Imagem: Allan Sieber
O que Demi Moore ensina sobre a jornada do cliente
Um coach de LinkedIn ajusta o mindset para o Oscar
*Por Gabriel Jareta
Para se destacar no LinkedIn, é preciso ter dedicação. Cuidado com erros gramaticais. Destaque suas realizações e elogios. Não perca a oportunidade de ensinar alguma coisa, mesmo que você mesmo não tenha aprendido.
Se você já preencheu seus dados pessoais, contou sobre sua experiência profissional, postou foto do Sonho de Valsa que ganhou do RH, está na hora de levar seu perfil no LinkedIn para outro patamar, trazendo inputs de assuntos do momento atrelados a lições edificantes. Mas quais assuntos?
Nestes dias de Carnaval, é tentador discorrer sobre a responsabilidade do mestre-sala e da porta-bandeira como analogia à solidão resignada daquele departamento de duas pessoas que carregam uma meta nas costas. Ou deslindar o etarismo dos corredores à luz da marchinha da pipa. Ou mesmo comparar funcionário que se mexe pouco e quer aparecer muito aos bonecos de Olinda.
Mas o Oscar neste ano está mais forte nos trending topics e tem muito mais storytelling para um catch up com suas conexões.
Enquanto vocês correm para comprar meu curso online, que tem vagas limitadas, preparei aqui um free trial com exemplos de posts para impressionar os colegas e atrair headhunters. Use e abuse de ponto e vírgula (para dar um ar de seriedade) e do site Dicionário de Sinônimos, para que o vocabulário cinzelado impressione seus alocutários. Maximize seu tempo: ver os filmes é completamente dispensável e nas horas de O Brutalista dá para matar O Poder do Foco!
O que A Substância pode nos ensinar sobre a jornada do cliente?
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Muita gente tem comentado sobre a atuação de Demi Moore no filme, mas vocês já pararam para pensar sobre como a tal substância chegou até ela?
Em primeiro lugar, vamos reconhecer que a definição de ICP (Perfil de Cliente Ideal) da empresa foi perfeita! Soube ler as dores e aspirações do potencial consumidor. Afinal, quem não ia querer uma versão de si mesma com tudo em cima?
Sigam comigo:
- A personagem de Demi foi #atraída pelo marketing da substância (ponto para a prova social!), avaliou os diferenciais na etapa da #consideração de compra e tomou sua #decisão;
- O onboarding foi muito assertivo, o que contribuiu para a #retenção do cliente: design minimalista e user experience descomplicada! No friction!;
- O time de customer service estava a postos para tirar todas as dúvidas, um passo essencial para quem quer transformar o cliente em #divulgador.
Uma verdadeira aula!
SPOILER! Uma pena que o time de produto ainda não tenha resolvido algumas issues bem desagradáveis…
E você, usaria a substância para ficar linda e jovem? Comenta aqui!
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Anora e a arte de converter um lead high-ticket
Esqueça tudo o que você sabe sobre convencer leads frios a comprar seus produtos mais high-ticket logo de cara!
Saí do cinema impactado!
Anora (ou Ani) usou um mix de metodologias para fechar o maior negócio de sua vida.
→ Sem mandar mensagens invasivas!
→ Sem tráfego pago!
→ Apenas com intuição e estratégia!
Social selling não é sobre jogar iscas e importunar seus leads, mas sobre construir conexões verdadeiras.
Curta o post, conecte-se comigo e comente “Roleta Russa” que eu mando o link do e-book no seu direct!
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O CEO foi promovido ao andar de cima… E agora?
Como um profissional da área de People, sou constantemente #desafiado a transformar problemas do dia a dia em entregas mais estratégicas na gestão de pessoas.
O filme Conclave me trouxe muito thought material nesse sentido – afinal, até uma companhia gigantesca, com mais de 2 mil anos de tradição e quase 1,5 bilhão de #customers em todo o mundo, tem as mesmas dificuldades de qualquer multinacional: processos de sucessão engessados, cismas na cultura organizacional e o famoso rádio-peão. O falecimento do #CEO retratado no filme deixa isso evidente.
Muita gente me pergunta o que eu faria se fosse CPO (Chief People Officer) do Vaticano. Bom, vamos lá:
– Painel de competências para avaliação dos cardeais: considerando capacidade de oratória, domínio do latim, números de engajamento (um perfil ativo no TikTok é diferencial);
– Valorização das soft skills, como um forte background em resolução de conflitos: afinal, técnica pode ser ensinada, cultura e fé, não. O programa “Cardeal do Mês” poderia premiar os cardeais mais comprometidos com a cultura organizacional – contando pontos para um futuro conclave #planodecarreira;
– Investimento em endomarketing: ao ferir o 8º mandamento, a rádio-peão pode ter um papel #desastroso na escolha do Santo Padre. Por isso, a comunicação deve ser assertiva, com newsletters diárias sobre o andamento do conclave, orações dos santos do dia e campanhas de boas práticas eclesiais;
– Sistema de votação ágil e transparente: um Google Forms substituiria com louvor o processo demorado de nomes em cédulas, rodadas de escrutínios, queima de papéis e poluição do meio ambiente com fumaça;
– Finalmente, um programa de onboarding para os primeiros cem dias do Papa, garantindo uma transição sem sustos e o time #engajado;
– BÔNUS: um programa de mentoria com papas aposentados (posição em aberto).
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A Top Voice Fernanda Torres dá a dica para conquistar destaque no mercado internacional:
Se você está totalmente #OpenToWork e deseja o mercado americano, você precisa arrasar nas entrevistas em #English, como fez nossa estrela do cinema. Se no seu vocabulário no idioma de Shakespeare e Joe Rogan só te vem à cabeça expressões como bets, jackpot e Fortune Tiger, você começou errado.
Reze para que a vaga não esteja na Gupy. Se o diretor tivesse feito a seleção por lá, a Fátima estaria até agora comendo esfiha do Seu Chalita.
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O Brutalista e o empreendedor brasileiro: o que fica de pé no final?
Saindo de uma sessão de três horas e meia de O Brutalista, com o derrière mais quadrado que os prédios do protagonista, me peguei pensando sobre meus próprios desafios como empreendedor. A história daquele arquiteto obstinado me deu um clique, e não demorou a cair a ficha: empreender no Brasil tem muito mais a ver com a trajetória dele do que eu imaginava.
Construir algo grandioso exige mais que talento. Exige resiliência. No Brasil, então, essa é a palavra de ordem. Todo dia tem um novo obstáculo: a “burrocracia” sem fim, um pesadelo logístico de impostos, clientes imprevisíveis, fornecedores a um oceano de distância. E, no fim das contas, a gente precisa encarar tudo isso sozinho.
Você já parou para pensar nisso? Está construindo legado ou apenas empilhando tijolos?
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Seus divertidamentes estão se esforçando o suficiente?
Ideias de personagens para uma nova continuação do desenho da Pixar, ajustado para o cotidiano corporativo:
A resiliência
A bajulação
O engajamento
O desengajamento
A procrastinação
A reclamação pelo valor do vale-refeição
A fofoca
E um dos mais poderosos de todos: o ranço
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Práticas ESG em Emilia Pérez (e o perigo do greenwashing!)
Emilia Pérez navegava tranquilamente nas águas do universo ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança), assim como as empresas que hoje saem na frente e trazem mais resultados para seus stakeholders!
– Elenco internacional e diverso em uma trama sobre inclusão e justiça social;
– Uma narrativa tocante sobre transformação: deixar o passado criminoso para trás e construir um futuro melhor;
– A importância de soluções sustentáveis e éticas para endereçar desigualdades sociais;
Mas a história não era bem assim… e as críticas começaram a pipocar. Depois de atrair críticas de que estava estereotipando a cultura mexicana, as pessoas da comunidade LGBTQIAPN+, o narcotráfico, ainda teve de brinde a revelação de comentários preconceituosos de Karla Sofía Gascón.
Olhe, porém, ao seu lado. Há uns cinco cases piores a cada esquina da Faria Lima.