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anais da literatura

Ratos no labirinto

A escrita restritiva do Oulipo

Bernardo Esteves | Edição 114, Março 2016

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“Esta noite, ‘roubar’”, anunciou Paul Fournel à plateia que, numa quinta-feira da primavera passada, ocupava o grande auditório da Biblioteca Nacional da França, em Paris. O escritor dividia o palco com outros sete colegas sentados em semicírculo, cada um com sua mesinha e microfone. “Roubar”, no caso, era o mote dos poemas e contos que a plêiade havia preparado para ler em voz alta.

O primeiro a falar foi Ian Monk, um britânico de 55 anos que escreve em inglês e francês. Disse que leria “Meus anos de ladrão”, poema construído conforme uma regra que ele só revelaria mais tarde. Seus versos narravam as reminiscências de um larápio – desde os tempos da infância, quando subtraía dinheiro da carteira dos pais, até virar um ladrão de apartamentos em grande escala e se converter em cibergatuno na era digital. O poema era algo cíclico, com versos que ressurgiam de forma irregular em várias estrofes.

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