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| Edição 2, Novembro 2006

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Li com moderado interesse a matéria que trata do lançamento da piauí no caderno EU, do Valor Econômico. Em relação às declarações do publisher ao periódico, se fidedignas, assinalo uma, bombástica e definitiva: “Vale qualquer assunto que não possa ser resolvido no Google, e que exija de quem escreve o trabalhor de ir, voltar, e fazer tudo com a sola do sapato”. Interessante linha editorial, que privilegia o condicionamento físico aos neurônios.
CARLOS ARTHUR ORTENBLAD_RIO DE JANEIRO_RJ

 

Saudações molvãs! Folguei muito em ter notícias de minha saudosa Molvânia, onde tive o prazer de morar, nos idos de 1937, quando de meu engajamento nas fileiras da Juventude de Tzoric. Tempos áureos, aqueles, em que tivemos a oportunidade de barbarizar aldeias singelas, que lembram uma Andaluzia toda feita de amianto. Na condição de único negro do país, sempre fui recebido com a habitual hospitalidade molvã, levando impropérios, cusparadas e pedradas.
PASTOR CLODOALDO_NITERÓI_RJ

 

Comprei a noviça piauí na ingênua esperança de encontrar alguma novidade. A julgar pela avalanche de clichês, não há mais vagas para estagiários da revista. Qual a chance de revê-la nas bancas? Não será por falta de apoio, haja visto os anunciantes fundadores, gente graúda dos bancos e da indústria. Também não será por falta de empenho, pois os jovens escribas são criativos que só. Quiçá seja por falta de público leitor. Essa escassez de densidade humana, aliás, talvez seja o traço de brilhantismo (acidental) de quem assim batizou a revista.
SEVERINO D’ORLAS_PARATY_RJ

 

 

“Pensei que toda pessoa nascida no piauí fosse Paraíba.” Dita pelo presidente de uma multinacional, durante almoço com o que chamo de produto interno brasileiro, a frase provocou estarrecimento à mesa. Branca, loira, com bom nível educacional, devo ter parecido elegante aos olhos dele e, portanto, desconforme com o estereótipo que formatara sobre meus conterrâneos. Muitos devem ser empregados nas fábricas que comanda. No lugar de iniciar o debate sobre o preconceito, comecei com a fonética: observei que o Piauí era o único estado da federação cujo nome soava música diferente, pois a junção de tantas vogais compunha melodia rara. Já Paraíba era cortada por consoantes. Como São Paulo e Europa, que também tem ritmo dividido. Ao final, o bote final. Elaborei o convite para uma viagem de aventura: descobrir o universo de significados contido na palavra Piauí.
GRAÇA RAMOS_BRASÍLIA_DF

 

Talvez este seja o momento de nós, nordestinos, conseguirmos a façanha de alguma revista editada no Sudeste lembrar um pouco mais do Nordeste. Estou apostando, e já dei meu cheque em branco para recebê-la durante os próximos doze meses!
LUCIANA REBOUÇAS_SALVADOR_BA

 

Ivan Lessa (“Eu conheço esse Cara”) passou por um nordestino residente no Rio com olhar meio estranho. Tudo ficou claro quando, pela segunda vez, ele demonstrou a carga do preconceito. Dei por encerrada a leitura quando tratou os porteiros nordestinos de “incompetentes”.
MAURO SAMPAIO_PIAUIENSE NO RIO DE JANEIRO_RJ

 

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