carta da venezuela

O arroz chegou

Sobreviver é a principal preocupação dos venezuelanos

Paula Ramón
“Tem carne?”, pergunto no primeiro açougue que encontro. “Só na lousa”, responde o empregado, mostrando o quadro com os preços na parede. De braços cruzados e com a geladeira vazia, ele me explica que o último lote de carne chegou ali no sábado, mas já no domingo não havia mais nada
“Tem carne?”, pergunto no primeiro açougue que encontro. “Só na lousa”, responde o empregado, mostrando o quadro com os preços na parede. De braços cruzados e com a geladeira vazia, ele me explica que o último lote de carne chegou ali no sábado, mas já no domingo não havia mais nada MERIDITH KOHUT_© PHOTOSHELTER, INC

Quando o avião se aproxima de Maracaibo, o azul-turquesa do mar caribenho surge como um clichê, mas um clichê que toda vez desperta a saudade de algo que parece irrecuperável.

Às três da tarde de 21 de agosto, o Aeroporto Internacional de La Chinita – como os venezuelanos se referem à Virgem de Chiquinquirá – está deserto. Por ele circulam apenas alguns poucos funcionários e os passageiros desse voo que vai e vem de Miami, talvez uma das poucas reminiscências da época de ouro de Maracaibo, cidade rica de petróleo que décadas atrás era chamada de Arábia Saudita da Venezuela.

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Paula Ramón

Paula Ramón, jornalista venezuelana, é correspondente da AFP em São Paulo.

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