CRÉDITOS: ANDRÉS SANDOVAL_2026
“Somos brasileiros”
Um escritor narra as histórias da imigração japonesa
Tatiane de Assis | Edição 233, Fevereiro 2026
Na escola, o adolescente Oscar Nakasato era o “CDF gente boa”, com quem os colegas queriam estudar antes da prova. Também era um leitor voraz, desde a infância. Primeiro, foram os gibis típicos de sua geração, como Turma da Mônica, Pato Donald, Tio Patinhas. Depois, vieram os romances A ilha perdida e Éramos seis, da escritora paulista Maria José Dupré (1898-1984). “Aos 13, 14 anos, eu já lia Machado de Assis e Eça de Queiroz”, ele recorda. De vez em quando, como todo adolescente, Nakasato fazia pose: “Na biblioteca do colégio, havia uma edição de Os irmãos Karamázov, de Dostoiévski. Era um livro de capa dura, na cor vermelha. Nem li na época, mas ficava circulando com ele para impressionar os outros estudantes.”
Hoje, com 62 anos e três romances publicados – Nihonjin (2011), Dois (2017) e Ojiichan (2024) –, Nakasato não sabe definir bem de onde veio seu interesse pelos livros. A escola certamente influiu, mas ele não se lembra de um professor específico que lhe tenha indicado leituras marcantes.
Reportagens apuradas com tempo largo e escritas com zelo para quem gosta de ler: piauí, dona do próprio nariz
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