anais da tragédia brasileira II

O rescaldo

Algumas das peças atingidas pelo incêndio no Museu Nacional e retratadas pela artista Carla Caffé ao longo desta edição

Carla Caffé

p.18_ESQUELETO DE DINOPRATA
Descoberto em Prata, município de Minas Gerais, o titanossauro era herbívoro e media 13 metros de comprimento. As rochas da localidade onde vivia remontam ao Cretáceo Superior e têm de 65,5 a 99,6 milhões de anos. 

p.18_TROPIDACRIS COLLARIS
Gafanhoto que povoa a América do Sul e compunha a coleção entomológica do museu.

 

p.20_ALBATROZ GIGANTE EMPALHADO
Catalogada originalmente pelo zoólogo e botânico sueco Carlos Lineu em 1758, é uma das maiores espécies voadoras do Brasil. Pode chegar a 3 metros de envergadura. Oceânica, vive principalmente nas altas latitudes do hemisfério Sul.

 

p.20_BLABERUS MACURUS
Natural da Venezuela, é a maior barata silvestre descrita no mundo. Tem 9 centímetros de comprimento.

 

p.22_CRATERA EM SINO
Cerâmica produzida pelos italiotas, povo pré-românico, originário da Grécia, que habitou a Península Itálica. A peça datava do século IV a.C.

 

p.22_EULACHNESIA MONNEI
Escaravelho do Amazonas.

 

p.24_AFRESCO DE POMPEIA
Proveniente do Templo de Ísis, na extinta cidade de Pompeia, data do século I e chegou ao Brasil em 1855. Foi um presente de dom Fernando II, rei das Duas Sicílias.

 

p.24_RÉPLICA DO THALASSODROMEUS SETHI
p.26_ESQUELETO DE PREGUIÇA-GIGANTE
Hoje extinto, o mamífero vivia no Rio Grande do Sul, tinha 3 metros de comprimento e pesava aproximadamente 1,5 tonelada. Era herbívoro.

 

p.26_PARIDES ASCANIUS
Borboleta típica da restinga fluminense. Foi o primeiro inseto a entrar na lista das espécies brasileiras ameaçadas de extinção.
p.28_URNA CERIMONIAL MARAJOARA
Coletada no Pará, a cerâmica tinha entre 600 e 1 600 anos.

 

p.28_GATO MUMIFICADO
Os antigos egípcios não mumificavam apenas os seres humanos, mas também os animais, em especial o gato, cujas múmias ofereciam à deusa Bastet.

 

p.42_CRÂNIO DE LUZIA
Esqueleto humano mais antigo já descoberto nas Américas. Foi de uma mulher que viveu no interior de Minas Gerais. Encontrado em 1974 por uma missão de pesquisa franco-brasileira, tinha cerca de 13 mil anos. O antropólogo e arqueólogo mineiro Walter Neves o batizou na década de 90.

 

p.42_MÁSCARA TIKUNA
Oriunda do Amazonas, é uma das máscaras indígenas observadas e desenhadas por Jean-Baptiste Debret durante a Missão Artística Francesa (1816-31).

 

p.44_ROSTO DE LUZIA
Foi esculpido no fim do século XX por Richard Neave, especialista britânico em reconstrução de faces. Quando morreu, Luzia tinha aproximadamente 20 anos.

 

p.44_ESQUELETO DE BALEIA JUBARTE
A maior e mais completa ossada de baleia jubarte existente no país. Tinha 5 mil anos e 17 metros de comprimento. Foi montada há mais de um século no museu e restaurada para o bicentenário da instituição.

 

p.48_ARARA-AZUL-GRANDE EMPALHADA
Ameaçada de extinção, é a maior arara do mundo. Habita a América do Sul, especialmente o Pantanal e as veredas do cerrado brasileiro. Foi descrita pela primeira vez em 1790.

 

p.54_ARMADURA DE MADEIRA
Coletada em Vancouver, no Canadá. Pertencia à coleção de artefatos produzidos na costa do Pacífico.

 

p.54_CETRO INDÍGENA
Originário do Amazonas, provavelmente integrou o conjunto de cetros parintintins que fez parte da Exposição Antropológica de 1882, realizada no museu.

 

p.56_ESTÁTUA DA DAMA TAKUSHIT
A peça de madeira, coberta de gesso, representava uma mulher que exercia a função sacerdotal de “esposa do deus Amon”, no Egito Antigo. Foi confeccionada na extinta cidade de Tebas, por volta de 730 a.C.

 

p.57_PENTE
Utensílio do século XIX, provavelmente de ébano, que os povos de língua suaíli usavam na costa oriental da África.

 

p.60_CABEÇA DE ESTATUETA ANTROPOMORFA FEMININA
Confeccionada em argila no Pará, entre os séculos XI e XIV. Pertencia à cultura Santarém, que floresceu na região do Baixo Tapajós e se notabilizou por produzir uma cerâmica de estilo muito peculiar.

 

p.60_BONECA KARAJÁ DE BARRO COZIDO
Criada pela artesã Uèriko Oexaro, foi adquirida em 1979 na aldeia indígena Santa Isabel do Morro, que se localiza na Ilha do Bananal (TO).

 

p.62_CAIXÃO DE SHA-AMUN-EN-SU
Feito de madeira na antiga cidade de Tebas, aproximadamente em 750 a.C. Abrigava o corpo da cantora e sacerdotisa Sha-Amun-en-su. Foi presenteado a D. Pedro II em 1876, quando ele visitou o Egito pela segunda vez. No Brasil, ninguém jamais abriu o esquife, pois o monarca queria conservar a múmia intacta.

 

p.62_BONECA KARAJÁ
Coletada em 1959 na aldeia indígena Santa Isabel do Morro (TO). A escultora é a artesã Xureia.

 

p.64_ESCUDO INDÍGENA TRANÇADO
Proveniente do Amazonas, foi feito pelos tukanos.

 

p.65_VASO COM EFÍGIE DE D. PEDRO II
Ficava na sala de jantar do Palácio de São Cristóvão. A família imperial fazia a última refeição do dia às cinco da tarde para que, às nove da noite, as princesas pudessem se recolher.

 

p.66_MÁSCARA FOLHEADA A OURO
Cobria a face das múmias no Egito Antigo e tinha a feição idealizada do morto.

 

p.66_MÚMIA AYAMARA
Descoberto na fronteira do Peru com a Bolívia, perto do lago Titicaca, o cesto funerário indígena envolvia um homem que morreu entre os 30 e 40 anos.

 

p.70_URNA FUNERÁRIA ANTROPOMORFA
Cerâmica do povo maracá, que habitou o sul do Amapá há cerca de mil anos.

 

p.72_VASO GLOBULAR MARAJOARA
Cerâmica pintada em preto e branco, com motivos geométricos que remetiam ao movimento das águas. Foi encontrada no Pará e produzida entre 400 e 1400 da Era Cristã.

 

p.72_ESTATUETA ANTROPOMORFA FEMININA
Outra peça de argila representativa da cultura Santarém. A figura, com membros inferiores hiperdimensionados e superiores atrofiados, exibia tapa-sexo em forma de tanga, lóbulos perfurados, grinalda nos cabelos, adorno nos braços e vestígios de pintura corporal em preto e vermelho.

 

p.78_ESCULTURA FEMININA SEM CABEÇA
De mármore branco e rosado, estava entre os objetos descobertos numa tumba, em 1853, durante escavações na Itália. Tratava-se de uma estatueta em estilo kóre, tipo escultórico da Grécia Antiga.

 

p.78_SANDÁLIA REAL
Presente de Adandozan – rei do Daomé, atual Benin – ao príncipe regente D. João em 1810.

 

 

Carla Caffé

É arquiteta e diretora de arte para cinema, televisão e teatro

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