Os ratos chegaram a Fernando de Noronha com os colonizadores portugueses e, capazes de nadar, se espalharam pelo arquipélago, predando aves marinhas e outras espécies nativas. Agora, cientistas estão tentando erradicar os milhares de roedores que infestam uma de suas ilhas
Ver dados da foto Os ratos chegaram a Fernando de Noronha com os colonizadores portugueses e, capazes de nadar, se espalharam pelo arquipélago, predando aves marinhas e outras espécies nativas. Agora, cientistas estão tentando erradicar os milhares de roedores que infestam uma de suas ilhas FOTO: JAMES RUSSELL_2017

Estranhos no paraíso

A luta para eliminar os invasores que ameaçam a biodiversidade de Fernando de Noronha
Bernardo Esteves
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Os ratos chegaram a Fernando de Noronha com os colonizadores portugueses e, capazes de nadar, se espalharam pelo arquipélago, predando aves marinhas e outras espécies nativas. Agora, cientistas estão tentando erradicar os milhares de roedores que infestam uma de suas ilhas FOTO: JAMES RUSSELL_2017

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Às cinco e quarenta da manhã de uma terça-feira em outubro, um grupo de pesquisadores e ambientalistas se encontrou no porto de Fernando de Noronha. O sol despontava no horizonte quando eles embarcaram num grande bote verde para uma viagem de vinte minutos até a ilha do Meio, uma das 21 que compõem o arquipélago situado a 345 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte.

A ilha do Meio tem dezesseis hectares, o equivalente a dezesseis campos de futebol, e está entre as menores de Noronha. Embora próxima da ilha principal, ela é de difícil acesso, devido às escarpas das suas bordas rochosas. Como a maré estava baixa, o barqueiro não teve dificuldade em achar um ponto em que os tripulantes pudessem desembarcar com segurança. Todos calçavam luvas para escalar as rochas pontiagudas que davam à ilha um aspecto algo lunar. Logo chegaram a uma grande planície com vegetação rasteira, onde se puseram a caminhar.

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