Um levantamento recente do Instituto Gallup mostrou que os adolescentes passam cinco horas por dia em redes sociais. Somando todas as outras atividades digitais, o número fica entre sete e nove horas – e tende a ser maior em famílias de baixa renda Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro
Por uma infância sem celulares
Dez anos atrás, fomos ingênuos ao achar que as redes sociais poderiam ser boas para os nossos filhos. Hoje sabemos que não – e precisamos agir logo para conter o estrago
Algo de terrivelmente errado aconteceu com os adolescentes no início da década de 2010. A essa altura, você já deve ter se deparado com algumas estatísticas. Os índices de depressão e ansiedade nos Estados Unidos, que tinham ficado razoavelmente estáveis durante os anos 2000, cresceram mais de 50% na última década, segundo vários estudos realizados de 2010 a 2019. O índice de suicídios entre adolescentes americanos com idades entre 10 e 19 anos aumentou 48% nesse período. Entre as meninas de 10 a 14 anos, o aumento foi de 131%.
O problema não se limita aos Estados Unidos: dados semelhantes foram registrados no Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, nos países escandinavos e em muitos outros. Segundo diferentes métricas, e em diferentes lugares do mundo, os integrantes da Geração Z (nascidos a partir de 1996) estão sofrendo com ansiedade, depressão, automutilação e distúrbios similares. A frequência com que isso vem acontecendo é mais alta do que em qualquer outra geração sobre a qual há dados disponíveis.
Reportagens apuradas com tempo largo e escritas com zelo para quem gosta de ler: piauí, dona do próprio nariz
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