Igualdades

Mulheres em risco

Emily Almeida e Carol Cavaleiro
17jun2019_09h04

A cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil. Em meio à epidemia de homicídios, com 65,6 mil mortes por ano, os assassinatos de mulheres também crescem: em 2017, 5 mil mulheres foram mortas no país, maior número registrado desde 2007. As mortes de homens estão mais associadas à violência e atingem especialmente negros e jovens. Sobre as mortes de mulheres, é possível tipificar pelo menos um quinto desses homicídios como feminicídios – assassinatos de mulheres somente por conta do gênero.

 

Em 2007, foram registrados 10 homicídios de mulheres por dia. Em 2017, o número de casos subiu para 13,5.

 

A taxa de feminicídio por 100 mil mulheres no Brasil (0,97) é mais que o dobro que a do Reino Unido (0,42).

 

A maior taxa de homicídios de mulheres por 100 mil habitantes no Brasil está em Roraima, com 10,6. A menor está em São Paulo, com 2,2. Assim, a chance de uma mulher ser morta é cinco vezes maior em Roraima que em São Paulo.



 

O Rio Grande do Sul teve a maior taxa de lesões corporais dolosas contra mulheres em 2017: 398 por 100 mil habitantes. Isso é quase o dobro da taxa registrada no estado de São Paulo no mesmo período (221).

 

Dos casos de feminicídio registrados no Rio de Janeiro em 2018, 69% foram contra mulheres negras ou pardas; e 30% contra mulheres brancas. 

 

Em 2017, de cada 109 ocorrências de crimes associados à violência contra a mulher no Rio e Janeiro, uma resultou em prisão. Em 2018, houve uma prisão a cada 185 ocorrências.

 

O número de medidas protetivas concedidas pela Justiça para prevenir agressões a mulheres cresceu 22% entre 2016 e 2017 – a taxa por 100 mil habitantes mulheres protegidas passou de 185 para 224.

 

Fontes: Atlas da Violência; Anuário Brasileiro de Segurança Pública; Dossiê Mulher; Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ); Femicide Census; Monitor da Violência.

Emily Almeida (siga @emilycfalmeida no Twitter)

Repórter da piauí

Carol Cavaleiro (siga @revistapiaui no Twitter)

Carol Cavaleiro é infografista.

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