Igualdades

É de matar

Luigi Mazza e Renata Buono
06maio2019_09h55

Para um brasileiro, a chance de morrer num tropeço, escorregão ou passo em falso é quatro vezes maior que a chance de morrer de dengue. E o perigo é crescente: esse tipo de morte mais que triplicou entre 2007 e 2017. O =igualdades desta semana é sobre mortes incomuns – que, entre raios, fogos de artifício e picadas de aranha, tiraram a vida de mais de 31 mil brasileiros nesse período.

Entre 2007 e 2017, mais de 12 mil brasileiros morreram ao tropeçar, escorregar ou pisar em falso – número igual à soma das mortes causadas por dengue, leptospirose e esquistossomose nesse mesmo período.

Em 2017, 360 brasileiros morreram caindo da cama. É um número quase igual ao de mulheres que morreram vítimas de úlcera no duodeno (362).

No Brasil, é 4 vezes mais provável que alguém morra caindo de uma árvore do que picado por aranha venenosa ou escorpião. A cada ano, 172 brasileiros morrem ao cair de árvores, enquanto 38 morrem devido ao contato com esse tipo de aracnídeo.

Por ano, 12 brasileiros morrem em acidentes envolvendo fogos de artifício. Isso é o quádruplo de mortes causadas pelo vírus da raiva (3 por ano).

Para cada pessoa que morre vítima de vacina (são 2 por ano) no Brasil, há 13 que morrem vítimas da febre amarela (são 27 por ano).

Por ano, 11 brasileiros morrem ao cair quando estão sendo carregados por outras pessoas. O número é semelhante ao de pessoas que morrem atingidas por equipamentos esportivos, como bolas, bastões e discos de hóquei (são 9 por ano).

A cada brasileiro que morre em decorrência de cirurgia para amputação de pênis, há 19 que morrem vítimas de raios.

Fonte: DataSUS.

Luigi Mazza (siga @LuigiMazzza no Twitter)

Luigi Mazza é estagiário de jornalismo da piauí e produtor da rádio piauí

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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