As baterias da Operação Lava Jato e do "Partido da Justiça" tendem a atirar muito mais numa determinada direção do que em outra, o que pode produzir um desequilíbrio democrático
Ver dados da foto As baterias da Operação Lava Jato e do "Partido da Justiça" tendem a atirar muito mais numa determinada direção do que em outra, o que pode produzir um desequilíbrio democrático ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES_2015

O lulismo nas cordas

Depois de uma década virtuosa, marcha rooseveltiana perde o rumo e chega ao final de 2015 perto do colapso
André Singer
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As baterias da Operação Lava Jato e do "Partido da Justiça" tendem a atirar muito mais numa determinada direção do que em outra, o que pode produzir um desequilíbrio democrático ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES_2015

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Nestas mesmas páginas (“O lulismo e seu futuro”, piauí_49, outubro 2010), às vésperas da primeira eleição da presidente Dilma Rousseff, sugeri comparar o ciclo lulista ao do New Deal, articulado por Franklin Delano Roosevelt a partir de 1933 e vigente, de algum modo, nos Estados Unidos até por volta de 1968. Nos meses que precederam a eleição de 2010, circulara um livro do Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman (A Consciência de um Liberal) com relato inspirador de aspectos da experiência norte-americana. Por cerca de três décadas, o sucesso rooseveltiano determinou que houvesse emprego para a maioria e aumentos salariais constantes. A promoção da igualdade levara grande parte dos habitantes “a uma vida material reconhecidamente decente e similar”. Em 1966, 80% da população norte-americana, por exemplo, tinha seguro-saúde, porcentagem que era de apenas 30% ao final da Segunda Guerra.

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