e o candidato do PSL não são dois lados da mesma moeda

4

O fiador

A trajetória e as polêmicas do economista Paulo Guedes, o ultraliberal que se casou por conveniência com Jair Bolsonaro

5

A janela de Haddad

A vulnerabilidade de Bolsonaro e a chance do candidato do PT

6

Aluguel do PSL custa R$ 1,8 milhão à campanha de Bolsonaro

Ex-presidente do partido, Luciano Bivar recebeu sozinho, até agora, 28% dos gastos da cúpula nacional da sigla que cedeu ao ex-capitão

7

O mínimo e o justo

Menos Estado gera mais justiça social?

8

SUS salva Bolsonaro por R$ 367,06

Pago pelo sistema público brasileiro, cirurgião de veias e artérias de Juiz de Fora é tirado de almoço de família para achar e conter hemorragia no candidato

9

Sem a elite, sem (quase) nada

Em doze anos, Alckmin sai de 45% para 6% das intenções de voto no eleitorado que cursou universidade; eleitores migram principalmente para Bolsonaro

10

Marcos Lisboa: “Me comparar a Paulo Guedes é demais”

Cotado como ministro da Fazenda em um governo do PT, economista responde a Ciro Gomes, que o chamou de “ultrarreacionário”