Neurocientista Suzana Herculano-Houzel deixa o país

Cientista vai trabalhar nos Estados Unidos

POR Bernardo Esteves
Foto: Fabio Motta/Estadão
Revista Piauí Foto: Fabio Motta/Estadão
Foto: Fabio Motta/Estadão

Suzana Herculano-Houzel embarca nos próximos dias para Nashville, no Tennessee, onde vai assumir o posto de professora dos departamentos de Psicologia e Ciências Biológicas da Universidade Vanderbilt. Frustrada com as condições precárias para a prática da ciência no Brasil, a pesquisadora carioca preferiu trabalhar num ambiente com mais recursos no qual poderá se dedicar a suas atividades de pesquisa.

Herculano-Houzel escolheu piauí para se pronunciar em público pela primeira vez sobre sua decisão, comunicada algumas semanas atrás ao Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, ao qual é vinculada. No artigo Bye-bye, Brasil, publicado na edição de maio da revista, que começa a circular nesta quarta, dia 4, ela enumera os fatores que motivaram sua decisão de deixar o país. Assinantes podem ler o artigo antecipadamente.

Como pesquisadora da UFRJ, a neurocientista conduziu estudos que ajudaram a entender do que são feitos os cérebros de dezenas de espécies de mamíferos, a humana inclusive.  Em 2005, desenvolveu com o colega Roberto Lent um método que simplificou a contagem do número de células do cérebro. A técnica permitiu recalcular a quantidade de neurônios do cérebro humano – 86 bilhões – e elucidar diferenças de composição entre os cérebros de diferentes espécies. Num trabalho posterior, de grande repercussão na imprensa internacional, Herculano-Houzel e sua equipe defenderam a hipótese de que o domínio do cozimento de alimentos permitiu que ancestrais do Homo sapiens aumentassem a ingestão de calorias de forma a sustentar um cérebro maior, conforme relatado no perfil da neurocientista publicado pela piauí.

Mais recentemente, a pesquisadora propôs, em trabalho escrito a quatro mãos com o físico Bruno Mota, uma fórmula que explica como se dobra o córtex cerebral, uma questão importante que ainda estava em aberto na neurociência. Num artigo para a piauí em que relatou a descoberta, Herculano-Houzel festejou um estudo 100% brasileiro emplacado na revista Science. Mas reclamava de obstáculos para o estudo, como a burocracia para a importação de reagentes e financiamentos prometidos e não honrados. “Cheguei ao limite da minha cartola”, dizia.

Quando a situação financeira de seu laboratório ficou insustentável, em 2015, Herculano-Houzel empenhou seu prestígio nas redes sociais e lançou uma campanha de financiamento coletivo para continuar tocando as pesquisas de seu grupo. Em dois meses de campanha, arrecadou 113 mil reais, possivelmente a maior soma já levantada por cientistas brasileiros num crowdfunding. Os recursos permitiram bancar o laboratório por cinco meses.

As contrariedades só se agravaram desde então. No artigo em que justifica sua partida, Herculano-Houzel critica a derrocada do sistema de financiamento da ciência pelos governos federal e do estado do Rio de Janeiro e a carreira engessada e sem estímulos dos pesquisadores contratados como funcionários públicos em universidades federais. “Não importa o quanto um cientista produza, o quanto se esforce, quanto financiamento ou reconhecimento público traga para a universidade – o salário será sempre o mesmo dos colegas que fazem o mínimo necessário para não chamar a atenção”, escreve.

Além de seu trabalho como pesquisadora, Herculano-Houzel também tem atuação destacada na divulgação científica: é colunista da Folha de S.Paulo, já escreveu para a revista Mente e Cérebro e teve um quadro no Fantástico, da Rede Globo, e tem sete livros publicados para o grande público. O mais recente deles – The Human Advantage – acaba de sair pela MIT Press e não tem data prevista de publicação no Brasil.

No ano passado, ela recebeu um convite para se tornar pesquisadora da Universidade Vanderbilt, numa articulação coordenada por seu colaborador Jon Kaas, um antigo admirador de seu trabalho. A oferta incluía salário “confortável”, estabilidade, um laboratório muito maior que o que ela tinha na UFRJ e o apoio de uma máquina administrativa eficaz.

Numa conversa recente, a neurocientista deu um exemplo da eficiência e pouca burocracia da sua nova universidade. Ela solicitou a compra de um monitor curvo especial para visualizar imagens de microscópio, no valor de 1 100 dólares. “Dez minutos depois recebi um e-mail com a confirmação da compra”, contou, com ar incrédulo. No Brasil, o pedido provavelmente sequer teria chegado à fase de licitação.

O artigo de Herculano-Houzel desenha um quadro muito pessimista do ambiente para a prática da pesquisa no Brasil. É possível que desperte reações acaloradas de alguns colegas – e é desejável que suscite a discussão crítica de alguns pilares sobre os quais se assenta o sistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação.

O marido de Herculano-Houzel viajou para Nashville no último sábado. Os dois cachorros da família embarcam esta semana. A neurocientista aguarda a emissão do visto para definir a data de sua partida. Seu contrato com a Universidade Vanderbilt começa a valer no dia 16 de maio.

  • Carlos E.

    Impressionante: de um lado uma neurocientista renomada e produtiva deixando o país porque não consegue trabalhar direito, ainda que tenha recebido 100 mil reais em doações recentemente; do outro, libera-se a fosfoetanolamina sintética “até que a ciência consiga pesquisar os efeitos da substância”. Não dá pra entender a Ciência e Tecnologia no Brasil. Querem os loucamente os resultados dos estudos, mas não querem investir em quem pesquisa. Há de se rever a carreira dos professores das federais, porque um professor produtivo de pós-graduação receber os mesmos incentivos financeiros daquele que está há 20 anos dando meia dúzia de aulas na graduação é sacanagem

    • Francisco Narto Pereira Júnior

      Mas, se não me engano, a pesquisa da fosfoetanolamina tem mais de 25 anos, 25 anos. E tem mais é que sair mesmo…

      • Frederico Fávaro

        Até o memento que ocorreu o “bum”, não haviam testes clínicos que demonstrasse sua eficiência, muito menos seus efeitos adversos. Hoje, devido a esse mesmo “bum”, estudos tem demonstrado que a Fosfoetanolamina não possui o efeito esperado. Alem do mais não existe essa historia de que ele curaria todos os cânceres, uma vez que cada tipo de câncer é diferente (não vou entrar em muitos detalhes). Infelizmente o processo para busca de um novo medicamento leva bastante tempo, principalmente por conta dos testes clínicos. Muitas vezes a verba obtida por projetos não é suficiente, o que atrasa ainda mais a pesquisa.

        • Francisco Narto Pereira Júnior

          Exatamente, por isso que a pesquisa está a mais de 25 anos (no Brasil) e ainda está do jeito que está…

        • Junior Rossatto

          A fosfoetanolamina é pesquisada há mais de 10 anos….é um produto endógeno do mosso metabolismo e liberar isso como produto farmacêutico sem os devidos testes clínicos é crime

        • Samuel

          Nunca ouvi afirmarem que serve para todos os tipos de câncer mesmo.

      • http://doutormadrid.blogs.sapo.pt Sapus Amphybius

        Que pesquisa? Não há pesquisa sobre o uso da fosfo no país. O que existe são testes aleatórios e testemunhos que funciona. Pesquisa mesmo como se faz com qualquer outro medicamento está começando agora, e ainda não há nada publicado.

        • Francisco Narto Pereira Júnior

          Ahan, testes “aleatórios” talvez sejam experimentações, testemunhos, resultados. Método científico… E há pesquisa sim, tanto que para o que se tem hoje, já há patente registrada desde 2008, tanto da fórmula quando do modo de síntese.

          No caso, creio que você veio um pouco cego (a) – não consigo identificar sua pessoa pela qualidade da foto – em relação ao meu comentário. De fato, não há como ela ser considerada como remédio devido ao protocolo, mas isso não significa que não estão pesquisando e que ela é algo recente.

          Há pesquisas publicadas, para sua informação, desde a década de 30, com a descoberta da substância e sua síntese, mas não vou aprofundar sobre isso. No caso, quando me refiro ao tempo de pesquisa no Brasil, falo sobre as condições de estudo e pesquisa que não são excelentes…

          • Gustavo Ide

            Verdade há pesquisas sim. Porém apenas 1 que foi com câncer, um testes em ratinhos com cancer nos olhos. E falho engano não deu certo. Todas as outras pesquisas não são relacionadas ao cancer. A pesquisa real mesmo para o tratamento está sendo feito agora..

      • Junior Rossatto

        Voce se engana quando nao sabe que muitos resultados obtidos por Universidades do Chile e da Argentina mostra. que a fosfoetanolamina aumentou o câncer de mama…dentre outros exemplos…só jogar isso numa base de dados científica séria e vai ver…Mas estamos num momento praticamente.feudal teocratico desse país

      • Danilo

        O pessoal está comentando muito sobre “método cientifico isso” “teste clinico aquilo”, pois pesquisem o que aconteceu ao médico Doutor Ignaz Philipp Semmelweis que foi o primeiro a dizer que se deveria lavar as mãos e trocar de roupa depois de fazer uma autopsia e ante de fazer um parto.
        Vejam também como foi tratado pelos seus pares o Doutor Martin Couney e o que ele teve que fazer para financiar suas pesquisa sobre incubadoras neonatais.
        E depois de fazerem essas pesquisas, somente depois, se perguntem:
        Será que o ego de alguém que estudou algo a vida inteira vai permitir que, por causa de um químico, esse estudo vá todo por água abaixo e esse mesmo estudo seja reduzido a uma simples receita médica?!
        “Você tem isso, tome essas pilulas e volte daqui a 6 meses para vermos como está!!!”

    • cibele

      A equipe da USP São Carlos, desenvolve pesquisa colocando dinheiro de seu próprio bolso desde 1995. Tem testes de toxidade, tem testes em animais, tem trabalhos publicados nas mais renomadas revistas internacionais. Os testes feitos pelo MCTI usaram outra substância em outras dosagens, não usaram a fosfoetanolamina sintética do dr CHierice.

      • maria

        Tem nada, pare de mentir. O Chierice é um charlatão safado, nem bioquímico ele é. Tudo que existe sobre a fosfoetanolamina são meia dúzia de estudos feitos fora do Brasil provando sua toxicidade em altas doses. Leigo em geral é ignorante, mas os leigos desesperados por soluções mágicas que defendem charlatães são os piores.

    • ditom

      Rever salário não é aumentar.
      Rever seria possibilitar que uma grande pesquisadora seja custeada por recursos privados. Mesmo que fossem crowdfunding.
      Não há mais como se sustentar universidades como se fossem grandes colégios.
      Lei Rouanet já para a ciência brasileira!

      • Rafael Casagrande

        Nesse caso é por salário maior sim. É só ir para universidades particulares. Universidade pública não pode oferecer estrutura para que recurso privado se aproveite disso.

        • maria

          Quem disse que universidades particulares brasileiras pagam salário maior? Universidade privada no Brasil NÃO FAZ PESQUISA, ponto. Aliás não faz pesquisa nem forma pesquisadores. No máximo paga um caraminguá por fora a meia dúzia de pessoas mal-intencionadas com PhD tirado mal e porcamente pra assinar os documentos do MEC, enquanto quem efetivamente dá aula e trabalha na instituição muitas vezes nem mestrado tem.

    • O chato

      Acontece que o meio acadêmico no Brasil sempre foi inclinado a “esquerda”. Não se tem menor preocupação com eficiência, meritocracia e quetais. São funcionarios publicos com acesso a verbas publicas que se utilizam disso para politica.

      Seja a area que for o professor coopta os alunos verdes nas federais para cumprir sua cota de publicações etc e oferece isso como uma oportunidade. Se vc aluno se infiltrar na panelinha dos professores, depois que se formar eles fazem um concurso publico para exatamente os teus criterios e somente vc ira passar se tornando mais um na maquina corporatista academica nacional.

  • Draft

    Quanto tempo para aparecer alguém nos comentários a dizer que deve-se parar de “financiar” as Humanidades e jogar todo o recurso para as exatas, biológicas e aplicadas?

    • Marcus Vinicius

      O problema é que Ciência no Brasil, seja em qual área for, é completamente desprezada… A Educação é relegada ao resto… As vagas de licenciaturas no Brasil nas universidades são preenchidas geralmente por quem não conseguiu vaga pra outra coisa… Ser professor no Brasil é sinônimo de miserável, é o pior salário que existe para um profissional com nível superior… E se você “só faz pesquisa”, então seu valor é zero… porque aqui um pesquisador pura e simplesmente, é “um vagabundo que nem quer dar aula”…

    • Joao Luj

      Opa! Eu concordo!!!!!!!!!!!1

    • http://helderc.github.io/ Helder

      Sou da área de exatas, e a falta de dinheiro é a mesma retratada… Independente da área de pesquisa, o governo brasileiro quebrou, acabou, com tudo!

    • Talita

      E onde há aplicação em humanas?

  • fidutifo

    O grosso do dinheiro arrecadado pelo governo através de impostos e recibos de venda por parte das industrias estatais vao primeiro ao pagamento dos politicos e servidores públicos e depois os migalhas que sobram vao para os saneamento básico, educação, e saúde. Mesmo assim os governos estaduais e municipais dao um jeito de tirar mais um bocado do restolho. Ai fica esta coisa que a gente sabe: hospitais caindo aos pedaços, escolas sem a mínimas condições de funcionamento, educadores fazendo bico para cobrir despesas, etc. E o principio do terceiro mundo: instituições fracas, leis sem dente, e a corrupção por toda parte. Vao botar a culpa na Dilma, ne?

    • lucke01

      Aqui em sampa a pesquisa estadual está no fundo do poço há anos… e não sai em jornal nenhum – apoiam tucanatos… :(

  • Paul Long

    Nao e a primeira a sair. Já encontrei dezenas de cientistas e pessoas bem educadas que deixaram o Brasil nos últimos 10 anos. Mesmo morando no exterior já ofereci consultoria na minha área para ajudar o Brasil mas nunca recebi uma única resposta de correspondência. Mesmo sendo um especialista mundial na minha área no Brasil nunca fui respeitado ou valorizado. Soube de uma grande especialista brasileira que mora nos Estados Unidos que foi emprestada pelo governo americano para ajudar o Brasil. Essa especialista foi maltratada e desrespeitada no Brasil e acabou voltando para os Estados Unidos após algumas semanas. A malandragem do PT vai muito além de corrupção. Financiar votos e mais importante do que promover o avanço cientifico.

    • Novais

      No período anterior há 10 anos não havia fuga de cérebros? Você e os especialistas mundiais eram valorizados no Brasil? A pesquisa brasileira recebia Prêmios Nobel todos os anos? Tem cara de comentário pago…

  • Marcos Ferasso

    “Até quando, [ciência brasileira], abusarás da nossa paciência?

    Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós?

    A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia?”

    (Excerto adaptado de As Catilinárias, Marco Túlio Cícero).

  • BuscadorCoruja.com

    Enquanto docente e pesquisador, criei com os meus próprios recursos e com apoio de alunos o maior portal de acesso à ciência dos países Lusófonos e membros do Mercosul… http://WWW.BUSCADORCORUJA.COM
    Entendo perfeitamente o cansaço da pesquisadora e sua partida para USA.

  • Usuario Ocasional

    Estou revoltado: e a minha doação contribuição que lhe fiz? Brincadeirinha, mais um cérebro que deixa este corrupto país que só sabe fazer isso e dar bolsa familia ou preguiça para acostumar mal o povo: ou se rouba ou se deita na rede a espera do próximo pagamento,isso multiplicado por filhos. Sem esquecer: e se aumenta os impostos dos honestos que trabalham, para esses dois absurdos,encher o bolso de poíticos e ladrões ou no assistencialismo de compra de votos. Que país sério no mundo que quer crescer faz isso? Coisa de país africano com ebola, guerra, miséria e tudo mais. É isso que somos pois os demais países vizinhos crescem estrondosamente e sem corrupção. Somos o câncer da AL. Espantamos os bons e honestos e levam o crescimento afora. Aí sobram os corruptos por aqui, defendidos nas ruas por movimentos sociais pagos com a propina. Correta Houzel, deveria ter saído bem antes, talvez já estivesse com um Nobel. Boa sorte. O último competente a sair daqui que deixe veneno para os ratos. Quem sabe na volta….

    • Flavio Simões

      Sei que foi brincadeira, mas sempre tem alguem que leva a serio, entao…

      O crowdfunding foi ano passado. Sustentou o laboratório por um tempo, e o mínimo que se esperava é que a campanha suscitasse discussão politica e alguma mudança por parte ddo ministério. Uma pena.

    • Isabelle Dagois

      Amigo…não sei o que você faz na página de uma revista como a Piauí.
      Alguém que vomita preconceitos e se apoia no senso comum deveria se dedicar a opinar sobre as matérias da Veja.

      • Pedro

        Preconceito é este teu comentário. Todos podem ler e opinar sobre a revista Piauí, e ela já publicou diversos artigos amplamente desfavoráveis ao atual governo. Por exemplo, um artigo sobre o BNDES.

        • disqus_HQl9LwTw0e

          “para esses dois absurdos,encher o bolso de poíticos e ladrões ou no assistencialismo de compra de votos. Que país sério no mundo que quer crescer faz isso? Coisa de país africano com ebola, guerra, miséria e tudo mais.”

          Acho que ela tava falando dessa parte…

        • Novais

          Aqui a pesquisadora utilizava dinheiro público (e reclamava da burocracia, corretamente). Lá ela vai utilizar dinheiro privado, com menos burocracia. Percebem a diferença? Mas aqui vai ver a pesquisa que a FGV ou a PUC fazem… Imagina na UNIP! kkkk

      • Tarcisio Ribeiro

        Alguém que tenta melhorar a qualidade de pesquisa, desenvolvimento, que enfrenta leis confusas, que trabalha anos fazendo gambiarra, encontra pessoas como você, que acham que está tudo bem, que lutam pra ficar tudo uma bosta, mas uma bosta distribuída pra todo mundo. Quem quer sair do país não é por falta de patriotismo, é simplesmente pq a pátria foi tomada por salafrários. Que façamos um ode aos imensos empresários desse país, que souberam a quem fazer um bom agrado e perpetuar o capitalismo conveniente pra quem foi eleito pelo povo.

    • Carlos Souza Ribeiro

      Com Michel Temer como Presidente ela retornará ao país rapidamente. Ainda mais q teremos o pastor Marcos Pereira como Ministro da Ciência e Tecnologia. Tenho a convicção de q o fim dessa situação está bem próximo.

      • Fernando Dias

        Tá bem. Agora cite a contribuição do PASTOR-MINISTRO para a Ciência e Tecnologia nesses últimos anos.

        • Carlos Souza Ribeiro

          Caríssimos, tal contribuição não vem ao caso. Como ungido do Senhor e iluminado pelas luzes celestiais (Judas 45:15) ele com certeza saberá ser efetivo, diligente e probo na sua obra. O resto Deus proverá.

      • Francisco Narto Pereira Júnior

        asauhsuahs

        Não sei se riu ou choro, pq não sei se é sério ou um baita sarcasmo. aushuas

        • Carlos Souza Ribeiro

          asauhsuahsh George Hilton voltará. Só vc tem a resposta. Se continuar na dúvida Rev. Malafaia a dirimirá.

    • http://arquiteturaediscurso.wordpress.com/ gabriel

      Sugiro estudar um pouquinho melhor os efeitos do Bolsa-Família. É só tirar o ódio e o preconceito da cabeça.

  • http://helderc.github.io/ Helder

    Sou aluno de doutorado e, sinceramente? Não vejo a hora de ter uma oportunidade de sair desse país de merda e nunca mais voltar. Um país medíocre que nunca passará de terceiro mundo, que apoia bandido e pune gente honesta. Estou cansando do Brasil, desse e de outros governos de lixo que prometem, não cumprem e ainda roubam dos cofres públicos. Saúde, ensino e tantos outros setores estão indo para o buraco. O Brasil não á país para gente honesta que quer trabalhar, estudar, e fazer a diferença.

    • Cicero Silva

      Falou tudo. Incentivo meus filhos a fazerem o mesmo que vc. E me arrependo amargamente não ter ido para o Canadá quando era jovem e tive essa oportunidade. Acreditava nesse país. Nunca mais me apareceu outra chanche.

      • Anti-Fur

        Isso e verdade, Helder. Tenho vergonha de dizer isso, mas uma grande parte dos brasileiros so estao descontentes porque nao sao eles la em cima roubando. Em outras palavras, a corrupcao e falta de amor ao proximo esta no DNA.

        • http://pt.org.br John

          só por isso mesmo. o desemprego, a falta de segurança, a instabilidade econômica, a crise na saúde, etc, são meros detalhes, né?

    • Isabelle Dagois

      O Brasil é um país de merda em grande parte porque as pessoas pensam como você.
      Quando um francês fala mal da frança ele usa uma crítica construtiva e não esse desprezo do qual os brasileiros parecem se orgulhar.
      Esse complexo de cachorro vira lata é o que mantém o país nesse limbo.

      • Luzonaldo Júnior

        Pois é, impressionante o complexo de vira-latas do brasileiro, tenho amigos doutores que passaram um tempo na França, fazendo pós DOC, é bom, é outro nível, mas eles têm problemas também. Se o brasileiro quer sair do país é um sentimento válido, mas de que adianta este esculacho? se admiram os estrangeiros, ao menos sejam patriotas como eles.

        • MG

          O esculacho serve pra acordar quem está dormindo. O Brasil é a lata do lixo do mundo hoje. As pessoas precisam se preocupar com a menor minoria que existe no mundo, que é o próprio individuo e FUGIR do Brasil, ir pra algum país decente, reconstruir a vida e deixar esta lata do lixo, esta latrina pra quem gosta, pra quem está mamando na teta. Claro que as pessoas terão problemas nos outros países, não existe país perfeito, o que deve ser analisado é a magnitude dos problemas. No Brasil, trabalha-se mais de 6 meses apenas pra pagar impostos, mais 1 mês inteiro apenas para resolver problemas. Existem países menos piores. Porém, menos pior que o Brasil, tem pelo menos 150 acima. Só o próprio brasileiro acha que é querido nos outros países. Em todo lugar, brasileiro é visto com desconfiança. Assista os canais no youtube e tire suas conclusões. TODOS os youtubers dizem: tenha cuidado com brasileiros aqui, por motivos óbvios.

          • Carlos Souza Ribeiro

            O Presidente Temer vai acabar com essa situação. Tenho certeza. Voltaremos aos níveis de 2002/2003.

          • http://arquiteturaediscurso.wordpress.com/ gabriel

            Disse tudo: voltaremos aos níveis de miséria de 2002. Com arrocho salarial, desemprego em massa e precarização das relações de trabalho.

          • http://pt.org.br John

            ainda bem que esta tudo uma maravilha agora né? enquanto a companheira Dilma esta cuidando da economia brasileira com tanto esmero…

          • Novais

            bobinho. continue estudando pelo youtube que está dando certo. kkkkk

        • Letícia Gindri

          O povo admira tanto os EUA, por exemplo, sendo que não percebe que lá eles também têm os problemas deles também. Vivem com medo de atentado terrorista, polícia também mata muito mais negros que brancos, vivem invadindo países e criando guerras desnecessárias (com seus próprios jovens morrendo) por ganância, não existe sistema de saúde público… Bem ou mal aqui no Brasil pobre ainda consegue atendimento médico, consegue ser operado…lá as pessoas são muito bem atendidas, porém passam o resto da vida trabalhando para pagar uma cirurgia..

          • Raphael Souza de Melo

            Mas o que isso tem a ver com o nível da pesquisa científica que fazem?

          • http://pt.org.br John

            a gente consegue atendimento mesmo. apesar de que meu avô esta a espera de um tratamento do SUS a mais de 3 anos. é agendamento atrás de agendamento, mas quem sabe né? pelo menos a aqui a gente pode alimentar a esperança de ao menos um dia talvez ser atendido. lá nem isto eles tem.

          • http://loopnoconhecimento.blogspot.com.br Steinnorff Bourustinrher

            hahahahahahahahahahaahahah só tenho que rir do teu cérebro pouco desenvolvido.
            Segurança publica lá nem se compara com a daqui: é genocídio 24hrs por dia e estima-se que 500 mil morrem por ano. Um número absurdo! Polícia MATA mais negros que branco no Brasil também né, e você não fala nada…. Outro fato é que os negros são sim os maiores números de criminosos, aqui e lá, nos EUA, logo morrem mais.
            Você fala como se aqui no BR a saúde fosse TOP. Talvez te espante o fato do meu pai idoso esperar 2 anos para receber a ligação de marcação da consulta e eu esperar meses para ser convocado para uma simples triagem.
            Claro que não existe país 100%, mas esse BR é lixo mesmo, acredite!
            De tudo o que você disse, percebi que você não preza pela qualidade de vida. Então, faço questão de sair deste país de merda e deixá-lo para você, que morrerá com um tiro na cabeça em um assalto, e esperará 3 horas a ambulância que não vêm. Mas não tem problema, pq este tipo de acontecimento é comum por aqui, todos estão acostumados e aceitam.

          • http://IDoNotHaveASite.com LiKouken

            Se a população do país fosse 100% negra, a polícia que matasse, mataria 100% negra. No Brasil há menos de 100% negro, então só fazer um balanço e vai ver que se mata mais negro porque tem mais negro. É uma coisa difícil de evitar, sendo a população negra, e tendo negros cirminosos, não é mesmo? Agora eu não compreendo porque se fala tanto de polícia matando, ao invés de falar de policial correndo risco de vida para o cara chegar na cadeia, e ser solto, senão ser tomado como coitadinho porque é negro, isso ou aquilo. Sinceramente, é um esquerdismo disgracento, em suma.

      • MG

        Vai la bonitona, tenta fazer a diferença. Existe um congresso e um senado, junto de uma presidANTA que impedem qualquer melhoria no país. Querem manter o povo burro, ignorante e pobre, dependente do governo, afinal, ninguém morde a mão que o alimenta; não é a toa que o povo tem raiva dos politicos corruptos, mas pede cada vez mais estado, mais regulamentação, que é justamente o problema. Se você produz algo, está perdendo seu tempo no Brasil, sustentando o sistema endemicamente corrupto, jogando sua vida no lixo. O Brasil é um país que sempre teve TUDO pra dar errado e deu. Nas poucas oportunidades de melhoria, surgiram os procuradores do diabo e destruíram tudo. Desta vez, o PT conseguiu destruiu o país de tal forma, que não vai voltar ao nível de 2003 nem em 30 anos. Não é complexo de vira-latas. É saber, de verdade, que nós brasileiros somos realmente vira-latas.

        • disqus_HQl9LwTw0e

          Cara, relaxa ai. O Brasil tá mal, mas fala sério vai. nem em 30 anos volta ao nível de 2003? Como é que eu vou te levar a sério com você falando uma besteira dessas…

        • Letícia Gindri

          Espero que não voltemos mesmo ao nível de 2003 em trinta anos. Porque as coisas eram MUITO piores.

        • Letícia Gindri

          E quanto ao vira-lata fale por você…porque eu estou fora. Não tenho complexo, pois sei que somo um país que apesar das dificuldades melhorou muito e hoje é muito respeitado lá fora.

          • http://pt.org.br John

            melhorou bastante mesmo. e estes ingratos culpam a Dilma e o PT por causa desta marolinha que logo mais vai passar tranquilo.

          • http://pt.org.br John

            verdade. somos respeitados lá fora. Cuba, Venezuela, Equador, e a Argentina da companheira Cristina que o digam. o resto do mundo não importa, não é mesmo?

        • Carlos E. M. Gomes

          Interessante notar que as pessoas que acusam os descontentes de complexo de vira-latas são as mesmas que fazem do Brasil o país de quinta categoria que é. Basta ver os discursos. Teve uma fulana aí que chegou ao ridículo de dizer que o Brasil “hoje é muito respeitado lá fora” (sic). Um país em que a diplomacia sempre apoia ditaduras (financia Cuba e Angola), se põe ao lado do Irã e da Palestina. Deve tanto dinheiro à ONU que o Canadá já se ofereceu pra tomar nosso lugar no comando das tropas da ONU no Haiti. Ah e sempre fica ao lado dos sequestradores narcotraficantes das FARC contra o povo colombiano. Se esse tipo de gente me chama de vira-latas eu sou sim, com prazer. A maioria dos meus orientandos eu mando pro exterior e lhes digo: nunca mais voltem.

          • disqus_HQl9LwTw0e

            Irã, aquele que o Brasil ajudou a costurar um acordo pra diminuir a tensão na área. Aquele Irã que entrou em acordo com a UE e os EUA e teve as sanções econômicas liberadas?

            Cuba aquela que o Obama foi visitar pessoalmente, mês passado?

          • Rê Regina Barbosa

            Cuba pode ter milhões de defeitos e tem, mas em matéria de pesquisa médica da de dez a zero no Brasil com convênios comas maiores centros de pesquisa Europeu. Sim o brasil era respeitado aqui fora até o ano passado quendo esse congresso imundo resolveu parar o país por GOLPE e tentar pegar a presidência. você sabe quantos alunos do ciência sem fronteira e do Capes fazem um enorme sucesso aqui fora. sabe droga que era em 2003 ou ainda estava de Fraldas então para de escrever besteira e ai estudar menino! sai de volta do teu umbigo de patricinho , da tua provável bolsa papai e educação para depois reclamar

          • http://arquiteturaediscurso.wordpress.com/ gabriel

            O palestino é um dos povos mais explorados do mundo. O Estado de Israel é comprovadamente terrorista e etnocida: não há posição ética justificável que não seja aquela ao lado dos explorados do mundo. Enquanto os israelenses continuarem a matar crianças palestinas inocentes, em atitude claramente genocida, não há outra posição que não a pró-Palestina.

        • http://arquiteturaediscurso.wordpress.com/ gabriel

          Você tá ligado que em 2003 nossas universidades federais estavam sucateadas, né?

          E queria saber o que significa “destruir o país” quando falamos de uma nação que tinha em 2001 cerca de 50 milhões de pessoas vivendo em condição de miséria.

      • http://helderc.github.io/ Helder

        Penso que tenho razão em pensar assim. E não acho que seja “complexo de cachorro vira lata”.
        Se um país não valoriza as pessoas que trabalham para torna-lo um lugar melhor, o que essas pessoas devem fazer?
        Comparar França com Brasil? Sinceramente… não creio que a França está/esteve em um buraco sem fundo como o Brasil está e com tanta corrupção sem que haja um pingo de esperança.
        Dada toda essa situação e nojeira desse país, é dificil fazer crítica construtiva.

        • disqus_HQl9LwTw0e

          Não imagina, a França nunca esteve em buraco desse tamanho. Quer dizer…Sem contar a revolução Francesa.
          E as Guerras Napoleonicas…
          E a primeira guerra Mundial…
          E a segunda…

          Gritar que não tem solução é fácil, reclamar que o país não tá pronto é fácil. Construir é difícil.

          • Anti-Fur

            A Franca teve coragem de mandar os ociosos sangue-sugas todos para a guilhotina. E aqui o que temos? Uma multidao que enquanto tiver futebol, churrasquinho na lage e um dia nas praias poluidas…. nao querem nem saber o que os tralhas no poder estao aprontando. Cada povo tem o governo que merece.

          • André Luis Santiago

            Só um adendo: Durante a revolução francesa um dos “ociosos” que foi para a guilhotina foi ninguém menos que Antonie Lavosier, o maior cientista da época, considerado o Pai da Química Moderna. Provavelmente estaríamos mais avançados uns 50 anos no estudo da química se esse “sangue-suga monarquista” não tivesse perdido a cabeça. Após a Revolução francesa e sua “sede de cabeças rolando”, a França perdeu o posto de “liderança na vanguarda científica” para outros países (notadamente Inglaterra, Alemanha, Suécia, Suíça…) e no fim das contas o país foi parar na mão de um ditador megalomaníaco novamente… Há uma diferença clara entre tomar atitudes por impulso e por raciocínio, no Brasil, a primeira opção é sempre a escolhida, e por isso continuamos na mesma…

          • Anti-Fur

            Verdade, mas Antoine Lavoisier nao foi para a guilhotina por estar roubando do pais, foi porque quando comecaram a degolar os fanfarroes, o povo praticamente enlouqueceu e comecaram a degolar todo mundo que porventura desse um piu. Isso jamais aconteceria em tempos mais modernos, e alias, a guilhotina poderia ser substituida por prisoes como as “federal prisons” nos Estados Unidos onde a maioria dos prisioneiros vivem 23 horas dentro de um cubiculo com apenas uma hora diaria para tomar um solzinho. Tambem como nos EUA e outros paises que se prezam onde NAO EXISTE foro privilegiado para os canalhas que so sobem ao poder para roubar do povo.

        • Isabelle Dagois

          Helder, há uma distância enorme entre França e Brasil mas não que um seja superior ao outro. Refiro-me ao contexto histórico de evolução e desenvolvimento. Só a Sorbonne tem quase 800 anos. Não faz sentido exigir que esses dois países estejam no mesmo patamar quanto à produção científica.
          Corrupção existe no mundo inteiro, a diferença é como a sociedade enfrenta esses problemas.
          O Brasil tem que amadurecer enquanto sociedade civil e parar de se rebaixar em relação ao restante do mundo. Essa história de que não há esperança e que nunca houve tanta corrupção…um doutorando não pode dizer isso. Cadê o pensamento crítico? As coisas já foram muito piores. Pergunte a um professor experiente o que era a universidade pós governo militar. Ou melhor: pergunte a ele o que era ser um pesquisador durante o regime militar.
          Procure saber quem foi Isaias Raw e o que aconteceu com ele (e com tantos outros), depois volte a me dizer se você realmente acha que as coisas nunca foram piores.

          • Bruno

            Concordo com você na maioria dos pontos colocados. Vivenciei a universidade na década de 90 e as coisas eram muito piores, sem dúvida. Por outro lado, existem exemplos de sociedades como a Coreia do Sul que saíram de patamares horrorosos do ponto de vista científico e de educação e atingiram níveis muito elevados em pouco mais de 50 anos.
            Isso me dá esperanças de que existem maneiras de corrigir os problemas da ciência no país. Mas como você bem observou, sem pensamento crítico não dá. Nesse sentido, acho muito mais válida essa sua linha de argumentação do que aquela inicial na qual você mencionou o complexo do cachorro vira-latas. Enquanto esta linha atual permite uma reflexão mais ampla, a outra utilizou uma generalização muito simplista que poderia ter afastado o doutorando e não ter lhe dado a oportunidade de prosseguir com a troca de ideias.

            Enfim, gostei da conversa. Você vai no Pint of Science esse ano?

      • A. Raymundo

        sério?

      • http://kafran.net/ doutorchefe

        O mais interessante é que se você pergunta aos vira-latas abaixo em quem votaram, não fazem a menor ideia. A diferença básica é essa, lá fora aprenderam que é preciso se envolver com a política. Lá fora, quando um político se envolve em um escândalo, é o eleitorado dele que vai às ruas e o cara renuncia. Aqui, o eleitorado não sabe se o político podre é o dele. Enfim, não vi ainda no Diário Oficial a exoneração da doutora, e só faltam menos de 15 dias para ela começar lá nos EUA. Será que ela está indo com a boquinha de um emprego estável no Brasil? O país está cheio de hipócritas que cospem no prato que comem. Certeza que o doutorando aí acima recebe uma bolsa ou subvenção. Devia fazer as malas e pedir asilo lá fora. Vai quebrar a cara e descobrir que são poucos os países com educação superior gratuita e de qualidade. Vai quebrar a cara ao perceber que não é ninguém lá fora, só mais um. E simplesmente liga o foda-se para o próprio país. Não é só complexo de vira-lata minha cara, é reflexo de uma colonização ainda, onde se valoriza o que vem de fora, onde o que é bom é o que vem de fora. Esse é o grande problema do país, falta uma elite com um plano de desenvolvimento para o país. Infelizmente nossa elite escravocrata quer enriquecer aqui e morar lá fora. Mas não é de hoje, sempre foi assim. Queria que todos com esse discurso hipócrita de ódio ao Brasil conseguissem sair, assim só ficaria quem realmente gosta e luta pela mudança. Precisamos de mais brasileiros que queiram ser brasileiros.

        • http://pt.org.br John

          é verdade. precisamos de mais brasileiros que continuem a apoiar este governo que esta brilhantemente apoiando a pesquisa cientifica no país. a doutora não passa mesmo de uma reclamona golpista.

          • Novais

            Bom para a pesquisa nacional era em 2002. Aham. Tirando o ódio e a baba que escorre da boca, estamos muito melhores hoje nesta questão do que há 13 anos. Ainda tem inúmeros problemas, e muitos. Os cérebros ainda irão voar para outros países por bastante tempo, é inevitável e esperado por qualquer um que acompanha minimamente o mercado da pesquisa acadêmica mundial.
            Mas calma, pesquisador, calma. Não rompa uma veia por isso.

          • http://pt.org.br John

            tirando o ódio e a baba que escorre pela boca e deglutindo fartamente ideologias de ‘esquerda’, poxa, o Brasil nunca esteve tão bem, não só no universo da pesquisa cientifica como na questão do desemprego, saúde, educação, etc. estamos no melhor dos mundos. que maravilha não??? como é maravilhoso ser petista não? nunca estamos errados, nunca falhamos, e principalmente nunca nos corrompemos. tudo uma m-a-r-a-v-i-l-h-a!!!!! :-)

      • Bruno

        Sou professor da UFMG e fiz doutorado pleno na França, portanto arrisco-me a dizer que conheço bem as duas realidades. A burocracia francesa, apesar de extensa, é muito mais ágil que a nossa e a lógica não é invertida como no Brasil. Lá eles assumem que você é honesto e aqui assume-se que você não é. A consequência dessa lógica é que nosso sistema acaba ficando engessado na tentativa de tentar barrar as pessoas picaretas, mas são justamente estas que acabam não sendo barradas pelo sistema. E, infelizmente, somente leis consistentes fruto de uma reforma política ampla podem mudar esse tipo de coisa, só que daí ficamos refém do Legislativo, que por sua vez não é nem um pouco sério. Caso isso venha a ocorrer, ainda vamos depender do poder Executivo, que atualmente é muito ineficiente. Não creio que essa realidade vai ser mudada tão cedo.

        Eu entendo a Suzana Herculano-Houzel, assim como entendo o Helder. Fazer pesquisa aqui no Brasil realmente tem complicadores totalmente desnecessários. Eu, por exemplo, tenho um projeto de pesquisa que foi aprovado pela agência de fomento do Estado de Minas Gerais e já está em vigência há quase um ano, mas até hoje não recebi a verba necessária para executá-lo. Esse projeto foi submetido no início de 2014, mas aprovado apenas no final daquele ano, sendo que eu só assinei o termo de outorga (documento que dá início oficial ao projeto) em julho de 2015 e até hoje, maio de 2016, a verba ainda não entrou. Logo o projeto está como muitos projetos no Brasil: no papel.

        Tenho projetos de cooperação com o MIT e tive a oportunidade de comparar a realidade americana com a brasileira. A burocracia do lado brasileiro demorou um ano a mais que a americana, literalmente. Devido à inaptidão do CNPq, o MIT cancelou chamadas futuras desse edital de cooperação que havia entre as duas instituições. Não é somente brasileiros que contestam a seriedade do Brasil, o restante do mundo também.

        Assim como a Suzana vinha se virando de maneiras diferentes e sempre com proatividade, também venho fazendo as tais críticas construtivas e propositivas, porém é cansativo. Num mundo globalizado, somos cidadãos do mundo e, portanto, havendo outras oportunidades temos todo o direito de ir atrás delas. Dessa maneira, não acho justo alguém ser acusado de ter complexo de cachorro vira-latas apenas por apontar os defeitos do país e querer algo melhor fora dele. Afinal de contas, a pessoa pode simplesmente ter se cansado, como no caso da Suzana Herculano-Houzel.

        • Novais

          Mais uma vez, comparando-se sobre engessamento EUA vs. Brasil. Esquece-se de dizer que o MIT é uma instituição privada. A pesquisa no Brasil não é feita por entidades privadas, mas por dinheiro público.
          Por que não se indaga os motivos da PUC, UNIP, UNIBAN, São Judas, etc não fazerem pesquisa, como faz o MIT? A maioria das privadas por aqui só te cobra o boleto, pois aprovação é garantida e pesquisa é desnecessária para a formação medíocre que os estudantes recebem (e gostam).

          • ditom

            As instituições privadas concorrem com as públicas.
            Todas se preocupam mais com ensino e extensão que com pesquisa.

          • Jose Carlos Oliveira

            É isso. O “complexo de vira-latas” se manifesta na crítica sempre ao governo. Tudo é culpa do “estado” e ninguém questiona a iniciativa privada. A culpa é sempre da “viúva”…

          • Bruno

            Caro José, a crítica é feita ao governo não pelo governo em si, mas porque a pesquisa no Brasil é financiada por ele. Se ela fosse financiada pela iniciativa privada e o engessamento viesse dela, a crítica seria voltada a ela.
            Em tempo: a expressão “complexo de vira-latas” usada por muitas pessoas por aqui, incluindo você, é apenas mais uma instância do “thought-terminating cliché”, no qual o interlocutor tenta ganhar uma discussão ao incluir todo mundo que vai em um caminho contrário às suas convicções dentro de um mesmo balaio. Acho que uma conversa construtiva não deve ir por esse caminho, principalmente se o objetivo for levantar questões (e, possivelmente, respostas) que levem esse país para frente.

          • Bruno

            Caro Novais, é verdade que o MIT é uma instituição privada e que as universidades privadas brasileiras estão interessadas apenas no dinheiro. A omissão desses dois fatos não é por falta de conhecimento, afinal tive oportunidades de ir ao MIT diversas vezes no contexto dos meus projetos de cooperação e já tive o desprazer de lecionar em uma universidade particular brasileira há cerca de 10 anos.
            O motivo da omissão é que esses dois fatos são irrelevantes para minha linha de argumentação, pois existem universidades americanas públicas que fazem pesquisa de ponta e onde o sistema não é engessado (e.g. Universidade de Washington) e, além disso, citei o sistema francês onde essencialmente todas universidades são públicas mas as coisas funcionam.
            Não interessa se aqui o sistema é publico, privado ou qualquer outro modelo. O que interessa é que o sistema brasileiro é, por fato, engessado e as iniciativas individuais servem apenas como paliativo para fazerem as coisas andarem. Os fatos apontados por você explicam, mas não justificam, esse engessamento. Sistema público não é engessado por definição, mas por consequências de diversos fatores. O que tem que ser feito é eliminar esses fatores que engessam o sistema. Como mencionei, não acredito que isso vai ser resolvido apenas por meio de iniciativas pessoais, mas por meio de iniciativas institucionais.
            A Suzana é um exemplo clássico do que eu estou falando. Pela sua trajetória acadêmica nota-se claramente que ela é proativa e sempre correu atrás de soluções. Só que ela se cansou da ineficiência geral e eu simplesmente disse que entendo sua postura, em momento algum disse que concordo ou discordo com sua postura. Além disso, citei alguns exemplos pessoais de como as coisas funcionam só para corroborar o meu entendimento dos fatos.
            Se o empregador, que neste caso é o governo brasileiro, quer manter os melhores profissionais no país, que não coloque entraves desnecessários ao bom andamento das coisas. Caso contrário as pessoas vão buscar outras oportunidades profissionais. A lógica é simples. Isso não é reclamar, tampouco não ser proativo. É simplesmente apontar o óbvio.

          • Novais

            Concordo com você Bruno, que os motivos que eu apontei não justificam o engessamento. Sou cria da USP e da King’s College (UK) e vi bem a diferença. Na USP houve uma tentativa de desengessar a burocracia com a criação de Fundações como a FIA (talvez a mais famosa na USP), mas estas também recebem a crítica de talvez desvirtuar o caráter público de uma universidade pública.
            Veja, acho que a Suzana fez o melhor para ela. A ‘captura’ de cérebros vem de longa data, e eles fogem não só do Brasil. Veja, por exemplo, o caso dos cientistas judeus que fugiram da Alemanha nazista. Os pólos ou centros de tecnologia mundiais vão sempre buscar as melhores mentes, e mesmo com mais verbas, menos engessamento, etc, eles continuarão atraindo as melhores cabeças das áreas que entendem ser prioritárias.

          • Marcos Correia

            O problema, Bruno, é que é nítido que o estado brasileiro está muito pouco interessado em ciência. Nosso programa espacial, por exemplo, acabou faz tempo e nunca mais se teve notícias dele, de iniciativas reais de retomá-lo. O Brasil como um todo não tem interesse científico. É só bíblia, futebol, carnaval e cerveja.

          • Bruno

            Concordo plenamente.

        • Juli

          Após terminar o mestrado, desisti de continuar pesquisando, pois vi e vejo vários colegas doutores, mas sem emprego e dependendo de bolsas de pós-doutorado para se sustentarem. Em vez de passar por isso, preferi assegurar meu emprego como professora no ensino fundamental e médio. É muito triste ver uma pesquisadora excelente sair do Brasil para poder trabalhar da maneira que seu talento merece. Além disso, seu laboratório na UFRJ ficará órfão e seus orientados perderão muito com sua saída.

        • ditom

          Melhor realmente fazer como ela que ficar eternamente se lamentando do que não fez.
          Esse é o problema do brasileiro. Prefere achar que aqui é tão bom que faz pouco para melhorar e tudo para reclamar.
          O problema é que a vida é curta e se você não investe em você, ninguém vai investir…

          • Bruno

            Caro Ditom, se “o brasileiro” achasse que aqui é tão bom, então seria contraditório que ele reclamasse. Dessa maneira, acredito que as pessoas que reclamam costumam não achar tão bom assim, pelo menos no que diz respeito ao objeto da reclamação. Concordo que o Brasil é uma nação que reclama demais, muitas vezes sem razão, mas não no caso de como se faz ciência por aqui. Observe que, em geral, as pessoas engajadas no mundo científico já têm uma inclinação muito maior a solucionar problemas que o restante da população. Elas, por definição, tiveram que percorrer um caminho que não é fácil e para isso tiveram que ser proativas. Portanto, se elas apontam entraves graves em algum aspecto particular do sistema, é melhor olhar a questão com mais cuidado. Generalizações simplistas como esta apontada no seu comentário não se aplicam, em minha opinião, no contexto que estamos discutindo acerca das politicas científicas do país.

          • Bruno L.

            Quando você precisar de uma pasta para guardar a papelada e pedir para o setor financeiro o troco e eles levarem dois meses para dizer que não acharam a bendita pasta para comprar, você vai entender. Ou, quando você estiver com um projeto patenteável e o setor responsável por isto na sua universidade demorar cinco meses para fazer uma avaliação e você descobrir que usaram tags erradas para fazer a pesquisa de inovação e ter de reenviar para a avaliação e demorar o mesmo período, também irá entender.

        • http://IDoNotHaveASite.com LiKouken

          Caro Bruno, tenha a gentileza de abandonar esse País. Não condene sua vida a ser um “pavimento” para que, quem sabe um dia, algo venha a se realizar. O que se pode realizar é agora, e você faz parte disso. Vá para outro País.
          Enquanto todos os incentivos da educação foram cortados, Lula como ministro-chefe havia recebido 40 BILHÕES para basicamente comprar políticos e firmar mais do mesmo esquerdismo inflado na economia. Você é mais importante que Lula e os outros políticos. Nós somos. Não vamos desperdiçar nossas vidas para o vazio. Dói deixar aquilo que julgamos não ser honesto abandonar, mas devemos, se daqui não somos donos mais. Magno Malta mostrou a preocupação de Dilma como o Brasil: 1% das pedaladas foi para os programas sociais, o restante foi embora do País para bancar Venezuela, Cuba, e repúblicas socialistas da África. 90 Bilhões, ao que parece. 90. Bilhoes.
          O Brasil não recupera nesse meio-século. Quantos séculos você vai viver? A vida é hoje.

      • http://pt.org.br John

        é verdade. complexo de vira-lata e impichar uma verdadeira heroína como a nossa presidenta, desalojando a esquerda do poder é que esta tornando este país no caos que se encontra.

      • Ericka Almeida Lima Verde

        Então diga aí a solução. As cabeças pensantes precisam se unir e ajudar esse país.

      • Ericka Almeida Lima Verde

        Parece que não tem jeito mesmo. As pessoas nao sabem debater um assunto. Cada um querendo aparecer. Ao invés de pensarem juntos. Usarem o bom senso. Triste isso…

      • Ericka Almeida Lima Verde

        Será que esse desprezo que você fala foi realmente criado pelos próprios brasileiros??

      • Ericka Almeida Lima Verde

        Onde foram parar meus comentários?
        ???

      • O chato

        Mais uma nacionalista funcionária publica com estabilidade falando a favor da nação.

        ta çertinhoo

        • Isabelle Dagois

          Sequer moro no Brasil, ilustre cidadão.

          • O chato

            Pior ainda.

    • Ericka Almeida Lima Verde

      Fiz uns comentários aqui. Mas eles “sumiram”.
      ???

    • Novais

      Doutorando com uma ótima argumentação. #sqn.
      Será você também parte da mediocridade que assola nossa Academia?

    • Jose Carlos Oliveira

      Mas porque não arruma um cargo de pesquisador em universidade particular? A culpa é do “governo(s)”, sempre?!! País de merda pq doutorandos não sabem sequer fazer uma crítica comparativa, talvez? Comparar MIT com universidades públicas é ignorância ou má fé intelectual?

  • Fabio Bruno

    A Fapesp foi questionada pelo governador do Estado por apresentar segundo ele, pesquisas que não servem para a sociedade.
    Mas o governo do Estado não da condições de trabalho.
    Os cientistas brasileiros na sua grande maioria são formados por faculdades federais e estaduais com bolsa e mestrado no exterior pagos pelo governo Federal , gastamos muito dinheiro na formação e a grande maioria vai trabalhar fora por falta de infraestrutura e as poucas que existem são fechadas por falta de manutenção.

  • Anti-Fur

    Para que cerebros no Brasil? Isso e uma doenca que os que estao no poder fazem de tudo para se livrar. Paises onde o povo tem cultura, instrucao, os governos andam debaixo de suas redeas e nao ao contrario como no Brasil. Mas tambem nao vamos culpar somente os canalhas que se apoderam do governo que estao la porque os brasileiros deixaram, ou por ignorancia ou mais provavelmente porque a maioria so se mexe quando a barca afunda. Alem de tudo temos o que? 15 anos de comunismo disfarcado de PTismo que durante esse tempo todo formou exercitos de bandalheiros debaixo do nosso nariz, todos sustentados com o nosso dinheiro. So agora o povo comecou a acordar para comercarmos tudo de novo, enfrentando: miseria, favelas a sumir de vista, sujeira…e ainda por cima uma populacao de anarquistas que ainda vai dar o que falar. Oh, my God!!!

    • fidutifo

      Antipele, olha, todo partido politico no Brasil e corrupto. Nisso concordamos, ne? Agora, a ideia de ajudar os miseráveis do pais com bolsa familia não deveria ser usada como justificativa para se ter bolsa educação para juízes, salário extra para politicos por motivos abusivos, uso de fundos para merenda escolar para pagar politicos, e outras barbaridades que se ve por ai.

    • http://arquiteturaediscurso.wordpress.com/ gabriel

      PT comunista? Tá sabendo legal, hein?

      Conte-me mais.

  • Robson Monteiro

    Ela pediu exoneração do cargo ou vai de licença até as coisas melhorarem por aqui? Recebeu uma posição com “Tenure” ou vai viver de renovar contrato todo ano?

    • zagg

      Diz no texto que a oferta inclui “estabilidade”, entendo que deve ser tenured position.

    • http://loopnoconhecimento.blogspot.com.br Steinnorff Bourustinrher

      deixa de inveja cara. se tu ama esse lixo então volte e chupe o cu do políticos e do povo que aqui estão…

      • Robson Monteiro

        Inveja? Eu estudei e trabalhei nos EUA por muitos anos. Sou PhD como a professora doutora e estou acostumado com o mimi..mimi destes cientistas metido a besta. Entre no site da Vanderbilt e veja por você mesma a recepção que ela está recebendo por lá. Se encontrar algo, me avise, por favor.

        • Robson Monteiro

          Fui mais esperto do que ela, pois nunca fui para a universidade. Trabalho no setor privado no Brasil e nunca faltou dinheiro para as minhas pesquisas.

        • http://loopnoconhecimento.blogspot.com.br Steinnorff Bourustinrher

          ela fez certo em sair desse lixo e deixar para você.
          pessoas como você faz esse país der maravilhoso….

  • Veritas

    Nada de novo!

    O quê poderíamos esperar de um país onde o alicerce de tudo, a educação básica, é pobre, com professores mal pagos e sem treinamento?

    Se a educação básica é tão negligenciada, alguém acha que a pesquisa científica não seria?

    Bom, no Brasil, é financiar alguma peça teatral de atriz da Globo, que apoia o governo, e ganhar abatimento TOTAL no imposto de renda da tua empresa!

    Ciência, no Brasil? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    • MG

      Viva lei Rouanet, que compra apoio político dos artistas vendidos. Educação pra que? Pro povo se revoltar e matar os políticos e criar um novo sistema? Deixa os animais irracionais da forma que estão, fica mais fácil de manipular.

    • ReNas

      Concordo em tudo. (Tu por aqui?)

  • Robson Monteiro

    E olha que ela nem entrou na lista dos 3.000 cientistas mais influentes do mundo, onde figuram 2 brasileiros, um da UFMG e outro da UFV. Com uma publicação na Science faz todo este barulho, imagine se fosse mencionada na lista. Teríamos que canonizar esta professora. Devia ir em paz e sem alarde, mas a vaidade a impede de sair numa boa.

    • Ricardo

      Tive a mesma impressão…

    • Pedro

      Ela morava no exterior e decidiu voltar ao Brasil. Tentou contribuir para nossa ciência. Políticas governamentais e mesmo o corporativismo de nossas instituições impedem que pessoas como ela possam manter o nível de excelência. Não acredito que vá embora com prazer, acho que é mais um exílio do que uma opção. Deve denunciar isto com toda as suas forças, esta denúncia pode ajudar o país. Chamar sua atitude de vaidosa é no mínimo uma total desinformação do tamanho que ela alcançou internacionalmente

      • Robson Monteiro

        Como ela, há milhares de cientistas brasileiros no exterior. Eu mesmo trabalhei por 5 anos em Cambridge, MA na área de nanotecnologia. Voltei ao Brasil em 2002 consciente dos problemas e desafios que temos. Esta semana faleceu Sir Harry Kroto, Prémio Nobel de Física em 1996 pela descoberta dos bucky-balls. Ele deixou a Inglaterra em 2004 atirando para tudo quanto é lado pela falta de financiamento de pesquisa na Inglaterra (sic!). Conheci-o pessoalmente pois trabalhei muitos anos na área dele, e apesar de ser brilhante, era a pessoa mais vaidosa e arrogante que conheci. E olha que tinha dezenas de publicações na Science e na Nature, e claro, um Prémio Nobel. Não dúvido da capacidade desta professora, mas a atitude dela revela muita vaidade, ao anunciar que vou embora mesmo, que este país é uma droga, etc., etc.. Baixa a bola, no futuro pode voltar e vai encontrar as portas fechadas.

        • http://loopnoconhecimento.blogspot.com.br Steinnorff Bourustinrher

          2 BR entre 3000? hahah
          O Robson gosta mesmo é de viver na merda.
          Ela fez certo, saiu desse lixo e tá deixando para quem gosta ou não consegue sair também.
          Tem brasileiros que gostam do caos urbano, dos 50 mil mortos por ano por assalto, das 3 horas esperando a ambulância, dos 6 meses para receber a resposta de financiamento do setor responsável na universidade…
          é assim mesmo, os melhores saem e deixam o bagaço pra quem quer e gosta, pois se não fosse por estes, o BR não seria esse bagaço.

          • Robson Monteiro

            Exatamente, 2 BR em 3.000 e a Suzana não é nenhum deles. Imagina se fosse. Iria mandar descer fogo do céu e queimar os hereges no Brasil que a criticam pela decisão que tomou. Ela aproveita da ignorância da imprensa tupiniquim, aliás não existe jornalista especializado em Ciência e Tecnologia no país, por isso ficam impressionados com uma publicação na Science. Sabe por que ela não entrou na lista dos 3.000? Porque o que faz tem baixo impacto. O resto é mimi..mimi..

    • Dave

      2 brasileiros entre 3000, e vc tá comemorando, Robson? Sério?

      Em paz e sem alarde é a atitude preguiçosa do país em fazer algo sério… em paz e sem alarde é a tua cara de pau de achar que a mulher denunciar uma coisa real e escabrosa, é sinal de arrogância dela….

  • Robson Monteiro

    Ela vai ser professora ou pesquisadora? Acho que nem o Bernardo Esteves sabe.

    • http://loopnoconhecimento.blogspot.com.br Steinnorff Bourustinrher

      tanto faz. saindo desse lixo tá bom demais.
      como eu disse no outro comentário teu, os inteligentes saem desse lixo de país e deixam para quem gosta, como você, por ex.
      e são essas pessoas que adoram o BR do jeito que é que o fazem ser esse lixo e nunca melhorar.

  • Eliezer Carneiro

    Me pergunto pq a ciência Brasileira tem que ser bancada totalmente pelo estado? Se fala em investimentos, mas as faculdades estrangeiras andam lado a lado com investimentos da iniciativa privada ( o que é um palavrão na universidade pública brasileira por motivos ideológicos). Obvio que estado investe pouco em ciência no Brasil, ao mesmo tempo em nenhum lugar do mundo a maior parte do dinheiro para pesquisa vem do estado ( o que dirá quase 100%, como no Brasil)

    • Pablo

      Na UFSC, por exemplo, a ex reitora comunista impediu o financiamento de empresas diretamente para laboratórios, pois o empresário malvado ia lucrar com a universidade. Ela queria centralizar os recursos na reitoria e assim direciona-los para seu departamento de filosofia e história.

      • Eliezer Carneiro

        Nem fala, aqui na UFRJ o atual reitor é um desses comunistas doidos do Psol, tá querendo acabar com todas as pós strictu sensu e expulsar o financiamento privado da faculdade.

        • Novais

          “Me pergunto pq a ciência Brasileira tem que ser bancada totalmente pelo estado?” também me pergunto. Mas a questão de fundo é por que as universidades privadas não fazem a pesquisa, ou recebem o financiamento de empresas diretamente para laboratórios? Por que aqui a única certeza que temos das universidades privadas é o boleto no início do mês e a garantia de aprovação (com mais 6 meses de estudo sai até com duas graduações!)

          Que as universidades privadas façam pesquisa, que as empresas também façam parcerias com as privadas. A Universidade Vanderbilt, da matéria, é privada, e são as universidades privadas nos EUA q estão na ponta do desenvolvimento daquele país.

    • Veritas

      Se fala em investimentos, mas as faculdades estrangeiras andam lado a lado com investimentos da iniciativa privada

      Ah, mas aqui isto não pode!
      Isto é feio!

      Em compensação, tua empresa pode apoiar financeiramente uma peça de teatro, por exemplo, e abater tudo do imposto de renda!

      Isto é Brasil!

      • Eliezer Carneiro

        Pois é, Filme do Porchat, que é feito de forma barata usando a estrutura pré pronta da globo, e vai dar Lucro. Por que raios se banca um filme que vai ter audiência e vai dar lucro? hahaah

        Problema que tu tudo que envolve faculdade esbarra em problemas ideológicos. Já viu alguma eleição usar o critério de peso 70% votos dos docentes, 15% voto dos servidores e 15% voto dos discentes? É lei, mas nunca vi uma eleição em 10 anos de trajetória acadêmica respeitar a lei, sempre se cede para “agradar” os alunos ou servidores. Nem em eleição pra chefe de departamento se usa a regra 70-15-15.

      • Francisco Narto Pereira Júnior

        E o melhor, quando o financiamento é para ver gente cheirando o rabo um dos outros…

    • fidutifo

      Sim, voce tem razão. Mas também deve-se acrescentar a desconfiança do investidor e/ou doador. Um milionário brasileiro que paga muito imposto poderia ter um desconto nas taxas através de doações, como e de costume por exemplo nos EUA. Agora, aqui, o doador fica com a mao para trás, por que? Por causa da desconfiança que e gerada pela corrupção dos administradores dessas instituições de pesquisa que na maioria são indicadas ou pelo prefeito ou pelo governador (governo).

      • Eliezer Carneiro

        Mas esse pé atrás parte do empresário, o que faz sentido ele ter o pé atrás. Porém na situação atual o pé atrás parte do Estado que nega essa possibilidade, esse que é o absurdo.

      • Novais

        então deveriam fazer investimento em universidades privadas brasileiras e parar de reclamar da burocracia estatal…

    • disqus_HQl9LwTw0e

      Não tem e não é.

      A COPPE/UFRJ recebe dinheiro de um MONTE de empresas.

      Agora, pesquisa de base, sem intuito de gerar tecnologia ou produtos, em geral é financiada por estados e instituições filantrópicas.

    • Rafael Casagrande

      Não entendi, porque investimento privado precisa de universidade pública?? Tem universidade particular pra isso. A maior parte do sistema universitário brasileiro é privado. Não falta lugar para investir

  • Ricardo

    Desculpem a franqueza, mas querer comparar o complexo tecnológico-militar dos EUA com nosso orçamento reduzido com dívidas e juros altos é patético.

    A idéia de que existe um paraíso que lhe fornece monitores da noite para o dia mascara a verdadeira condição para que um país seja o centro da economia mundial. Essa condição nós não temos e não há como a ter. Paira sobre o artigo e sua pretensa revolta a falta crônica de um princípio de realidade.

    O que Suzana Herculano conseguiu com nossos recursos foi fabuloso e mostra que o dinheiro que dispomos foi bem gasto, contudo, não temos verba para pesquisas de uma única pessoa que não se revertem em bens econômicos para o país. Faça como Nicolelis, anuncie uma volta gloriosa, consiga contatos e traga os benefícios para o seu país. O que estou a desconfiar é se há algum projeto de país que motive Suzana Herculano, ou se está apenas performando um gesto egoísta e predador.

    • http://loopnoconhecimento.blogspot.com.br Steinnorff Bourustinrher

      não adianta a verba ser fabulosa e os instrumentos serem altamente caros, chegando a ser 10 vz mais que o menor preço do mercado internacional.
      pior ainda se tiver alta burocracia para movimentar essa verba.
      pior ainda é ter uma estrutura e infra-estrutura de lixo, que não dá nem para pesquisar sobre ratos, e acaba por sugar grande parte da verba pq não é eficiente e econômica.
      mais pior ainda é não ser reconhecido!

      • Ricardo

        Você tem razão. A burocracia em torno das Universidades é um problema. Porém, falta a atitude e um projeto por parte dos ‘catedráticos’. Fala-se tanto em extensão universitária, porém, a universidade necessita de muito trabalho interno ainda.

        Quanto ao reconhecimento, creio que seja uma reivindicação subjetiva, recorrente em várias profissões. O reconhecimento é dado pelos pares. Interessante notar que em departamentos com um cultura voltada para os conflitos e disputas, a burocracia torna-se uma arma de intimidação e distanciamento, têm-se a impressão de que a ‘sociedade’ não reconhece o trabalho, quando que o problema se processa em outra esfera.

  • Ricardo

    Demorou a cair na real! O Brasil sempre foi, é e será um país atrasado. Quem puder, que pule fora pois não será nas próximas gerações que se verá alguma melhora. Saí a uma década e não volto nunca mais para um lugar onde pessoas apóiam um presidente faz apologia à ignorância e querem mais Estado em tudo! E é exatamente o que o país tem hoje: um povo inculto, mal-educado, que tem tem uma profunda cultura de levar vantagem em tudo, acham a vida boa e não querem arregaçar as mangas pois, no final, alguém fará isso por eles. Num país de 200 milhões, mal teve 1% protestando veementemente nas ruas. É uma sociedade extremamente desagregada, desigual e injusta. Não há como algo de bom sair disso nunca, vide Venezuela. Enquanto o mundo avança implacavelmente, o Brasil mais parece um bêbado sem rumo que acha que tudo é festa. Agora está acordando na sarjeta com uma tremenda ressaca.

  • Edmar Ferreira Jr

    Parabéns ao MEC e a você defensor da ciência estatal, do monopólio do Estado sobre a educação e ciência, etc. e etc. A comunidade científica dos EUA agradece…

    • disqus_HQl9LwTw0e

      Ciência de base, que nem a que ela faz, é financiada pelo estado em TODOS os países do mundo.

    • http://arquiteturaediscurso.wordpress.com/ gabriel

      Monopólio científico? Não sabia que existia censura de financiamento privado no Brasil…

  • A. Raymundo

    e assim que o brasil perde o que ele mais precisa, cérebros, e não é só pessoas de renome que deixam o pais, são pessoas de futuro também, apenas como exemplo, meu filho um analista de desenvolvimento com potencial, se cansou da pratica profissional que é comum por aqui, foi pra Inglaterra onde foi recebido em uma empresa equivalente à que ele trabalhava aqui, ganhando proporcionalmente 4x e com um background profissional jamais sonhado, vai ajudar a industria inglesa de software a aumentar ainda mais o abismo entre eles é nois, pensa que acabou, os parentes e amigos com potencial estão muito curiosos, e assim vai…

  • NoMeansNo

    Pelo que eu entendi alguns colegas e/ou outras pessoas criticam a decisão da cientista. Vejo como meu intelecto de fato é realmente limitado… Sim… por mais que eu tente achar uma razão para o posicionamento contra – de quem quer que seja – eu não consigo. Há décadas está mais do que provado que este lugar não avança. Simplesmente não avança. Me perdoem os entusiastas das estatísticas e daqueles que as carregam na mão como troféus para a defesa dos feitos do governo ou de ONGs ou empresas… particularmente nada disso me convence e o motivo disso está, entre outros tantos lugares e em tantos outros significados de fatos e fatores, nessa matéria. Convenhamos… ficar fazendo o que aqui?!? Meu Deus, a mulher é brilhante, conduz estudos realmente importantes e simplesmente não tem condições para trabalhar. Só isso basta. Ainda bem que foi agraciada com a chance de fazer tudo isso em um lugar onde, ao que parece, terá condições para o desenvolvimento de seu trabalho que, também ao que parece, tem tudo para ser de uma conduta perfeitamente altruísta dentro das possíveis ressalvas, é claro. No final das contas apenas desejo de coração que ela consiga fazer o que se propõe. Eu – qualquer um de nós – deveria dizer que esse episódio contribuirá para que o país comece a preservar seus talentos científicos e tantos outros a ponto de evitar que situações assim ocorram no futuro. Infelizmente – e qualquer um pode dizer isso com propriedade – isso jamais acontecerá.

  • disqus_HQl9LwTw0e

    Vou comentar aqui no âmbito da decisão da Professora, profissional, como cientista:

    A situação no Brasil nos últimos 10 anos foi promissora. Não no sentido de que estava perfeito, mas no sentido de que a derivada era claramente positiva. As coisas estavam melhorando consistentemente, o tipo de situação que você alimenta a esperança de que dá pra tocar pra frente. O momento que as coisas pioram a esperança vai embora. Na área de exatas projetos eram concedidos e a verba existia. No caso do meu antigo laboratório, devemos ter recebido em torno de 500.000 Reais em 2-3 anos. Pra quem conhece a realidade de pesquisa de base no Brasil sabe que isso é muito.

    Pra mim existem dois problemas grandes:

    Falta de direção institucional: Professores passam por concursos baseados em seu mérito acadêmico, que é um critério válido, mas como as vagas são poucas acabam ficando na instituição que aparece e tentam tocar a pesquisa deles por lá. Isso leva a problemas onde têm se grandes institutos completamente sem foco, onde praticamente cada professor trabalha em um assunto diferente. Isso é muito negativo, especialmente quando falamos de áreas experimentais que necessitam de laboratórios.

    Falta de grandes projetos: Talvez por causa dessa pulverização de temas, acaba-se fazendo o que dá. Como todo mundo está no seu canto, as agências financiadoras pulverizam o dinheiro para atender o maior número de pesquisas ao invés de cortar verba de alguns programas em detrimento de outros. Isso leva ao absurdo dos absurdos que é as agências financiadoras aprovarem um projeto e cortarem as verbas aprovadas pra 1/3 do pedido e coisas desse tipo.

    Um outro problema é a burocracia. No Brasil historicamente se coloca burocracia como uma maneira de parar a corrupção. Enquanto isso faz sentido para uma obra pública, é difícil argumentar que um professor universitário que tem que dar aula, fazer extensão e pesquisar tem que gastar seu tempo pedindo cotação pra 3 empresas. (sendo que algumas vezes só existe uma empresa no mundo que faz o produto que vc precisa). E ai tem que contratar importadora pra desembaraçar tudo na alfândega. É um inferno e um desperdício de tempo/dinheiro. Não que não seja necessário manter o olho aberto para os gastos dos projetos e bolsas mas do jeito que está, está ruim.

    Eu não li a matéria em que a professora explica seus motivos, mas não tenho dúvida que esses problemas são comuns para todos os pesquisadores brasileiros nas áreas de exatas.

    Não sei dizer sobre as outras áreas…

    Veja bem que não reclamei que o Brasil tá indo pro ralo. Que esse país não é sério, isso ou aquilo. Problemas se resolvem em dois passos:
    1 – Identificando o problema
    2- Encontrando uma solução.

    O resto é masturbação.

  • Vicente Cassepp-Borges

    Quem é John Galt?

  • Elenita

    Grande cientista brasileira. Que ela possa realizar suas pesquisas de forma eficiente agora. Lamentável que ela não pôde fazer isso no Brasil.

  • Augusto Cesar Santos Esmeraldo

    Não é “qualquer um” vai para os Estados Unidos fazer pesquisa. Infelizmente estamos perdendo muitos profissionais excelentes para o Tio Sam. E tem gente do mundo todo migrando pra lá. Existe investimento sério pra quem é competente. Não um faz de conta que é esse país. Precisamos ter a humildade para saber copiar o que é bom. Nossas Universidades estão há anos luz das Universidades Americanas.
    Como melhoramos isso? Com educação. E esta tem que começar de casa. Orientem seus filhos a se dedicarem aos livros o mesmo tempo que perdem com redes sociais. Boa sorte, Dra Suzana.

  • Lu

    Que bom que tem gente que quando não tem dinheiro para manter laboratórios em universidades públicas pode se mandar para os EUA para trabalhar no ensino privado, e ter suas pesquisas muito provavelmente financiadas por uma indústria que não tem o mínimo interesse em democratizar o conhecimento produzido pelos cientistas, e nem em fazer da ciência um elemento transformador da realidade social. Se queremos que os salários e condições de produção dentro das universidades melhorem, deveríamos atuar em prol do nosso sistema de ensino e defender a pesquisa brasileira, reivindicar o comprometimento do governo federal com nossos pesquisadores, fazer dialogar diferentes áreas do conhecimento, enfim, ter uma postura mais produtiva do que simplesmente buscar um “crowdfunding” para sua equipe de pesquisa e ir embora quando a coisa se torna insustentável. Provavelmente a professora foi financiada pelo governo durante toda sua trajetória. Agora, que estamos no meio de uma crise que afeta todas as instituições públicas de ensino do Brasil, ela optou por ir embora, tocar a vida em um país que tem um modelo de ensino universitário totalmente diferente do nosso, a começar pelo fato de que nos EUA as universidades são privadas e as pessoas já se formam endividadas. Acho que ao invés de tomar a postura da professora como exemplo, deveríamos ter olhos críticos sobre ela, e começar questionando que pesquisadores, afinal, podem fazer isso que ela está fazendo? Quem está interessado na pesquisa dela? Que conflitos de interesses estão envolvidos na escolha dela? E mais, em que medida essa postura corrobora com o próprio argumento de privatização das universidades públicas?

  • Ricardo

    Ela está certa. No curto e médio prazo, o Brasil é um país inviável.

  • João Damasceno

    Excelente decisão!
    Pesquisa e trabalho no Brasil é praticamente impossível, e muito estressante.
    Tudo de bom pra ela!

  • Ricardo Edgard Caceffo

    Atlas Shrugged

  • http://pt.org.br John

    que ela se vá, se não suporta viver neste paraíso socialista.
    porque precisamos de cérebros? afinal o Lula, Dilma e tantos outros cérebros petistas e da esquerda continuarão aqui para o engrandecimento da nação.

  • Gerson Levi-Lazzaris

    E vai justo para a Vanderbilt, uma universidade que é sabidamente notória ao se apropriar de pesquisa de terceiro-mundistas e vender no mercado global para faturar com patentes, cujos investimentos na África incluem ações em empresas e iniciativas que empregam trabalho escravo infantil. Um time de especialistas do Departamento de Antropologia que atua na América do Sul levando amostras arqueológicas e etnográficas sem respeitar a legislação dos países de origem. Estive 4 anos nesta universidade em um programa de doutorado e por baixo da tinta e dos scholars, o que lá existe é uma faixada para negócios globais entre farmacêuticas e investimentos mal-intencionados no terceiro mundo. É natural que ela saia do país, mas não pode se vender a uma universidade que lhe oferece uma ambiência ética tão limitada. Sorte para ela!

  • Edson Crusco

    Parabéns à colega pela decisão corretíssima que tomou. O cientista quer e deve produzir ciência e seu compromisso não é nem pode ser com partidos, tampouco com o país, deve ser com a humanidade. Avante!

  • Carlos Antonio Caramori

    Difícil fazer pesquisa, difícil ser professor, difícil ser cidadão no Brasil?
    Mas este é o nosso país e para lutar por melhores dias precisamos estar aqui…
    Respeito a decisão da colega mas, o mundo é o que fazemos dele, não apenas o que fazemos nele… Temos que lutar pela liberdade, pelo mérito, pela competência e pelo reconhecimento de nosso trabalho, aqui! Tenha um bom trabalho e, se puder, retorne um dia…

  • Akim Rohula Neto

    É triste ver que nosso país perde talentos não porque eles não querem produzir aqui, mas porque, simplesmente, temos um sistema de governo que não sabe, não consegue fazer gente de valor se sentir recompensada pelo que produz. O pior de tudo é ouvir na rádio e na televisão o mote “pátria educadora”. Vale à pena lembrar que ela não é a única pesquisadora que já foi para fora conseguir colocar sua mente para voar e concretizar.

  • Gabriela

    Tomara que dê tudo certo pra ela fora do Brasil, e torço para que nossos pesquisadores alcancem instituições ótimas, com pesquisas ótimas também. Acho sim que temos um pouco de complexo vira-lata, vamos ser sinceros. Tudo que é de fora parece ser melhor, honesto, lindo, cheiroso e etc. Quando acontece uma dessa, sempre penso: na Inglaterra já tinha pós-graduação quando o Brasil foi descoberto. Claro que estamos séculos atrás em termos de desenvolvimento. Infelizmente, a tristeza é que o Brasil é uma nação riquíssima e com muito capital humano. PORÉM, tristemente todo esse dinheiro é desviado no caminho. E eu nem vou entrar em mérito de partidos, porque acho que todos devem ter pessoas honestas e todos têm pessoas questionáveis de várias formas também. Tem vários problemas mesmo, é uma merda, trabalho em iniciativa privada e é cada cambalacho que pelamor, dá vontade de morrer. Desculpem, mas acredito que a realidade onde cada pessoa se encontra, o lugar de onde ela veio, podem influenciar demais defender um lado ou outro. E vai ser difícil um entender pelo que o outro passou. Por que será que quando conseguimos alguma coisa nos deixamos envaidecer de tal forma que desmereça quem não conseguiu?
    Outra coisa… a pouca experiência que tive em pesquisa me mostrou um lado que pode ser que esteja bem deturpado, perdoem-me… mas: muitos professores ganham um “bom salário” (não vamos entrar no mérito do que é considerado bom)e fazem as pesquisas menos aplicáveis do mundo, ou que então tem seus nomes colocados em trabalhos de outros pra fazer currículos, mas nem sabem sobre o que se trata. Você pergunta alguma coisa, te respondem debochando. Você tenta entender um sentido para que o teu trabalho não esteja gerando fruto algum pra sociedade e não encontra… então, duas alternativas: ou você cai fora, ou enfia na tua cabeça que aquela é a melhor pesquisa do mundo e deu.
    Eu venho de família de classe média. Graduei-me com esforço, embora saiba que tive facilidades a mais que alguns colegas não tinham. E sou muito grata por ter tido bolsas e participado de pesquisas. Se não serviu tanto quanto eu gostaria academicamente, considero que aprendi muitas coisas importantes, principalmente as ligadas à diferenças culturais, de criação, de sexismo e etc toda. Nem por isso acho que tudo é podre aqui… tem muita coisa legal também.

  • Novais

    Acho que é importante destacar que a Universidade Vanderbilt é privada. Quais são as universidades privadas no Brasil que investem em pesquisa? São em sua imensa maioria apenas máquinas de fazer dinheiro ao vender sonhos de um diploma que ficará apenas na parede, pois não formou pesquisadores e sequer bons profissionais. O mais próximo da pesquisa de ponta no Brasil está de fato nas universidades públicas, com todos os seus problemas e, claro, em apenas em algumas destas.
    Das ‘universidades?’ privadas brasileiras só se pode esperar, com certeza, o boleto no início do mês.

    Como a professora disse no entre linhas, por aqui não se valoriza o esforço, a inteligência, a pesquisa. E os alunos vão passando de ano, na grande maioria aprovados com trabalhos acadêmicos medíocres.

    • Rafael Casagrande

      Concordo. A grande maioria das universidades brasileiras são privadas e não investem quase nada em ciência. O pouco que se investe é nas publicas. Não entendo essa comparação que tentam fazer, porque investimento privado precisa de universidade
      pública?? Tem universidade particular pra isso.

  • Henrique E

    Lamentável, o país perderá muito com isso…

  • Paulo Chaves

    Num país onde se cogita um bispo da Igreja Universal para assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia, nada mais sensato do que esta decisão. Parabéns à professora pela coragem e o exemplo.

  • Rafael Casagrande

    A grande maioria das universidades brasileiras são privadas e não
    investem quase nada em ciência. O pouco que se investe é nas publicas.
    Não entendo essa comparação que tentam fazer, porque investimento
    privado precisa de universidade
    pública?? Tem universidade particular pra isso.

  • maria

    Tirando a discussão sobre os salários – eu concordo com a Suzana – acho que o maior problema para a pesquisa científica no Brasil é a sanha do governo em recolher impostos absurdos sobre TUDO. É o fim da picada uma instituição PÚBLICA não poder importar equipamentos e reagentes sem pagar os ridículos 300% de imposto que oS governoS (sim, porque não é só o federal não, Estados e Municípios também metem a mão mesmo) cobram.

    Só pra ver o tamanho do absurdo: meu laboratório precisa de dois equipamentos que na Amazon custariam, juntos, no máximo uns 300 dólares: um estereomicroscópio decente e um medidor de umidade, temperatura e pH portátil para laboratório. Um estereomicroscópio nos USA custa, com impostos, por volta de 120 dólares.

    Adivinha quanto custa o mesmo equipamento, não similar, mas O MESMO, mesma marca, de modelo mais antigo, no Brasil? R$1500,00 o preço mais barato que eu encontrei. Mais de QUATRO VEZES o preço lá fora. Nem queiram saber quanto sai o outro equipamento.

    É por essas e outras que a gente tem que tirar tudo do bolso para manter as pesquisas andando, os preços que pagamos para tudo no Brasil são estratosféricos, as instituições não cobrem, ponto.

  • http://IDoNotHaveASite.com LiKouken

    Agradeço enormemente a Pesquisadora por sua iniciativa. Vamos ser francos, é um esquerdismo desgraçado que temos nas universidades. Esse modelo isonômico é só um nome bonitinho de aplicação de socialismo. Professores de minha faculdade já intentam os alunos desde o início de suas vidas acadêmicas a montar uma estrutura de ensino socialista: incentivam que alunos melhora sejam postos com alunos piores para que os alunos piora sejam ajudados. E dizem que isso é bom porque todos saem ganhando. Enquanto isso, os alunos melhora ficam desperdiçados, tendo de carregar os coleguinhas nas costas, ao invés de serem incentivados à excelência aproveitando seu potencial. Quem deve fazer papel de professor é o professor. E esses modelos, como o que eu disse, que redistribui o cargo da docência entre outros “atores” (como gostam de chamar) é a mais pura faceta do socialismo e da falta de ideia e comprometimento para ensinar. Professor é professor, pronto. Sócio-construtivismo é uma porcaria sem limites. É um país pago por esquerdismo. Esquerdismo na estrutura e nas funções. Esquerdismo que de tal como colocado na educação, as crianças acabam não sabendo o que é pensar e agir livremente, apenas sabem esquerdo-pensar. Eu desafio você a se unir comigo e provar uma coisa simples: todo o incentivo dito dado às universidades federais nos anos Lula e principalmente Dilma têm um preço caríssimo: pesquisas nas áreas sociais exponencialmente subiram em favor do esquerdismo. Professores foram mandados para fora do Brasil para pesquisar e aprender coisas, mas no esquerdismo. Pesquisas foram pagas, mas pagas para publicar em favor de uma linha esquerdista. Prove aí na sua universidade: pegue os trabalhos dos últimos anos e faça um esquadrinhamento da linha ideológica das referências e dos autores. Você vai ver que a quantidade de esquerdismo ali presente será muito maior do que jamais foi.
    Cotas? Voto comprado para esquerdismo.
    Professores saindo da faculdade? Vão para as escolas: se a escola é “docenciável”, aplicam princípios esquerdistas para ensinar os alunos, e estruturá-los. Se a escola não é boa, ficam lá naquela de sempre que todos sabem: finge que dá aula, e finge que assiste aula. É o pseudo(ensino/aprendizagem) na prática.
    Sejamos francos, no esquerdismo não cabe meritocracia porque nada que tenha valor individual é aceitável. Você não pode ter nem live-pensamento, não pode existir moral, caráter, ética, e vão deixar mérito? Óbvio que vai ser combatido e dito que pessoas não têm as mesmas oportunidades e então está tudo errado. O que querem dizer é:” se alguém não tem oportunidade, então vamos condenar a todos a não ter oportunidade também. ”
    Devemos eliminar as lideranças esquerdistas, meus caros, assim como devemos eliminar essas nomeações de ministros em que o que vale é o interesse e não a capacidade de gerir.
    E não pensem vocês que estão livres, afinal, se você é professor universitário, aluno de mestrado e doutorado, ouse você ter pele branca, ouse você ser homem, ouse você ser heterossexual, ouse você querer trabalhar ou ter uma família que ficou rica com o trabalho ao longo do tempo, ouse você… Será imediatamente elite, um cara que não compreende a pobre “luta” da mulher negra trans lésbica Índia gorda do norte do país.
    A lógica da luta de classes é a formalização da doença mental e abalo psíquico da inveja do sucesso alheio.

    Vocês agora podem ver como as coisas vêm sendo feitas, e como implicam enormemente na destruição de tudo que vivemos. O roubo verdadeiro não vai ter dinheiro que ajude a recuperar, já que gerações inteiras foram infectadas por um modelo sujo de pensamento, cujo objetivo é se auto-replicar como um vírus que destrói o criticismo e senso de realidade no ser-humano.

    Cara Pesquisadora, vá com Deus, não volte, por favor. Vá ser feliz, ainda que, infelizmente, sigamos esse amargo de darmos a nossa pesquisa a um País alheio, e imediatamente também damos hegemonia. Dói muito a quem é nacionalista perder grandes é verdadeiramente ilustres pessoas da nossa sociedade.

    Da próxima vez, pense melhor quando aparecer um neo-Enéas é um neo-Lula.

    Elejam aquilo que vocês querem, e não aquilo que agora tem. O povo é ignorante e do povo só se levanta ignorantes. Se o povo quer ser educado, deve levantar de si os mais educados, estudados. O papo de democracia para eleger pessoas sem capacidade técnica e académica e teórica para presidir coisas no país é brincar todo dia com o futuro da nação. Países sérios colocam pessoas sérias nas instâncias do poder, ou criam estruturas fortes para que as burrices de muitos não venham a atrapalhar o avanço do País como um todo. Gente burra faz lei burra. Gente interessará faz lei interesseira.

    Você professor e aluno de instituição renomada brasileira, também faça esse luxo, procure um lugar fora daqui, na América do Norte ou na Europa, para ser livre e avançar a humanidade com tudo que você sabe que pode, mas não consegue fazer aqui. Por favor, faça o memorável favor a nós e a si: aproveite sua vida ao máximo. Explore seu poder ao máximo. Não perca tempo batendo em ponta de faca. As revoluções podem vir já nesse século, e elas precisam de vocês. A pesquisadora falou algo muito triste de viver como um pavimento para o futuro. Não somos pavimento! Somos, no mínimo, iluminações-guia. Mas mais que isso, somos móveis, e podemos avançar muito ainda nessa geração e vida.

    Um abraço a todos.

  • Roberval Marques

    antos comentários e ninguém tocou no ponto nevrálgico…

    As universidades são mantidas sob controle ideológico estrito por partidos de extração revolucionária, partidos esses aliados ao “baixo clero” universitário, com o qual têm um acordo: qualquer tentativa de hierarquização por mérito é palavrão: “produtivismo”; e financiamento via iniciativa privada (seja para pesquisa, “extensão paga” ou que for) deve ser combatido.

    É um sistema que agrada a todos (eles): os partidos ganham o direito de representatividade e de se auto-proclamarem “a” universidade; o baixo clero ganha o direito de fazer nada ou quase nada – situação na qual o salário está muito bom, seja lá qual for.

    Essa situação já vem assim há bastante tempo mas agravou-se e explicitou-se nos últimos 13 anos.

    Em um sistema assim maravilhoso em que todos (eles) ganham, quem será que perde? Quase ninguém, apenas os que trabalham e a ciência do país como um todo.

    • Akim Rohula Neto

      Olá Roberval
      No trabalho com vários professores universitários constato isso que você coloca aqui. Muitos frustrados por terem muitas iniciativas boas em conjunto com setores privados, mas impossibilitados de realizarem estas parcerias justamente pela ideologia.

  • Paulo Pancote Lacerda

    Dizer que a notícia da partida da cientista carioca é profundamente lamentável não consegue expressar com exatidão a frustração que se abateu sobre ela e sobre os demais cientistas que levam a pesquisa a sério neste país. Temos cérebros, sim, em nível de igualdade a qualquer nação desenvolvida, mas o incentivo e os recursos disponíveis para que eles trabalhem aqui dentro e se sintam valorizados, reconhecidos e, sobretudo, possam desenvolver pesquisas e resultados de ponta, é algo praticamente impossível nesta nossa nação claudicante em tantas áreas.

    Vá em paz, Suzana! Seja feliz fazendo o que sabe fazer bem, onde será reconhecida, recompensada e terá os meios necessários para desenvolver o seu trabalho.

    Infelizmente, sabemos que ela não foi o primeiro e nem será o último cientista brasileiro a ser forçado a deixar esse país, para ter dignidade em exercer a função de pesquisador científico e colher resultados expressivos.

ASSINANTE PIAUÍ

Use o mesmo e-mail e senha cadastrados no site da Ed. Abril no ato da assinatura. Esqueceu a senha ou o e-mail ?