Igualdades

País de privilegiados

Luigi Mazza e Renata Buono
15abr2019_09h54

Num mesmo Brasil, há ao mesmo tempo dois países. De um lado, 122 milhões de pessoas – ou 59% da população – sobrevivem com renda de até um salário mínimo. De outro, um pequeno grupo de 2 milhões de pessoas concentra a mesma quantidade de dinheiro que 40% da população. Há desigualdade até no clube dos ricos: os mais afortunados de Brasília têm renda muito superior à dos ricos de outros estados. Nesta semana, a desigualdade brasileira é o assunto do =igualdades, seção dedicada a comparações visuais.

Um brasileiro que está entre o 1% mais rico da população tem renda equivalente à de quarenta pessoas que estão entre os 40% mais pobres.

No Brasil, para cada pessoa com renda acima de 5 mil reais, há catorze pessoas que recebem menos de 1 mil reais.

Ao todo, mais de 63 milhões de brasileiros vivem com renda de até meio salário mínimo (468 reais, segundo valores de 2017). Isso é o equivalente à população de duas Venezuelas.

A probabilidade de encontrar alguém abaixo da linha da pobreza no Maranhão é três vezes maior do que encontrar alguém nessa mesma situação em São Paulo.

No entanto, o número absoluto de pessoas abaixo da linha da pobreza no Maranhão (3,7 milhões) é quase metade do de São Paulo (6,7 milhões).

No Brasil, para cada pessoa branca que vive em um domicílio sem banheiro exclusivo, há quatro pessoas negras na mesma condição.

Os 10% mais ricos do Distrito Federal têm rendimento médio três vezes maior que os 10% mais ricos do Tocantins.

 

Fonte: Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, 2018.

Luigi Mazza (siga @LuigiMazzza no Twitter)

Repórter da piauí, produtor da rádio piauí e diretor do podcast Foro de Teresina

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

Renata Buono é designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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