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CARTAS_AÉCIO ROUSSEFF ATACA

| Edição 33, Junho 2009

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O APRENDIZ

Dizem os espertos que não existe mulher ou homem sérios, e sim malcantados. Vamos ver até onde Sua Excelência, o deputado federal Elizeu Aguiar (piauí_32, maio 2009), vai aguentar as possíveis cantadas das Outras Exas. Por enquanto, o deputado Elizeu Aguiar está na praia. Será que entrará no mar?

FAUZI SARRAF­_FRANCISCO BELTRÃO/PR

 

MISTER M

Confesso que, depois de ler a coluna Despedida da piauí_31 (abril 2009), fiquei com a pulga atrás da orelha (ou com uma moeda atrás da orelha, por se tratar de um truque mágico) a respeito do tal Mister M. Adorei saber onde anda o Tio Tony – sou de Porto Alegre e lembro de ver o mágico quando eu ainda era criança. Mas não estaria o Tio Tony perdendo seus preciosos tempo e dinheiro processando a Globo? Outra coisa que não entendi foi como ele não encontrou ninguém que conhecia o Mister M nos Estados Unidos, tendo em vista que o programa era transmitido pelo canal de tevê Fox, um dos maiores do país. Se você colocar The Masked Magician no YouTube, chovem vídeos dele. Ele tem até site oficial: www.themaskedmagician.com.

Sem mais, desapareço.

FRANCESCO SETTINERI_PORTO ALEGRE/RS

 

PIAUÍ HERALD

Sempre quis crer que a piauí não tinha muito rabo preso com a linha editorial da Abril, mas isso tem se esvaído. Na edição 32 (maio 2009) as piadas escarnecem somente de políticos ligados ao governo ou à esquerda. Os trocadalhos do carilho são ótimos (destaque para o CD Recomeçou Mamare – Novos Alagoanos), mas não vi nenhuma chacota com a oposição, como o Castelo de Grayskull de Edmar He-Man Moreira (DEM), ou os Porquinhos Espirrantes de José Lobo Mau Serra (PSDB), ou as gordas doações da associação sem associados (Secovi) à campanha de Gordinho Kassab para a Prefeitura de São Paulo.

LEONARDO OLIVEIRA_SÃO PAULO/SP

NOTA DA REDAÇÃO: Estamos sintonizados com os tempos que correm: temos rabo preso com todo mundo, contanto que paguem em dólar de Singapura, ao câmbio de antes da crise. Exemplo: Edmar Moreira não depositou a tempo e fomos obrigados a fazer uma resenha – de resto, positiva – do livro que seu colega Agaciel Maia escreveu sobre o belo Castelo. O mesmo se deu com Heloísa Helena, que, segundo as notícias mais recentes, integrava as hostes da oposição. Só não falamos mal do DEM – quer dizer, falamos sim, mas no passado remoto, na edição natalícia do piauí Herald de 2007 – mas depois disso Cesar Maia e Wellington Salgado depositaram na conta e tudo se acertou. Resumo dialético: tal e qual José Sarney, não somos contra ninguém que seja a favor da gente.

WILLIAM SHATNER, EDITOR EM CHEFE DE PIAUÍ HERALD_NAVE ENTERPRISE

PS: como brinde, receba uma recomendação de última hora (podemos transformá-lo no Serra, mediante acerto): Nosferramu, o filme de Aécio Housseff.

 

AVENUE MONTAIGNE

Meu sonho, só perdendo para uma cobertura na avenue Montaigne, é ver The piauí Herald nas bancas ao lado de piauí e outras publicações.

PAULO S. DE AZEREDO COUTINHO­_RIO DE JANEIRO/RJ

 

O SUBMERGENTE

A Zona Norte de Sampa não tem subúrbio (piauí_32, maio 2009). Ela acaba na Serra da Cantareira, recheada de verde, bugios, porcos-espinhos, jacutingas e condomínios de luxo. O Mandaqui fica alguns quilômetros antes desse paraíso, colado a Santana e Santa Terezinha. São bairros onde um apartamento de três quartos custa mais caro que um do mesmo padrão no faveloso Morumbi. Não é subúrbio. É uma espécie de Tijuca, sem os morros, favelas, balas perdidas, flamenguistas e vascaínos. Lá fica também o Bar do Luiz, o melhor bolinho de bacalhau do país.

JULIO BARROS_SÃO PAULO/SP (FLUMINENSE DE NASCIMENTO, PAULISTANO POR NECESSIDADE, MEU!)

 

BOLO DE ROLO

Fiquei pensando se Marcantonio Vilaça estivesse vivo o que ele acharia dos desmando e escândalos da Fundação Bienal.

MIGUEL ARCANJO PRADO_SÃO PAULO/SP

 

DILMA
Depois da emocionante apresentação da vida romântica da ministra (piauí_31, abril 2009), que tal, agora, nos brindar com a VERDADEIRA história?

LEO TRISCIUZZI_ANGRA DOS REIS/RJ

 

ALLAN SIEBER

Estou rindo até agora dos quadrinhos sobre o Eduardo adventista [piauí_30, março 2009]. E não é de sacanagem não, é de alegria mesmo. Alegria de saber que eu não estou sozinho nesse mundo. Dos 7 aos 14 anos, frequentei uma congregação no interior de São Paulo, com meus dois irmãos e minha mãe. Eu não quis matar meu pai para salvá-lo, como o Eduardo, mas acabei vendo Satanás na cozinha da minha casa aos 13 anos de idade. Quase me borrei, lembro visceralmente até hoje da sensação de estar na frente do Inimigo. O que ele viera fazer na minha casa? Que importância eu tinha para receber tal ilustre visita? E eu sem câmera fotográfica nem gravador para uma eventual entrevista. Controlei a tremedeira, barriga para dentro, disse: “Eu não tenho medo de você” e voltei para cama, rosto travado, controlando a respiração para reduzir o batimento cardíaco que devia estar lá na casa dos 200 batimentos por minuto. Deitei, acho que desmaiei, e acordei só quando o sol raiou.

No dia seguinte, voltei à cozinha, cabreiro, e descobri que o Satanás que eu tinha visto na noite anterior era na verdade uma ilusão de ótica: minha mãe tinha trocado um enfeite que ela colocava em cima da geladeira e, no escuro, parecia uma cabeça com dois chifres. Minha fé se dissolveu imediatamente, ali, na constatação de que a religião que eu praticava estava me prejudicando. Também deu início à percepção (concreta) de que ao longo da história, esse “ver Satanás” poderia ter acontecido milhares de vezes e os textos religiosos poderiam estar amplamente contaminados.

Só recentemente fiz as pazes com Deus, Allah, Jeová e YHVW porque, no final das contas, o que sobram são as opções filosóficas. E os textos religiosos estão abarrotados de boas construções éticas, políticas e econômicas.

De qualquer modo, fico muito contente e grato de ter partilhado da experiência religiosa do Eduardo.

ANDRÉ LIMA_SÃO PAULO/SP