questões de cinema e história

Deus e o Diabo – Ano I

Glauber Rocha no turbilhão de 1964

Eduardo Escorel
Enquanto <i>Deus e o Diabo</i> estreava, anunciando, segundo Glauber, “liberdade ampla e levante”, Jango fazia o Comício das Reformas na Central do Brasil e jornais apoiavam a Marcha da Família
Enquanto Deus e o Diabo estreava, anunciando, segundo Glauber, “liberdade ampla e levante”, Jango fazia o Comício das Reformas na Central do Brasil e jornais apoiavam a Marcha da Família ILUSTRAÇÃO: PEDRO ZOLLI_ESTÚDIO ONZE / FOTO RONALDO THEOBALD/CPDOC JB

Foi uma sessão triunfal. Começou depois da meia-noite e, pouco antes de terminar, quando o coro entoou O sertão vai virar mar/ e o mar virar sertão, irromperam aplausos entusiasmados, pontuados por gritos de “gênio, gênio!”. O abalo sísmico continuou madrugada adentro e perdura até hoje, retido na memória.

Quem assistiu à primeira exibição de Deus e o Diabo na Terra do Sol, só para convidados, em 17 de março de 1964, acreditou ter testemunhado uma revelação prodigiosa. O filme conta a saga do vaqueiro Manuel e de sua mulher Rosa, que, em fuga pelo sertão, primeiro aderem aos seguidores do beato Sebastião, depois aos cangaceiros liderados por Corisco, sempre perseguidos pelo justiceiro Antônio das Mortes, do qual fogem, no final, correndo em direção ao mar.

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Eduardo Escorel

Eduardo Escorel, cineasta, diretor de Imagens do Estado Novo 1937-45

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