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Presença dos mais pobres nas universidades brasileiras cresceu seis vezes em 20 anos – mas estagnou a partir de 2016

Lianne Ceará, Marcos Amorozo e Renata Buono
13maio2021_10h00

Ao longo do século XX, o ensino superior se expandiu no Brasil sem garantir o amplo acesso dos mais pobres à universidade. A mudança começou a partir dos anos 2000, com políticas de ação afirmativa no ensino superior, e os mais pobres ocuparam cada vez mais espaço nas universidades. Em 1995, estudantes originários dos 20% mais pobres da população representavam 1% do total de alunos; em 2015, eram 6%, segundo os dados do Inep analisados pelo pesquisador Adriano Senkevics.

Esse ritmo de avanços, porém, estagnou a partir de 2016, mostra a análise de Senkevics. Em 2019, dado mais atual, os 20% mais pobres ocupavam apenas 5 a cada 100 vagas.

“A estagnação na inclusão dos mais pobres após 2015 é mais uma evidência de que este segmento é o mais afetado pela crise e recessão econômica. Desemprego, queda dos rendimentos e perda de poder aquisitivo são três fatores que comprometem a frequência dos mais pobres à universidade”, afirma o pesquisador.

Fonte: Caderno de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais do Inep

Lianne Ceará (siga @lianneceara no Twitter)

Estagiária de jornalismo na piauí

Marcos Amorozo (siga @marcosamrz no Twitter)

Estagiário de jornalismo na piauí, é estudante da Universidade de Brasília (UnB)

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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