CRÉDITO: ANDRÉS SANDOVAL_2025
Última sessão em Cabul
Proprietários de um cinema afegão buscam asilo no Brasil
Consuelo Dieguez | Edição 229, Outubro 2025
Durante os mais de cinquenta anos em que teimou em existir, o cinema Bakhtar foi um santuário da cultura e uma trincheira da resistência à censura e à violência em Cabul, capital do Afeganistão. Chegou a ser o maior cinema da cidade. Depois da volta dos talibãs ao poder, em 2021, o local foi fechado pelo regime fundamentalista. Ameaçados, alguns membros da família que administrava o cinema pediram ajuda à ONG Estou Refugiado, no Brasil.
“Meu nome é Mirman Sima Sarwari, uma mulher afegã tadjique, de Cabul, que fala persa. Escrevo pedindo ajuda urgente”, escreveu à ONG, em inglês, a mulher que ajudou a fundar o cinema Bakhtar nos anos 1970. “Como você deve saber, depois da retirada das tropas internacionais e da tomada do poder pelo Talibã, o Afeganistão tem sofrido várias restrições aos direitos humanos, particularmente contra mulheres. Minha família esteve profundamente envolvida em atividades que o Talibã considera de oposição.”
Reportagens apuradas com tempo largo e escritas com zelo para quem gosta de ler: piauí, dona do próprio nariz
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