tempos da peste

Diários de bicicleta (na pandemia)

Empresário do Recife pôs o que tinha numa mochila, subiu na bicicleta e faz seu isolamento social sobre duas rodas, conhecendo o Brasil

Anderson Lopes
12fev2021_18h34
Foto: Alberto Lopes
Foto: Alberto Lopes

Depois de meses de pandemia, o isolamento em casa, sem poder trabalhar ou sair, fez com que o pernambucano Anderson Lopes, 37, pensasse sobre o que fazer da vida. Já fora músico, produtor cultural, vendedor de cerveja artesanal, dono de jazz clube e, recentemente, sócio de uma balada. Nunca havia saído do Recife, e isso o angustiava um pouco. Resolveu realizar o sonho de um roadtrip sobre duas rodas. Com as economias de anos de trabalho, comprou uma bicicleta e itens para sobreviver na estrada. Saiu de casa sem destino final em busca de boas histórias para contar. Desde então, pedala pelo litoral e interior do Nordeste, evitando grandes cidades e locais lotados. Até agora, já percorreu mais de 1400 km. Diz que a cada dia aprende mais sobre o Brasil e sobre si mesmo, vivendo o que chamou de “melhores dias da vida”. Folião de carteirinha, passará o Carnaval sozinho, pedalando e divulgando seu projeto nas mídias sociais – no bloco que chamou de “isolamento social em movimento”. A meta é pedalar até Montevidéu ou até onde a viagem fizer sentido – contando, é claro, com a resistência das pernas e das reservas no banco.

(Em depoimento a Marcos Amorozo) 

Quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Mesmo sendo véspera do início da minha jornada, tive uma noite quase normal, sem muita ansiedade. Em casa, no Recife, revisei todos os itens para não esquecer nada. Na mala, doze camisetas, oito bermudas, algumas cuecas, meias e meu chinelo; os tênis na porta, pois iam calçados no pé. Na bagagem, uma barraca, panela, ferramentas para manutenção da bicicleta – que tinha comprado havia pouco mais de três meses -, latas de sardinha e pacotes de macarrão. 

Tenho vontade de sair pedalando pelo Brasil desde a adolescência e vinha postergando isso há pelo menos dez anos. A pandemia e o isolamento social trouxeram à tona várias questões internas, entre elas a vontade de realizar esse sonho. Senti que precisava disso, para arejar a cabeça, e que fazer o isolamento social em movimento seria o melhor para mim. Eu já estava querendo sair do Recife havia algum tempo; o barulho, o movimento e a aglomeração de uma capital não condiziam mais com meu momento.


Sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
 

Meu irmão me levou para a casa da minha ex-namorada logo cedo, umas 8h30 da manhã. São 70 km entre Recife e Serrambi, também no litoral de Pernambuco, e a viagem durou cerca de uma hora e meia. A ideia era passar o dia lá, dormir e sair de bike sozinho no dia seguinte, mas acabei ficando mais tempo com ela e os filhos, matando um pouco da saudade que viria.


Sábado, 12 de dezembro de 2020
 

Aproveitei o dia quente e fui de bicicleta para Porto de Galinhas. A cidade turística é quase um quintal do Recife e muita gente da capital estava ali, sem máscara. Muitos turistas chegam a todo momento de todo lugar do Brasil. Foi meio assustador ver aquele monte de gente e isso aumentou a minha vontade de ir embora. Mudava pouca coisa do que eu via no Recife: muita aglomeração e pouca máscara. Até entendo ficar na praia sem máscara, se houver distanciamento. Mas quando vi a praia cheia de barracas e todo mundo amontoado, só reforçou que eu realmente tinha que ir para lugares mais vazios. 


Segunda-feira, 14 de dezembro de 2020 

Acordei cedo, só precisava pegar as coisas e sair. Caiu a ficha que eu estava saindo sem previsão para voltar. Ainda que me desse medo, isso não me assustava, já que eu estava indo realizar meu sonho. Às 7h40 montei na bike e saí pedalando. Pedalei uns quarenta minutos pensando nisso e chorando um pouco. Passei por uma vila de pescadores, e as pessoas sorriam para mim e acenavam. Com a ajuda de algumas delas, subi com a bicicleta e a bagagem num barco para atravessar um trecho de rio, o que me fez economizar uns 15 km no percurso. Do outro lado, encontrei um senhor que vende artesanato e já viajou o Brasil todo pedalando. Assim como eu, ele se desafiou numa jornada durante a pandemia: veio caminhando de Belém (PA) até Pernambuco, parando nas cidades para descansar. O homem me aconselhou como lidar com os desafios da estrada e me disse para evitar locais e situações que podem ser perigosos. 

Segui até Tamandaré, onde busquei um hostel baratinho pra tomar banho e esticar as pernas. Tudo parecia estar bem limpo, então fiquei tranquilo. Procurei alguns campings, mas como estava na transição para essa nova vida, escolhi ficar num quarto sozinho. Outras pessoas que estavam hospedadas ali me chamaram para comer uma pizza. Com receio por conta do coronavírus, recusei – disse que estava sem fome. Dormi pensando na conversa que tivera mais cedo. 


Terça-feira, 15 de dezembro de 2020 

O sol já queimava como se fosse dez da manhã, mas ainda eram 6h30 quando saí do hostel. Peguei pela primeira vez uma rodovia com asfalto e acostamento. Até então tinha trafegado mais por estradas de chão batido. Costumo pedalar devagar, parando para descansar, tirar fotos e gravar vídeos. Outro motivo para eu seguir mais lentamente é o tamanho da minha bagagem, levo mais coisas que outros ciclistas que já fazem isso há mais tempo, são quase 50 kg sobre as duas rodas. Perto do almoço começo a procurar por um restaurante. Evito ao máximo os “self-service”, uma vez que não sei quantas pessoas passaram por ali, se elas higienizam as mãos direito… Prefiro mesmo onde os pratos são servidos direto na mesa. Volto para a estrada e sigo por mais alguns quilômetros até Maragogi, a primeira cidade depois da divisa de Pernambuco com Alagoas. 

“Carrego comigo tudo o que tenho. Na estrada descobri que não preciso de tudo o que tinha para viver bem comigo mesmo.” – Foto: Acervo pessoal


Quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
 

No fim da tarde eu procurava o camping “Bacurau”, que me tinha sido recomendado. Encontrei dois motorhomes e parei para perguntar aos dois casais que ali estavam se eles sabiam onde ficava o acampamento. Sabiam, mas me propuseram ficar um pouco e começamos a conversar, sentados distantes, é claro. Ambos votaram em Bolsonaro em 2018, mas a receptividade e o papo que tive com eles não condiziam com a visão de mundo extremista dos bolsonaristas. Me senti mais acolhido do que em muita roda de amigos que se dizem progressistas mas não estendem a mão para ajudar ninguém. 

Eles me convidaram para dormir ali. Aceitei. Montei a barraca perto de um dos motorhomes. Estava muito calor, então não coloquei a capa de chuva na cobertura do meu abrigo. No meio da noite, enquanto eu respondia algumas DM’s no Instagram, começou a chover muito. Cobri a barraca, mas fiquei todo molhado, assim como tudo que estava lá dentro. Nessa viagem comecei a perceber que nem tudo que consideramos ruim realmente é ruim, nem tudo é problema.


Quinta-feira, 17 de dezembro de 2020 

A primeira coisa que fiz quando acordei foi tomar banho. Perto de onde dormi tinha uma casa bem simples, mas, naquela situação, era como uma mansão, por ter chuveiro e  máquina de lavar roupas. Na beira da estrada esses pequenos confortos são um luxo. A dona da casa me convidou para tomar um café da manhã com a família dela e, mesmo sem jeito, recusei. O medo do coronavírus era maior que minha vontade de sentar com eles à mesa. Num ritmo mais lento, voltei para a estrada. 


Sexta-feira, 18 de dezembro de 2020 

Antes de chegar a Porto de Pedras, litoral Norte de Alagoas, me encontrei pela primeira vez com outro ciclista que viajava sozinho. Eu estava meio introspectivo pois não havia sinal de internet na estrada e, por isso, não conseguia interagir com ninguém, então poder falar com alguém foi muito bom. Falamos sobre os morros cansativos daquele trecho, trocamos dicas de viagem e lamentamos a má sorte que tínhamos com as mulheres. Ele seguiu e eu parei por ali por quatro dias para descansar, pegar uma praia tranquila e, principalmente, arrumar o bagageiro da minha bicicleta, que acabara de quebrar. Encontrei pessoas nas ruas sem máscara, mas por ser uma cidade pequena, não havia aglomerações e me senti seguro para ficar num hostel perto do centro. 


Terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Como no dia seguinte seria aniversário da minha mãe e as festas de fim de ano vinham na sequência, empacotei todas as minhas coisas na bicicleta e deixei no hostel. Meu irmão veio de carro me buscar. A viagem até Recife foi tranquila e confortável.

 

O percurso do ciclista durante a pandemia – Arte: Paula Cardoso

 

Sábado, 02 de janeiro de 2021

Fui levado de volta a Porto de Pedras. Decidi não pedalar nesse dia. Com essas duas semanas de pausa, a bicicleta até deu uma desgastada pela maresia, querendo ficar enferrujada. 


Domingo, 03 de janeiro de 2021

Segui na estrada até a praia de Carro Quebrado, no município de Barra de Santo Antônio. O lugar era muito bonito e não tinha quase ninguém, mas o caminho foi duro. Desacostumado com o sol forte e o peso nas costas, comecei a passar mal na beira da estrada e achei que desmaiaria sem conseguir a ajuda de ninguém. Sentei, bebi água e esperei o mal-estar passar para voltar a pedalar. 


Terça-feira, 05 de janeiro de 2021 

Cheguei a Maceió e aproveitei para ver minhas amigas. Eu estava muito puto depois de ver a galera vivendo como se não tivesse mais pandemia, todo mundo sem máscara, muita aglomeração e praias lotadas. Para completar, os motoristas não respeitam os ciclistas e passam tirando fino da gente, dá medo. Foi uma experiência que me fez ter certeza que deveria evitar grandes centros para conseguir ficar longe da Covid-19. 


Sexta-feira, 08 de janeiro de 2021

Fui de Uber ao Santuário Ecológico Fazenda de Santa Teresa, a 46 km da Praia do Francês.  O lugar era tão bonito que o motorista também quis ficar e entrou comigo. Tirei fotos diferentes, além de selfies. Como era cedo, antes das nove da manhã, o parque estava vazio. Depois das 10h40, foi chegando mais gente para fazer churrasco – e mais aumentava a minha agonia e a vontade de ir embora. Achei um canto afastado e curti o resto do dia. O meu objetivo era voltar e pedalar mais, mas depois de tanta beleza me senti saciado. Foi um dos dias mais especiais e satisfatórios da minha jornada.


Domingo, 10 de janeiro de 2021
 

Peguei a estrada às 5h20 da manhã com a ideia de pedalar o máximo que desse. Ainda estava escuro e ver o nascer do sol na estrada foi incrível. Nesse dia percorri mais de 50 km até chegar em Feliz Deserto/AL, uma cidade que parecia cenário de filme de Glauber Rocha. Parei numa pousada para almoçar e fiquei amigo da dona do lugar, que me tratou da melhor maneira possível e me ofereceu uma hospedagem bem barata. Feliz Deserto combinava com minha ideia de não querer aglomeração, esse nome tem tudo a ver com ficar num lugar bom e sem ninguém. 


Quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Já entrando em Sergipe, em Neópolis, peguei um ônibus direto para Aracaju. Não tinha muita coisa para ver na estrada entre essas duas cidades, então não teria nem mesmo onde parar para descansar ou comer. No ônibus tinha cinco pessoas, estava tranquilo. Desci na rodoviária e pedi informações para poder ir para a praia. Me ignoravam. Me aventurei sozinho e fui em direção ao mar. Encontrei um dos trânsitos mais hostis, passavam tirando fina de mim, me senti ameaçado. Mais uma vez me arrependi de estar numa capital.


Domingo, 17 de janeiro de 2021
 

Foi um dos dias mais ricos da viagem. Fiz o trecho de 50 km entre Indiaroba (SE) e Conde (BA). Não tinha nada na estrada e eu estava querendo almoçar. Encontrei um rapaz numa moto parado na estrada e fiquei surpreso ao saber que não havia nenhum restaurante por ali. Ganhei dele um pé de moleque, pois disse que eu iria precisar; eu ri. Minha água também estava acabando e, se parasse na estrada para cozinhar, iria escurecer e a situação seria ainda pior. 

Achei uma casinha com umas crianças que estranharam a minha chegada. Encheram minha reserva de água e começaram a me entrevistar. Ao perguntarem meu nome, responderam com “que nome lindo!”. Para mim, aquilo foi tocante e me fez pensar sobre várias coisas simples na vida sobre as quais muitas vezes passamos batido, como a beleza de um nome e a admiração do dia. Eram crianças totalmente diferente daquelas que eu estava acostumado a ver na cidade. Perguntaram se eu queria ouvi-las cantar. Cantaram pra mim. Posaram para algumas fotos que tirei e, no final, ainda me deram uma sacola de mangas, que me saciaram a fome até a próxima parada. As crianças estavam isoladas e super protegidas, eu era a pessoa de fora que poderia trazer algo. Eram eles de um lado da cerca e eu de outro, distante e de máscara.

“Essas crianças não tinham celular. Brincavam entre si, correndo. Pararam só para conversar comigo e tirar essa foto.” – Foto: Acervo pessoal


Segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Era meu segundo dia em Salvador, última capital antes da Chapada Diamantina. Levei a bicicleta na manutenção e marquei de pegar a bike às 20 horas, uma vez que meu ônibus para Lençóis (BA) saia às 23 horas. Fui à Baía de Todos os Santos e, como estava aberta apenas para esportes náuticos, encontrei uma das praias mais lotadas da cidade quase deserta. Tive uma passagem muito mais tranquila por aqui do que em Maceió e Aracaju.


Segunda-feira, 01 de fevereiro de 2021
  

Em Lençóis a vida deu uma acalmada. Tô aproveitando esse tempo e o ambiente para dar uma descansada. Por esses dias fiquei muito sensível, percebi que fiquei muito tempo sem conversar com ninguém. Eu saía de manhã de um lugar, passava o dia todo na estrada e no fim do dia trocava poucas palavras antes de dormir. Se essa viagem não fosse na pandemia, eu não ia sentir muitas saudades disso, pois não estaria me privando de conhecer novas pessoas e iria me permitir mais. Não tenho rotina. Cheguei querendo fazer tudo num dia só, mas vi que preciso descansar. Geralmente acordo, fico por aqui, saio para almoçar e em alguns dias faço trilha. Durante a semana é bonito e tranquilo, mas no fim de semana evitei sair e encontrar com turistas. Estou tentando estudar, escrever o que sinto, rememorando os dias que já passei.


Quarta-feira, 03 de fevereiro de 2021

Depois de percorrer mais de 1400 km, sentei para fazer um roteiro para os próximos trechos. Quando sair daqui, devo passar pela Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás. Muitos me indicaram passar por Minas Gerais, Espírito Santo e depois Rio de Janeiro, para viabilizar a possibilidade de um patrocínio. É a parte dois da viagem, já que a primeira é me descobrir e descobrir o Brasil. 

O que gasto na estrada é muito menos do que eu pagava de aluguel e para viver em Recife. Vendi muitas coisas e tudo o que tenho agora levo comigo. Tenho experiências diferentes que me fazem economizar. Financeiramente está super valendo a pena, e se eu começar a ganhar dinheiro vai valer ainda mais. 


Sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Em Lençóis normalmente não tem muita movimentação de Carnaval, neste ano menos ainda. Deve ter muita gente nas trilhas e cachoeiras, mas nada que seja uma aglomeração. Eu vou evitar sair nesses dias pois não é meu estilo e, como já disse, estou evitando qualquer risco de contaminação. Em outros anos, eu estaria no meio do povo em Recife ou Olinda. Claro que eu queria um Carnaval normal, sem pandemia, com todo mundo fantasiado. Mas como não vai rolar, vou usar esses dias de folia para criar meu canal no YouTube, atualizar minhas postagens no Instagram e fechar as minhas primeiras parcerias. Isso deve viabilizar a minha ida até Montevidéu. Sou um cara que gosta de estar em movimento. Eu não daria conta de um lockdown de novo em casa. Mil vezes esse isolamento sobre duas rodas.



Anderson Lopes

Cicloviajante e administrador. Antes de pôr a bicicleta na estrada, morava no Recife.

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