CRÉDITOS: ANDRÉS SANDOVAL_2026
Não tem cupim na folia
Um bloco faz 100 anos no Carnaval do Recife
Felipe Fernandes | Edição 233, Fevereiro 2026
Quem entra na sede do Madeira do Rosarinho, na Zona Norte do Recife, dá de cara com duas estantes de vidro que vão do chão ao teto, abarrotadas de troféus. São cerca de 35 conquistas nos desfiles de blocos da cidade, acumuladas ao longo de um século de carnavais. Sim, um século: em setembro, o Madeira celebra seu centésimo aniversário.
As disputas em que o Madeira amealhou seus prêmios acontecem no domingo de Momo, no Centro da cidade. Os juízes avaliam os blocos líricos – como são chamadas as agremiações que resgatam o frevo de bloco, com melodias poéticas e saudosistas – por critérios como confecção das fantasias, elegância do porta-flabelo (a pessoa que porta o grande leque ornamental), afinação da orquestra e do coral, e postura dos integrantes das alas. O troféu mais recente do Madeira entrou para a vitrine em 2024, quando a agremiação conquistou o segundo lugar.
Reportagens apuradas com tempo largo e escritas com zelo para quem gosta de ler: piauí, dona do próprio nariz
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