esquina

Uma sala para Evo

Escritório fecha as portas em SP

Vinicius Mendes
ILUSTRAÇÃO: Andrés Sandoval_2019

Na manhã de 12 de novembro, quando Evo Morales desembarcou no aeroporto da Cidade do México, o militante político Zenovio López visitou pela última vez a sala de cerca de 3 m2 em que havia trabalhado na campanha do ex-presidente boliviano em São Paulo. O espaço, situado nos fundos de um salão de cabeleireiro na Rua Coimbra, reduto de imigrantes bolivianos no bairro do Brás, serviu de diretório do Movimento Al Socialismo (MAS), partido de Evo. Funcionou de setembro até a semana anterior à eleição, ocorrida em 20 de outubro.

Quem ia ao salão não supunha que ali houvesse outro estabelecimento. López ergueu uma parede de gesso para ter alguma privacidade, dividindo bem os espaços. Mas isso não impedia que as conversas no salão invadissem o diretório, e que as discussões políticas fossem ouvidas pelos cabeleireiros e seus clientes. “Não me incomodavam. Também somos masistas”, disse o cabeleireiro Andres Vaca.

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Vinicius Mendes

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