esquina

O sol e o peixe

A pesca no rio Araguaia

Paulo Raviere
ILUSTRAÇÃO: ANDRÉS SANDOVAL_2016

“Se fosse só pelo peixe, bastava comprar no mercado”, explicou Sinval Dias Borges enquanto fatiava um limão. “Mas os pescadores pagam é pela experiência”, completou, ao mesmo tempo que esmagava as fatias num copo com vodca e açúcar. Borges tem 48 anos e uma pousada em Luiz Alves, vila goiana pertencente a São Miguel do Araguaia, município de 22 mil habitantes que se localiza a 475 quilômetros de Goiânia, na divisa com Mato Grosso e Tocantins. Além de fazer de tudo no estabelecimento, o hoteleiro é o intermediário entre os barqueiros locais e a multidão de turistas que visita o vilarejo.

O turismo de pesca vem crescendo no Centro-Oeste, em particular no rio Araguaia. Luiz Alves chega a receber anualmente 10 mil pessoas, provindas em geral do Sudeste, de Goiânia e de Brasília ou de países como Argentina, Estados Unidos e Japão. Os pescadores preferem ir à vila quando a água está baixando, em meados de abril, ou nas primeiras chuvas, por volta de outubro, períodos em que os cardumes ficam mais cheios e se aproximam do núcleo urbano.

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Paulo Raviere

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