ficção

Peixinhos, peixões

A senhorita gorda nadava mal e chorava sem parar

Italo Calvino
FOTO: JONAS BENDIKSEN_MAGNUM PHOTOS

O pai de Zeffirino nunca vestia roupa de banho. Usava calças arregaçadas e camiseta, uma boina de lona branca na cabeça e não desgrudava das pedras. Sua paixão eram os caramujos, esses moluscos achatados que grudam nas rochas e quase se misturam a elas com sua casca duríssima. Para arrancá-los, o pai de Zeffirino se valia de uma faca e, todos os domingos, vasculhava com seus grandes óculos, uma a uma, as pedras do pontal. Ficava nisso até que o pequeno cesto se enchesse de caramujos; alguns ele comia logo, chupando a polpa úmida e ácida, como de uma colher; os outros iam parar no cesto. De vez em quando erguia os olhos, corria-os a esmo pelo mar liso e chamava: Zeffirino! Onde está você?

Zeffirino passava tardes inteiras na água. Os dois vinham até o pontal, o pai o deixava ali e ia direto catar seus moluscos. Parados e cabeçudos como eram, os caramujos não podiam despertar a atenção de Zeffirino; no começo, interessou-se pelos caranguejos; depois foram os polvos, as medusas e, com o tempo, todas as espécies de peixe. A cada verão suas pescarias se tornavam mais difíceis e engenhosas, e agora não havia menino que o superasse no arpão submarino. Quem se dá melhor na água são os tipos mais atarracados, cheios de fôlego e de músculos; e Zeffirino estava crescendo assim. Visto no seco, levado pela mão do pai, ele era um dos tantos meninos tosados e de boca aberta, conduzidos a piparotes; já na água, deixava todos para trás e, debaixo d’água, era melhor ainda.

Naquele dia Zeffirino conseguira reunir todos os apetrechos de pesca submarina. A máscara ele já tinha desde o verão passado, presente da avó; uma prima de pés pequenos emprestou-lhe as nadadeiras; o arpão, surrupiou-o da casa do tio sem falar nada a ninguém, e ao pai disse que era emprestado. Mas ele era uma criança atenciosa, que sabia usar e cuidar de tudo: merecia a confiança de um empréstimo.

O mar estava uma beleza, limpidíssimo. Zeffirino disse “Sim, papai” a todas as recomendações e foi para a água. Com aquele focinho de vidro e o tubo de respirar, as pernas que terminavam em forma de peixe e, nas mãos, aquele troço meio fuzil, meio lança ou espeto, já não parecia um ser humano. No entanto, assim que entrava no mar, ainda que estivesse semi-submerso, percebia-se logo que era ele: pelas batidas das nadadeiras, pelo modo como levava o arpão debaixo do braço, pela aplicação com que avançava com a cabeça à flor da água.

A princípio o fundo era de cascalho, depois, de pedras: umas eram peladas e gastas; outras, barbudas de densas algas escuras. De cada fenda do escolho, ou por entre as trêmulas algas varridas pela corrente, podia surgir de repente um grande peixe. Atrás do vidro da máscara, Zeffirino, atento, movia os olhos ansiosos de um lado para o outro.

Na primeira vez, quando se descobre, o fundo marinho é muito bonito; mas o mais belo  – como em tudo – vem depois, quando o conhecemos por inteiro, braçada a braçada. Parece que bebemos as paisagens aquáticas: a gente vai, vai e poderia continuar sempre. O vidro da máscara é um enorme e único olho, pronto a engolir as sombras e as cores. Agora o escuro terminava e se estava fora daquele mar de escolhos; sobre a areia do fundo era possível ver as finas encrespações desenhadas pelo movimento das águas. Os raios do sol chegavam lá embaixo com reflexos brilhantes e cintilações de cardumes de peixelins, esses minúsculos seres que avançam em fila e subitamente viram em ângulo reto, todos juntos.

Subiu uma pequena nuvem de areia; era o bater da cauda de um sargo, no fundo. Não percebera que estava sob a mira do arpão. Zeffirino já nadava submerso; e o sargo, depois de uns meneios distraídos dos flancos rajados, disparou em sobressalto. Entre escolhos hirtos de ouriços, peixe e pescador nadaram até uma cavidade de rocha porosa e quase nua. “Daqui ele não escapa”, pensou Zeffirino; e naquele instante o sargo sumiu. De buracos e cavidades se erguia um fio de bolhinhas de ar, que depois desaparecia e reaparecia em outro lugar; as anêmonas marinhas brilhavam, à espreita. O sargo pôs a cabeça para fora de uma toca, enfiou-se por outra e ressurgiu rapidíssimo num buraco distante. Bordejou um esporão de rocha, dirigiu-se para baixo, e Zeffirino viu lá no fundo uma zona de um verde luminoso. O peixe se perdeu naquela luz, e Zeffirino foi atrás.

 

Atravessou um arco rebaixado ao pé da rocha e reviu acima de si a água alta e o céu. Sombras de pedra clara circundavam o fundo em toda sua extensão e, na parte mais larga, declinavam num arrecife semi-submerso. Com um giro de cintura e um impulso nas nadadeiras, Zeffirino subiu para respirar. O tubo de ar veio à tona e cuspiu umas gotas infiltradas na máscara, mas a cabeça do garoto continuou na água. Tinha reencontrado o sargo – aliás, dois! Já estava fazendo a mira quando avistou um cardume inteiro deles, navegando tranqüilo à esquerda, enquanto à direita brilhava outra esquadra. Era um local riquíssimo de pesca, quase um espelho d´água, e para onde Zeffirino olhasse via o bater de nadadeiras sutis e o piscar de escamas; o espanto e a alegria foram tantos que ele não fez nenhum ataque.

Era preciso não se afobar e pensar na melhor estratégia, sem espalhar o terror. Com a cabeça sempre submersa, Zeffirino rumou para a pedra mais próxima e, na água, ao longo da parede, viu uma mão branca balançando. O mar estava imóvel; sobre a superfície lisa e límpida se alargavam círculos concêntricos como pingos de chuva. O menino ergueu a cabeça e olhou. Deitada de bruços à beira da pedra, uma mulher gorda de maiô tomava sol. E chorava. As lágrimas desciam uma a uma pelas faces e caíam no mar.

Zeffirino tirou a máscara do rosto e disse: – Desculpe.

A mulher gorda respondeu: – Imagine, garoto – e continuou chorando. Pode pescar.

– Este lugar está cheio de peixe – explicou ele. – Viu quantos?

A mulher gorda continuava com o rosto inclinado, olhos fixos e cheios de lágrimas: – Não vi nada. Como posso? Não consigo parar de chorar.

Em questão de mar e de peixes, Zeffirino era o melhor; porém, na presença de gente, reassumia aquele ar boquiaberto e balbuciante: – Me desculpe, senhora… – e teria preferido voltar a seus sargos, mas uma mulher gorda e chorosa era uma visão tão insólita que ele continuava encantado, olhando-a sem querer.

– Não sou uma senhora, garoto – disse a mulher gorda com uma voz nobre e um tanto nasal. – Chame-me de senhorita. Senhorita De Magistris. E você, como se chama?

– Zeffirino.

– Muito bem, Zeffirino. Fez boa pesca? Ou boa caça, como se diz?

– Não sei como se diz. Ainda não peguei nada. Mas aqui é um lugar bom.

– Só tenha cuidado com esse arpão. Não por mim, coitada. Mas por você: não vá se machucar.

Zeffirino garantiu que ela podia ficar sossegada. Sentou-se na pedra ao lado dela e a observou chorar um pouco. Havia momentos em que parecia parar, mas depois suspirava com o nariz vermelho e sacudia a cabeça. Enquanto isso, nos cantos dos olhos e sob as pálpebras, era como se inchasse uma bolha de lágrimas, e o olho logo as derramava.

Zeffirino não sabia bem o que pensar. Ver uma senhorita chorando era coisa de apertar o coração. Mas como era possível ficar triste naquele recanto marinho repleto de todas as variedades de peixe, que enchia o coração de ânimo e de alegria? E como mergulhar naquele mar e ir à caça dos peixes com uma pessoa grande se desfazendo em lágrimas? No mesmo instante e no mesmo lugar coexistiam dois sofrimentos opostos e inconciliáveis. Zeffirino não conseguia pensá-los ao mesmo tempo, nem se deixar levar por um ou por outro.

– Senhorita – perguntou.

– Diga.

– Por que está chorando?

– Porque sou infeliz no amor.

– Ah!

– Você não pode entender, é ainda um menino.

– Quer nadar com a máscara?

– Obrigada, aceito. É bonito?

– É a coisa mais linda que existe.

A senhorita De Magistris se ergueu e abotoou o maiô nas costas. Zeffirino passou-lhe a máscara e explicou bem como usá-la. Ela mexeu a cabeça de leve, entre brincalhona e vexada, com a máscara no rosto; mas pelo vidro transparente se viam os olhos que não paravam de chorar. Afundou no mar sem elegância, como uma foca, e começou a debater-se com o rosto para baixo.

Com o arpão sob o braço, Zeffirino também se pôs a nadar.

– Quando encontrar um peixe, me diga – gritou à senhorita De Magistris. Ele não brincava dentro da água, e só raramente concedia a alguém o privilégio de pescar em sua companhia.

Mas a senhorita levantava a cabeça e fazia sinal que não. O vidro se tornara opaco, já não era possível ver os traços de seu rosto. Tirou a máscara: – Não vejo nada – disse, as lágrimas embaçaram o vidro. Não posso. Sinto muito. E ficou ali, chorosa, na água.

– É uma pena – disse Zeffirino. Não trouxera a meia batata que costumava esfregar no vidro para limpá-lo, mas se arranjou como pôde com um pouco de saliva e recolocou a máscara. Olhe como eu faço – disse à gorda. E prosseguiram juntos por aquele mar, ele de nadadeiras e com o rosto submerso, ela nadando de lado, com um braço esticado e o outro dobrado, cabeça amargamente ereta e inconsolável.

 

A senhorita De Magistris nadava mal, toda torta, com um desengonçado bater de braços. Metros e metros abaixo dela os peixes corriam o mar, estrelas marinhas e sépias navegavam, abriam-se as bocas das caravelas. E contra o olhar de Zeffirino escancaravam-se paisagens de tirar o fôlego. A maré ia alta, e o fundo arenoso estava recoberto de pequenos escolhos, entre os quais balançavam colchões de algas ao movimento quase imperceptível do mar. No entanto, olhando de cima, parecia que eram as pedras que ondulavam sobre a extensão uniforme da areia, em meio à água parada e densa de algas.

De repente De Magistris o viu desaparecer com a cabeça para baixo, o traseiro elevar-se um instante sobre a água, depois as nadadeiras e agora sua sombra clara que seguia sob o mar, descendo em direção ao fundo. Foi tarde demais quando o bagre se deu conta do perigo: a lança disparada já o atingira de través, o dente do meio o mordeu perto da cauda e o atravessou de lado a lado. O bagre eriçou as nadadeiras espinhosas e pulou batendo na água; os outros dentes da lança não o tinham atingido, e ele ainda esperava escapar, mesmo perdendo a cauda. Mas o que conseguiu foi prender uma nadadeira num dos dentes do arpão, e aí ele se perdeu. O molinete já enrolava a linha, e a sombra rosada e contente de Zeffirino se projetava sobre ele.

A lança surgiu acima da água com o bagre espetado nela, depois o braço do menino, depois a cabeça mascarada e o borbulhar da água no tubo. E Zeffirino descobriu o rosto: – Viu que bonito? Viu, senhorita? – era um grande bagre negro e prateado. Mas a mulher continuava chorando.

Zeffirino escalou a ponta de um recife; a senhorita De Magistris o seguiu com dificuldade. Para manter o peixe fresco, o rapaz escolheu uma pequena bacia cheia de água. E os dois se ajoelharam em torno dela. Zeffirino contemplava as cores cambiantes do bagre, acariciava as escamas e queria que De Magistris fizesse o mesmo.

– Está vendo como ele é bonito? Está vendo como espeta?

Quando lhe pareceu que um fiapo de interesse pelo peixe surgia no desconforto da mulher gorda, disse: – Vou ver um momentinho se pego outro – e, reposta a armadura, mergulhou de novo.

A mulher ficou com o peixe. E descobriu que nunca houve peixe mais infeliz. Agora ela passava os dedos sobre a boca em anel, sobre as guelras, a cauda; e via abrir-se no belo corpo prateado mil furinhos minúsculos. Pulgas aquáticas, típicos parasitas dos peixes, tinham se apoderado do bagre e lhe roíam as carnes em sulcos.

Sem saber dessas coisas, Zeffirino já retornava com uma umbrina dourada no arpão e a oferecia à senhorita De Magistris. Assim os dois dividiam as tarefas: a mulher retirava o peixe da lança e o colocava na bacia de pedra; e Zeffirino metia de novo a cabeça na água para pescar um outro. Mas antes olhava se a senhorita De Magistris parara de chorar: se a visão de um bagre e de uma umbrina não a fizesse parar, o que mais poderia consolá-la?

Estrias douradas atravessavam os flancos da umbrina. Duas nadadeiras em fila percorriam seu dorso. E, no intervalo entre essas nadadeiras, a senhorita viu uma ferida estreita e profunda, mais antiga que a do arpão. Uma bicada de gaivota deve ter perfurado o dorso do peixe com tanta força que não se entendia como não o matara. Quem sabe há quanto tempo a umbrina carregava essa dor.

Mais veloz que o arpão de Zeffirino, um dentudo abateu-se sobre um cardume de merluzas miúdas e incertas. Foi só ele abocanhar uma merluza que a lança transpassou-lhe a garganta. Zeffirino nunca tinha dado um tiro tão certeiro.

– Um dentudo-dourado! – gritou, arrancando a máscara. – Eu estava atrás das merluzas! Ele engoliu uma e eu… – explicava a cena, manifestando a emoção com balbucios. Impossível pescar um peixe maior e mais lindo. Zeffirino queria que a senhorita De Magistris finalmente compartilhasse sua alegria. Ela olhava o corpo gordo e brilhante, a garganta que havia acabado de engolir um peixinho esverdeado, por sua vez lacerada pelos dentes do arpão: e assim era a vida em todo o mar.

Zeffirino ainda pescou um pardo e um vermelho, um bagre de listras amarelas, um dourado roliço e uma boga delgada; pescou até um peixe-anjo barbudo e espinhoso. Mas em todos, além das feridas da lança, a senhorita De Magistris descobria o furo da pulga que os mordera ou a mancha de uma peste desconhecida ou o anzol há tempos enfiado na garganta. Aquele baixio descoberto pelo menino, onde todos os peixes se encontravam, era talvez um refúgio de animais condenados a uma longa agonia, um hospital marinho, uma arena de duelos desesperados.

Agora Zeffirino combatia entre as pedras: os polvos! Descobrira uma colônia deles entocada ao pé de um recife. Espetado no arpão, um grande polvo violáceo deixava escorrer de suas feridas um líquido parecido com tinta diluída; e uma estranha ansiedade apoderou-se da senhorita De Magistris. Para abrigar o polvo procuraram uma bacia apartada, e Zeffirino parecia não querer afastar-se dali, admirando a pele rosa-cinzenta que mudava lentamente de tom. Já era tarde, e o menino começava a ficar com a pele enrugada: passara muito tempo na água. Mas Zeffirino não iria renunciar a uma família de polvos recém-descoberta.

A senhorita observava o polvo, sua carne escorregadia, as bocas das ventosas, o olho avermelhado e quase líquido. Dentre todos os seres pescados, o polvo pareceu-lhe o único sem marcas de sofrimento. Os tentáculos, de um rosado quase humano, moles e sinuosos, cheios de dobras secretas, evocavam pensamentos de saúde e de vida, e suas últimas contrações terminavam com um suave dilatar-se de ventosas. A mão da senhorita De Magistris simulava no ar uma carícia nas espirais do polvo, movendo os dedos como se imitasse suas contrações; depois, cada vez mais próxima, chegou a tocá-lo.

 

A noite caía, uma onda começava a bater no mar. Os tentáculos vibraram no ar como chicotes e num instante o polvo estava enrodilhado com toda a força no braço da senhorita De Magistris. De pé sobre o arrecife, como se fugisse do próprio braço aprisionado, ela lançou um grito que soou como: – É o polvo! O polvo está me matando!

Zeffirino, que acabara de desentocar uma lula, pôs a cabeça para fora d’água e viu a mulher gorda com o polvo que, desde o braço, alongava os tentáculos e a prendia pela garganta. Ouviu também o fim do grito: era um berro alto e contínuo, mas – assim lhe pareceu – sem lágrimas.

Acudiu um homem armado com uma faca, que começou a desferir golpes contra o olho do molusco: decapitou-o quase por inteiro. Era o pai de Zeffirino que, depois de encher o cesto de caramujos, vinha buscar o filho nos arrecifes. Ao ouvir o grito, apurando a vista atrás dos óculos, enxergou a mulher e correu para ajudá-la com a lâmina que usava para os caramujos. Os tentáculos se afrouxaram de imediato; a senhorita De Magistris desmaiou.

Quando voltou a si, viu o polvo cortado em pedaços: Zeffirino e o pai lhe ofereceram a carne para fritar. Era noite, e Zeffirino vestira o agasalho. Com gestos precisos, o pai lhe explicou como se fazia um bom polvo frito. Zeffirino a olhava e várias vezes achou que estivesse a ponto de recomeçar; no entanto, ela não derramou nem mais uma lágrima.

Italo Calvino

Italo Calvino (1923-1985), escritor italiano nascido em Cuba, é o autor de A Trilha dos Ninhos de Aranha e Eremita em Paris.

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