esquina

Solidão no balancê

Um teleférico olímpico às moscas

Taisa Sganzerla
ILUSTRAÇÃO: ANDRÉS SANDOVAL_2016

O relógio da estação de metrô de North Greenwich, localizada à beira do Tâmisa, no sudeste de Londres, marca sete e meia da manhã. O sol ainda não saiu e a temperatura não passa dos 2 graus centígrados, mas a cidade já despertou: rostos sonolentos fazem fila na cafeteria, corpos se apinham nas escadas, avisos ressoam nos alto-falantes. A cerca de 300 metros dali, um outro terminal não desfruta do mesmo movimento: em plena hora do rush, um teleférico que conecta as duas margens do rio está praticamente deserto.

O faxineiro equatoriano Luís Caisapasto desembaça a janela da bilheteria do teleférico, que a essa hora ainda não tem bilheteiro. O romeno Razvan Neacsu, funcionário encarregado de dar boas-vindas aos passageiros, se apoia numa parede enquanto confere o celular. Um jovem de jaqueta de náilon e jeans surrados caminha apressado e o cumprimenta antes de passar pelas catracas. É o engenheiro de incêndio Leyton Halle, de 31 anos, que trabalha na margem oposta. Ele é um dos poucos usuários rotineiros do Emirates Air Line, o teleférico londrino cujo custo mensal de manutenção é de 500 mil libras por mês – quase 3 milhões de reais.

MATÉRIA FECHADA PARA ASSINANTES

Taisa Sganzerla

Leia também

Últimas Mais Lidas

STJ, novo ringue de Bolsonaro

Tribunal tem papel decisivo na crise entre presidente e governadores

Witzel a Jato 

Celeridade da Procuradoria da República contra governador do Rio surpreende na operação que expôs contratos da primeira-dama com um dos maiores fornecedores do estado

Esgares e sorrisos

Cinemateca Brasileira em questão

Sem prova nem lápis emprestado

Estudante brasileira em Portugal relata transformações na rotina escolar depois da epidemia de Covid-19

Na contramão do governo, brasileiros acreditam mais na ciência

Pesquisa inédita aponta que, durante a pandemia, 76% dos entrevistados se mostraram mais interessados em ouvir orientações de pesquisadores e cientistas

Médico no Rio se arrisca mais e ganha menos

Governo Witzel corta adicionais de insalubridade de profissionais que atuam contra a Covid-19 em hospital da Uerj

Maria vai com as outras #8: Ela voltou

Monique Lopes, atriz pornô e acompanhante, fala novamente com Branca Vianna, agora sobre seu trabalho durante a pandemia do novo coronavírus

Autor de estudo pró-cloroquina admite erros em pesquisa

Enquanto isso, maior investigação já realizada sobre a droga reitera que não há benefício comprovado contra Covid-19 e alerta para riscos

Mortos que o vírus não explica

Belém tem quase 700 mortes a mais do que o esperado apenas em abril; oficialmente, Covid-19 só matou 117

Mais textos
1

Dentro do pesadelo

O governo Bolsonaro e a calamidade brasileira

2

Mortos que o vírus não explica

Belém tem quase 700 mortes a mais do que o esperado apenas em abril; oficialmente, Covid-19 só matou 117

3

Autor de estudo pró-cloroquina admite erros em pesquisa

Enquanto isso, maior investigação já realizada sobre a droga reitera que não há benefício comprovado contra Covid-19 e alerta para riscos

4

Amazônia perto do calor máximo

Pesquisa inédita revela que, acima de 32 graus Celsius, florestas tropicais tendem a emitir mais carbono na atmosfera do que absorver

5

Nem limão, nem feijões: sem milagres contra a Covid-19

Ministério Público e polícia investigam “receitas infalíveis” contra o vírus

6

Médico no Rio se arrisca mais e ganha menos

Governo Witzel corta adicionais de insalubridade de profissionais que atuam contra a Covid-19 em hospital da Uerj

8

Uma biografia improvável

O que são vírus – esses parasitas que nos deram nada menos que 8% do nosso DNA

9

Lockdown à brasileira

Como estados e municípios usam estratégias de confinamento com prazos e métodos distintos contra a Covid-19

10

Foro de Teresina #101: Bolsonaro sob pressão

O podcast de política da piauí discute os principais fatos da semana