Os pilares da sociedade, de George Grosz: convescotes em Londres, jatinhos nada republicanos LEGENDA: OS PILARES DA SOCIEDADE_1926_GEORGE GROSZ_FOTO: PETER BARRITT_ALAMY_FOTOARENA
A erosão da república
Promiscuidade, impropriedades, atitudes suspeitas. Recapitulemos
Fernando de Barros e Silva | Edição 232, Janeiro 2026
O Brasil entra em 2026 com suas instituições em carne viva. O ano se inicia com a democracia de pé, mas mais vacilante do que parecia estar depois da condenação definitiva e da prisão de Jair Bolsonaro, em novembro do ano passado. Com o ex-presidente e seus generais de estimação atrás das grades, tivemos a sensação de que o país havia dado um passo histórico na boa direção. Não era uma sensação infundada.
A investigação diligente da Polícia Federal, a denúncia sóbria e consistente do procurador-geral da República e a decisão do Supremo Tribunal Federal, amparada por um oceano de provas e evidências, foram construindo, passo a passo, um roteiro virtuoso, que reconciliava o país com o reino da legalidade. Além da punição inédita aos criminosos do andar de cima, havia o recado: não mexam com a democracia, isso daqui em diante custará muito caro.
Reportagens apuradas com tempo largo e escritas com zelo para quem gosta de ler: piauí, dona do próprio nariz
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