questões ambientais

E se parássemos de fingir?

O apocalipse climático está chegando. Para nos prepararmos, precisamos admitir que não somos capazes de evitá-lo

Jonathan Franzen
Os humanos precisam admitir a realidade das mudanças climáticas e aceitar, sem se revoltar, as medidas extremas para combatê-las. Precisam ficar em permanente estado de terror com os verões mais quentes e com os desastres naturais mais frequentes, em vez de simplesmente se acostumar a eles. Todos os dias, em vez de pensar no café da manhã, é imprescindível que pensem na morte
Os humanos precisam admitir a realidade das mudanças climáticas e aceitar, sem se revoltar, as medidas extremas para combatê-las. Precisam ficar em permanente estado de terror com os verões mais quentes e com os desastres naturais mais frequentes, em vez de simplesmente se acostumar a eles. Todos os dias, em vez de pensar no café da manhã, é imprescindível que pensem na morte CREDITO: CAIO BORGES_2019

Tradução de Renato Marques de Oliveira

“Há esperança infinita”, nos diz Kafka, “mas não para nós.” Este é um epigrama apropriadamente místico de um escritor cujos personagens se empenham na luta por objetivos ostensivamente alcançáveis e, de forma trágica ou divertida, sem jamais chegar nem sequer perto deles. Mas me parece, neste nosso mundo que avança a passos rápidos escuridão adentro, que o inverso do espirituoso aforismo de Kafka é igualmente verdadeiro: não há esperança alguma, a não ser para nós.

Estou falando, é claro, sobre mudanças climáticas. A sensação é a de que a luta para frear as emissões globais de carbono e impedir o derretimento do planeta têm um quê de ficção kafkiana. Há trinta anos a meta está mais do que clara, e, a despeito dos zelosos esforços, em essência não fizemos praticamente nenhum progresso para alcançá-la. Hoje, as evidências científicas beiram o irrefutável. Se você tem menos de 60 anos, são grandes as chances de testemunhar a drástica desestabilização da vida na Terra – perdas de colheitas desastrosas, incêndios apocalípticos, economias em processo de implosão, inundações épicas, centenas de milhões de refugiados escapando de regiões tornadas inabitáveis pelo calor extremo ou pela seca permanente. Se você tem menos de 30, é quase líquido e certo que vai testemunhar esse tipo de coisa.

Se você se preocupa com o planeta e com as pessoas e animais que vivem nele, há duas maneiras de pensar na questão. Você pode continuar alimentando a esperança de que a catástrofe é evitável e se sentir cada vez mais frustrado ou enfurecido com a inação do mundo. Ou pode aceitar que o desastre é iminente e começar a repensar o que significa ter esperança.

Mesmo já sendo muito tarde, expressões de esperança irrealista continuam abundantes. Mal passa um dia sem que eu leia que é hora de “arregaçar as mangas” e “salvar o planeta”; que o problema das mudanças climáticas pode ser “resolvido” se convocarmos a vontade coletiva. Embora essa mensagem provavelmente ainda fosse verdadeira em 1988, quando as evidências científicas se tornaram inequivocamente claras, nos últimos trinta anos lançamos à atmosfera a mesma quantidade de carbono emitida nos dois séculos anteriores de industrialização. Os fatos mudaram, mas de alguma forma a mensagem permanece a mesma.

De uma perspectiva psicológica, essa negação faz sentido. Apesar do abominável fato de que em breve estarei morto para sempre, eu vivo no presente, não no futuro. Diante da escolha entre uma abstração alarmante (morte) e a reconfortante evidência de meus sentidos (café da manhã!), minha mente prefere concentrar-se nesta última. O planeta, também, ainda está maravilhosamente intacto, mais ou menos normal – as estações se alternam, vem aí outro ano eleitoral, novas comédias na Netflix –, e seu colapso em vias de acontecer é algo que não entra direito na minha cabeça, é mais difícil de compreender do que a morte. Outros tipos de apocalipse, seja religioso, termonuclear ou provocado pela colisão com um asteroide, têm pelo menos a nitidez binária do ato de morrer: em um momento o mundo está lá, no instante seguinte desapareceu para sempre. O apocalipse climático, por outro lado, é uma bagunça. Ele assumirá a forma de crises cada vez mais severas que se agravarão caoticamente até a civilização começar a se esgarçar e por fim se desfazer. As coisas vão ficar muito ruins, mas talvez não tão cedo, e talvez não para todos. Talvez não para mim.

Parte da negação, no entanto, é mais obstinada. A perversidade da posição do Partido Republicano acerca da ciência climática é notória, mas a negação também está enraizada na política progressista ou pelo menos em sua retórica. Ainda se imagina que o Green New Deal,[1] modelo para algumas das propostas mais substanciais para atacar o problema, seja nossa última chance de evitar uma catástrofe e salvar o planeta, por meio de projetos colossais de energia renovável. Muitos dos grupos que apoiam essas propostas adotam o jargão de “parar” a mudança climática, ou sugerem que ainda há tempo para evitá-la. Ao contrário da direita, o espectro da esquerda se orgulha de ouvir os cientistas do clima, que de fato admitem que a catástrofe ainda é teoricamente evitável. Mas nem todos parecem estar ouvindo com atenção. A ênfase recai sobre a palavra teoricamente.

Nossa atmosfera e oceanos são capazes de absorver apenas determinada quantidade de calor antes que a mudança climática, intensificada por vários ciclos de realimentação, fique completamente fora de controle. O consenso entre cientistas, tomadores de decisões e formuladores de políticas é que passaremos por esse ponto sem retorno se a temperatura global média subir mais de 2°C (talvez um pouco mais, mas também um pouco menos). O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) nos informa que, para limitar o aumento a 2 graus, não precisamos apenas reverter a tendência das últimas três décadas. Precisamos nos aproximar de zero emissões líquidas, em âmbito global, nas próximas três décadas.

Isso é, para dizer o mínimo, um problema e tanto. E também pressupõe que confiemos nos cálculos do IPCC. Uma nova pesquisa, discutida em agosto na revista de divulgação científica Scientific American, demonstra que os cientistas do clima, longe de exagerar a ameaça das mudanças climáticas, subestimaram seu ritmo e gravidade. Para projetar o aumento da temperatura média global, os cientistas se baseiam em modelos atmosféricos complicados. Eles pegam um sem-número de variáveis e as executam por meio de supercomputadores de modo a gerar, digamos, 10 mil simulações diferentes para o próximo século, a fim de fazer uma “melhor” previsão da elevação da temperatura. Quando um cientista prevê um aquecimento de 2°C, está tão somente enunciando um número sobre o qual tem muita segurança: o aumento será de pelo menos 2 graus. A elevação pode ser, na verdade, muito maior.

Eu, um não cientista, elaboro meu próprio tipo de modelagem. Simulo em meu cérebro vários cenários futuros, aplico as restrições da psicologia humana e da realidade política, observo o implacável aumento do consumo global de energia (até agora, as economias de carbono proporcionadas pelas energias renováveis foram mais do que anuladas pela demanda dos consumidores) e levo em conta as hipóteses em que a ação coletiva evita a catástrofe. Esses cenários, que eu deduzo a partir das recomendações de tomadores de decisões, formuladores de políticas e ativistas, têm em comum algumas condições necessárias.

A primeira delas é que cada um dos principais países poluidores institua medidas draconianas de conservação, desmantele boa parte de sua infraestrutura de energia e transporte, e reorganize completamente sua economia. De acordo com um artigo recente da revista científica Nature, as emissões de carbono da infra-estrutura global existente, se for mantida durante sua vida útil esperada, ultrapassarão todo o nosso limite “autorizado” de emissões: os bilhões de toneladas de carbono adicionais que podem ser lançados na atmosfera sem que se ultrapasse o limiar da catástrofe (essa estimativa não inclui os milhares de novos projetos de energia e transporte já planejados ou em construção). Para permanecer dentro desse limite de emissões permitidas, uma intervenção imposta de cima para baixo precisa ocorrer não apenas em todos os países, mas de uma ponta a outra de todos os países. Fazer da cidade de Nova York uma utopia verde de nada adiantará se os texanos continuarem extraindo petróleo e dirigindo caminhonetes.

As ações a serem tomadas por esses países também devem ser as corretas. Vastas somas de dinheiro governamental devem ser gastas sem desperdício e sem encher os bolsos errados. Aqui é útil relembrar a piada kafkiana das normas da União Europeia para o uso de biocombustíveis, que no fim das contas aceleraram o desmatamento da Indonésia (a fim de dar lugar a plantações de palmeiras para extração do óleo) e o subsídio norte-americano ao etanol, que acabou por beneficiar os produtores de milho e mais ninguém.

Por fim, números acachapantes de seres humanos – incluindo milhões de norte-americanos que odeiam o governo – precisam aceitar, sem se revoltar, impostos altos e restrições severas ao estilo de vida ao qual eles e suas famílias estão acostumados. Eles são obrigados a aceitar a realidade das mudanças climáticas e ter fé nas medidas extremas tomadas para combatê-las. Não podem rechaçar as notícias das quais não gostam, menosprezando-as como fake news. Devem deixar de lado o nacionalismo e os ressentimentos de classe e raça. Têm que fazer sacrifícios em nome das nações longínquas ameaçadas e das distantes gerações futuras. Precisam ficar em permanente estado de terror com os verões mais quentes e com os desastres naturais mais frequentes, em vez de simplesmente se acostumar a eles. Todos os dias, em vez de pensar no café da manhã, é imprescindível que pensem na morte.

 

Podem me chamar de pessimista ou de humanista, mas não creio que a natureza humana vá mudar fundamentalmente no futuro próximo. Posso simular 10 mil cenários no meu modelo mental e em nenhum deles vislumbro a meta de 2 graus sendo atingida.

A julgar por pesquisas de opinião recentes que mostram que, em sua maioria, os norte-americanos (muitos deles republicanos) são pessimistas com relação ao futuro do planeta, e levando-se em consideração o sucesso de um livro como o angustiante A Terra Inabitável, de David Wallace-Wells,[2] lançado este ano, não fui o único a chegar a essa conclusão. Mas persiste alguma relutância em alardeá-la. Alguns ativistas do clima alegam que o reconhecimento público de que não há como solucionar o problema tiraria das pessoas o ânimo para tomar qualquer providência em prol do planeta. Isso me parece não apenas uma conjectura arrogante, mas ineficaz, dado o pouco progresso que temos para mostrar até o momento. Os ativistas que recorrem a esse argumento me trazem à mente os líderes religiosos temerosos de que, sem a promessa da salvação eterna, as pessoas não se dariam ao trabalho de se comportar bem. Na minha experiência, os incrédulos não são menos amorosos com os vizinhos do que as pessoas que manifestam uma crença religiosa. E então eu me pergunto o que aconteceria se, em vez de negar a realidade, disséssemos a verdade.

Para começo de conversa, mesmo que não possamos mais ter a esperança de ser salvos de 2°C de aquecimento, ainda há uma forte justificativa prática e ética para reduzir as emissões de carbono. A longo prazo, provavelmente não faz diferença o quanto ultrapassaremos o limite de 2 graus; tão logo atingirmos o ponto sem volta, o mundo começará a se transformar por si só. No mais curto prazo, entretanto, medidas pouco efetivas são melhores do que medida nenhuma. Cortar pela metade as nossas emissões tornaria um tanto menos danosos os efeitos imediatos do aquecimento e adiaria um pouco o ponto sem retorno. O aspecto mais aterrorizante das mudanças climáticas é a velocidade com que estão avançando, a violência com que estraçalham quase mês a mês os recordes de temperatura. Se a ação coletiva resultasse em um único furacão devastador a menos ou em apenas alguns anos a mais de relativa estabilidade, já compensaria o esforço.

A bem da verdade, valeria a pena buscar esse objetivo mesmo que ele não tivesse efeito algum. Não sermos capazes de preservar um recurso finito mesmo dispondo de medidas de conservação, adicionar carbono à atmosfera desnecessariamente quando sabemos muito bem o que o carbono está fazendo com ela é, para dizer sem rodeios, errado. Embora as ações de um único indivíduo tenham efeito nulo no clima, isso não significa que elas sejam desprezíveis e desprovidas de sentido. Cada um de nós tem uma escolha ética a fazer. Durante a Reforma Protestante, quando o “fim dos tempos” não passava de uma abstração, não a coisa horrivelmente concreta que é hoje, uma questão doutrinária fundamental era se o indivíduo deveria realizar boas ações porque isso lhe garantiria um lugar no Céu ou se deveria fazê-las simplesmente por serem boas – porque, embora o Céu seja um ponto de interrogação, sabe-se que este mundo seria melhor se todos fizessem o bem. Posso respeitar o planeta e me importar com as pessoas com quem eu o compartilho sem acreditar que isso me salvará.

Mais do que isso, uma falsa esperança de salvação pode ser tremendamente prejudicial. Se insistir em acreditar que a catástrofe pode ser evitada, você estará se comprometendo a enfrentar um problema tão imenso que precisa ser a prioridade absoluta de todos para sempre. Um estranho efeito colateral disso é uma espécie de complacência. Votando em candidatos que defendem a pauta ecológica, indo de bicicleta para o trabalho, evitando viajar de avião, você talvez julgue que está fazendo tudo o que pode em benefício da única coisa digna desses sacrifícios. Ao passo que, se você aceitar a realidade de que o planeta em breve aquecerá a ponto de ameaçar a civilização, há um bocado de outras coisas mais que você deveria fazer.

 

Nossos recursos não são infinitos. Mesmo se empenharmos a maior parte deles na aposta arriscada de salvação por meio da redução de emissões de carbono, não é prudente investir todos eles. Cada bilhão de dólares gasto em trens de alta velocidade, que podem ou não ser adequados para a América do Norte, é um bilhão não destinado à preparação para desastres, obras de reconstrução em países inundados por enchentes ou ajuda humanitária futura. Todo megaprojeto de energia renovável que destrói um ecossistema vivo – o desenvolvimento de energia “verde” que vem ocorrendo nos parques nacionais do Quênia, os projetos gigantescos de hidrelétricas no Brasil, a construção de usinas solares em espaços abertos, em vez de áreas povoadas – corrói a resiliência de um mundo natural que já luta para se manter vivo. O esgotamento do solo e da água, o uso excessivo de agrotóxicos, a devastação de recursos pesqueiros no mundo todo: a vontade coletiva é necessária também para atacar esses problemas, cuja solução está a nosso alcance – ao contrário do que acontece com a questão do carbono na atmosfera. Como um bônus, muitas ações de conservação de baixa tecnologia (restaurar florestas, manejar pastagens, comer menos carne) podem reduzir nossa pegada de carbono com a mesma eficácia de mudanças industriais de grande envergadura.

A guerra total e irrestrita às mudanças climáticas só fazia sentido enquanto fosse uma batalha vencível. Tão logo aceitarmos que já a perdemos, outros tipos de ação assumirão um significado maior. A preparação para incêndios, enchentes e acolhimento de refugiados é um exemplo diretamente pertinente. Mas a catástrofe próxima salienta a urgência de quase todas as ações para melhorar o mundo. Em tempos de caos crescente, as pessoas buscam proteção no tribalismo e na força armada, e não no estado de direito, e nossa melhor defesa contra esse tipo de distopia é manter em funcionamento as democracias, os sistemas jurídicos e as comunidades. Nesse sentido, qualquer movimento em direção a uma sociedade civil mais justa pode ser considerado agora uma ação climática expressiva. Garantir eleições justas é uma ação climática. Combater a extrema desigualdade na distribuição de renda é uma ação climática. Desligar as máquinas de ódio nas redes sociais é uma ação climática. Instituir políticas humanitárias de imigração, defender a igualdade racial e de gênero, promover o respeito pelas leis e por sua aplicação, apoiar uma imprensa livre e independente, livrar o país das armas de fogo – tudo isso são ações climáticas significativas. Para sobreviver ao aumento das temperaturas, todo sistema, seja do mundo natural ou humano, precisará ser o mais forte e saudável que pudermos torná-lo.

E há ainda a questão da esperança. Se sua esperança para o futuro depende de um cenário desenfreadamente otimista, o que você fará daqui a dez anos, quando o cenário se tornar impraticável, mesmo em teoria? Desistir de vez do planeta? Tomando emprestados os conselhos dos planejadores financeiros, posso sugerir um portfólio mais equilibrado de esperanças, algumas delas de longo prazo, outras de mais curto prazo. Tudo bem lutar contra as limitações da natureza humana, na esperança de mitigar a pior parte do que está por vir, mas é igualmente importante travar batalhas menores e de âmbito mais local que você tenha alguma esperança concreta de vencer. Continue, sim, a fazer a coisa certa para o planeta, mas tente também salvar o que você ama especificamente – uma comunidade, uma instituição, uma localidade ainda intocada, uma espécie ameaçada – e anime-se com suas pequenas conquistas. Qualquer coisa boa que você fizer agora será sem dúvida uma cobertura de proteção contra um futuro mais quente, mas o mais importante é que é bom hoje. Enquanto você tiver algo para amar, terá motivo para nutrir esperança.

Em Santa Cruz, na Califórnia, onde moro, há uma organização chamada Homeless Garden Project (Projeto Jardim dos Sem-teto). Em uma pequena fazenda na Zona Oeste da cidade, a iniciativa oferece aos moradores de rua emprego, treinamento, apoio e um senso de comunidade. Não dá conta de “resolver” o problema da população sem-teto do município, mas está mudando a vida das pessoas, uma de cada vez, há quase trinta anos. Mantendo-se em parte graças à venda de produtos orgânicos, contribui de maneira mais ampla para uma revolução na maneira como enxergamos as pessoas carentes, a terra da qual dependemos e o mundo natural ao nosso redor. No verão, como membro desse programa de agricultura apoiado pela comunidade, saboreio a couve e os morangos, e no outono, quando a terra está viva e sem contaminantes, pequenas aves migratórias encontram sustento nos sulcos do solo.

Pode ser que chegue o momento, mais cedo do que qualquer um de nós imagina, em que os sistemas da agricultura industrial e do comércio global se esfacelarão e o número de desabrigados superará o de pessoas com uma casa para morar. Nesse ponto, a agricultura local tradicional e comunidades fortes não serão mais apenas chavões da esquerda progressista. A bondade para com os vizinhos e o respeito pela terra – cultivar o solo saudável, administrar a água com sabedoria, preocupar-se com os polinizadores – serão essenciais nas crises e na sociedade que vier a sobreviver, seja ela qual for. Um projeto como o Homeless Garden me oferece a esperança de que o futuro, embora sem dúvida pior que o presente, também possa, de alguma forma, ser melhor. Acima de tudo, porém, me dá esperança para hoje. J

[1] O Green New Deal (ou “New Deal Verde”) é um projeto apresentado em fevereiro de 2019 pela deputada Alexandria Ocasio-Cortez e pelo senador Ed Markey, ambos do Partido Democrata, propondo um novo modelo sustentável para eliminar a poluição, enfrentar as mudanças climáticas e converter os Estados Unidos em uma economia neutra em carbono até 2050; o plano segue os moldes do New Deal, conjunto de reformas promovidas no governo Franklin Roosevelt que transformou o paradigma de desenvolvimento norte-americano após a crise financeira de 1929. (N.T.)

 

[2] Lançado no Brasil pela Companhia das Letras, o livro teve um trecho publicado na piauí_153, junho, sob o título Desastres em Cascata. (N. da R.)

 

Jonathan Franzen

Escritor e ensaísta norte-americano, é colaborador da New Yorker. Seu romance mais recente é Pureza, lançado pela Companhia das Letras

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