O terreno em Santa Cruz Cabrália abriga casas revestida por lona onde moram famílias indígenas do povo Pataxó Imagem: João Regis
Melhor que o CDB do Banco Master
A instituição que Daniel Vorcaro tenta vender para o Estado aceitou como garantia de um empréstimo milionário um terreno que valorizou 11 mil% em 36 dias
Quem chega ao bairro Geraldão, na periferia de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, percebe logo que a área não é própria para o turismo de luxo, tão frequente nas badaladas praias vizinhas. Ali, a piauí encontrou barracos de pau a pique embrulhados em lona de plástico preta, crianças brincando peladas no barro e uma plantação de mandioca. O principal terreno do local é enorme, com 541 mil m2, mas é o avesso do sonho de um investidor de alto padrão: fica a quase 3 km da praia, é reivindicado por dezenas de famílias do povo Pataxó que estão ali instaladas e está rodeado por um bairro pobre cujos muros estão repletos de pichações do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa dominante na área.
A história do imóvel é um capítulo das transações imobiliárias nebulosas que agora vêm à tona no bojo de outra operação controversa: a compra do Banco Master pelo BRB, o banco estatal de Brasília, anunciada em março passado e ainda sob análise do Banco Central.
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Repórter da piauí, é autor dos livros O Delator, Cocaína: A Rota Caipira e Cabeça Branca (Record)
Repórter, foi jornalista investigativo do Jornal Nacional e do Fantástico e duas vezes indicado ao Emmy. Trabalhou em jornais e revistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília
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