esquina

Solidão no balancê

Um teleférico olímpico às moscas

Taisa Sganzerla
ILUSTRAÇÃO: ANDRÉS SANDOVAL_2016

O relógio da estação de metrô de North Greenwich, localizada à beira do Tâmisa, no sudeste de Londres, marca sete e meia da manhã. O sol ainda não saiu e a temperatura não passa dos 2 graus centígrados, mas a cidade já despertou: rostos sonolentos fazem fila na cafeteria, corpos se apinham nas escadas, avisos ressoam nos alto-falantes. A cerca de 300 metros dali, um outro terminal não desfruta do mesmo movimento: em plena hora do rush, um teleférico que conecta as duas margens do rio está praticamente deserto.

O faxineiro equatoriano Luís Caisapasto desembaça a janela da bilheteria do teleférico, que a essa hora ainda não tem bilheteiro. O romeno Razvan Neacsu, funcionário encarregado de dar boas-vindas aos passageiros, se apoia numa parede enquanto confere o celular. Um jovem de jaqueta de náilon e jeans surrados caminha apressado e o cumprimenta antes de passar pelas catracas. É o engenheiro de incêndio Leyton Halle, de 31 anos, que trabalha na margem oposta. Ele é um dos poucos usuários rotineiros do Emirates Air Line, o teleférico londrino cujo custo mensal de manutenção é de 500 mil libras por mês – quase 3 milhões de reais.

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