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Um caso raríssimo

    Oliveira: Não seria invasivo um repórter judeu, durante a cobertura de um ato contra neonazistas, receber a tarefa de comentar sobre as perseguições antissemitas que já enfrentou? CRÉDITO: PABLO SABORIDO_2020

questões raciais

Um caso raríssimo

Jornalista negro processa a CNN Brasil por racismo estrutural

Armando Antenore | Edição 194, Novembro 2022

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Em junho de 2016, as seleções da Alemanha e da Polônia se enfrentaram pela Eurocopa, o campeonato europeu de futebol masculino, no Stade de France, perto de Paris. Foi um jogo tedioso, que terminou sem gols, mas lá fora o clima esteve quente. Pouco antes da partida, a repórter Sonia Blota e o produtor Fernando Henrique de Oliveira, ambos da Band TV, cobriam o vaivém de torcedores nas imediações da estação ferroviária Gare du Nord quando cerca de cinquenta alemães os rodearam e gritaram: Get out, you niggers! Mandaram os dois irem embora, usando a expressão racista mais insultuosa da língua inglesa. O líder do grupo ameaçou a dupla de brasileiros com um bastão, chutou uma perna da jornalista e deu uma bofetada em Oliveira, que operava a câmera e conseguiu filmar parte da investida. Os agressores seguiram adiante sem que ninguém os importunasse.

A repórter e o produtor denunciaram o ataque para um policial que circulava pelas redondezas. Ele se esquivou. “Vocês me parecem bem. Não sofreram ferimentos graves. Melhor esquecer o que aconteceu para evitar um conflito maior”, explicou, de acordo com as vítimas. Inconformado, Oliveira prestou queixa numa delegacia.

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