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No futuro, um Brasil com menos gente

Luigi Mazza e Renata Buono | 01jul2019_08h09

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O Brasil entrou no século XXI como a quinta nação mais populosa do mundo, mas sairá dele na 12ª posição do ranking global. O país já foi desbancado pelo Paquistão, que nos últimos anos tem crescido em ritmo acelerado: a cada brasileiro que vem ao mundo, nascem dois paquistaneses. Nas próximas décadas, será a vez de países africanos como Nigéria, Angola e Tanzânia ultrapassarem o Brasil. Enquanto reduz seu ritmo de crescimento, a população brasileira envelhece rapidamente. Em 1985, apenas 6% dos brasileiros eram idosos. Em 2015, os mais velhos já eram 12% da população.

Entre 2015 e 2019, a população brasileira aumentou em 6,5 milhões de pessoas. A população da Nigéria cresceu o triplo disso no mesmo período (19,8 milhões).

Hoje, a população do Brasil é igual à da Nigéria. Em 2055, haverá o dobro de pessoas vivendo na Nigéria.

 

Para cada pessoa que nasce hoje no Brasil, duas nascem no Paquistão.

Em 2008, uma a cada quatro mortes no Brasil era de pessoas com 80 anos ou mais. Em 2017, uma a cada três mortes era de pessoas nessa mesma faixa etária.

Em 1985, no Brasil, para cada criança com até 1 ano de idade havia uma pessoa com mais de 60 anos. Já em 2015, para cada criança nessa faixa etária, havia quatro idosos.

 

Em 2010, a proporção de idosos no Uruguai – onde os idosos têm maior peso na população, entre vários países da América do Sul – era quase duas vezes a do Brasil. Em 2050, os dois países terão a mesma proporção de idosos.

No Catar, país com a menor proporção de mulheres, há três homens para cada mulher. Na Letônia, país com a maior proporção de mulheres, há quase duas mulheres para cada homem.

A população de mulheres na Índia (656,2 milhões) é igual à população total de toda a América Latina mais Caribe (648 milhões).

 

Fontes: Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (ONU); Ministério da Saúde.

 

* O título deste texto foi modificado às 12h do dia 2 de julho após reclamações de leitores.

Luigi Mazza (siga @LuigiMazzza no Twitter)

Editor do site da piauí. Foi repórter da revista em Brasília e diretor do podcast Foro de Teresina

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

É designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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