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    As equipes de resgate no local do desastre: dois anos depois, Trajano voltou à Varig para comprar nova passagem à Europa, contou que estava no avião que caiu, nunca chegou ao destino e disse: “Acho até que merecia ganhar uma passagem” CRÉDITO: REPRODUÇÃO_MUSEU DOS BOMBEIROS DE PARIS_1973

anais da memória

Num avião em queda, cinco minutos de pavor

O relato de um sobrevivente de um acidente com 123 mortos

Pedro Tavares | 21 ago 2023_15h38
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Ouça agora um trecho da reportagem sobre o único passageiro a sobreviver ao acidente com o Boeing da Varig, que caiu em 11 de julho de 1973 nos arredores do aeroporto de Orly, em Paris. 

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Sentado à janela na poltrona 27-F, na penúltima fileira do Boeing da Varig, Ricardo Trajano percebeu uma fumaça fina e branca que vinha dos fundos, próxima aos banheiros. 

 

Numa atitude instintiva, decidiu caminhar para a frente da aeronave. O comissário mandou Trajano retornar ao seu assento e colocar o cinto de segurança. 

 

Ele ignorou a orientação.

 

A fumaça começava a se espalhar. 

 

Na cabine, o comandante informou à torre de controle do aeroporto de Orly, em Paris, que havia “problema de fogo a bordo” e precisaria fazer uma “descida urgente”. 

 

Faltavam menos de 10 km para alcançar a pista do aeroporto. 

 

A fumaça, antes branca e fina, agora ficara escura e densa. 

 

A tensão evoluiu para o pavor. 

 

Trajano, a essa altura, já estava próximo a cabine de comando.

 

Assim que a torre autorizou o pouso, o avião desceu a 2 mil pés e, com o movimento brusco, quem estava de pé desabou no chão. 

 

Às 14h03, a 5 km da pista de pouso, o equivalente a 1 minuto de voo, os pilotos, ao perceberem que a fumaça espessa e tóxica tomava a aeronave, resolveram fazer o pouso forçado mesmo antes da pista. 

 

Quando o avião tocou a plantação situada a 20 km de Paris, deu-se um estrondo. 

 

“O barulho mais alto que ouvi na vida. Depois disso, desmaiei”, lembrou Trajano.

 

Leia a íntegra da reportagem de Pedro Tavares sobre o passageiro sobrevivente do voo 820 na edição de agosto da piauí.

 

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