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Em plena selva

    Brubeyk Garcia (centro) com Steven Bellino e Frank Giannuzzi: os americanos embarcavam para Nova York com 35 kg de ouro em uma mala rosa quando a carga foi apreendida pela polícia CRÉDITO: REPRODUÇÃO

boletim de ocorrência aurífera

Em plena selva

A trajetória de Brubeyk Nascimento, do biscoito de polvilho às toneladas de ouro contrabandeadas na Amazônia

Allan de Abreu | Edição 227, Agosto 2025

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Os biscoitos de polvilho acompanharam boa parte da vida de Brubeyk Garcia Nascimento, um goiano de 38 anos, estatura mediana e barba cerrada. Afinal, foi com a renda da Biscoito Estrella, uma pequena fábrica fundada por sua mãe no terreno da casa da família em Anápolis, que o rapaz pôde estudar em colégios particulares até se formar em engenharia. Mas foi outro produto, muito mais valioso, que fez dele um milionário quase da noite para o dia: o ouro da Amazônia. Entre 2019 e 2022, Nascimento comprou e vendeu nada menos que 4,6 toneladas de ouro, o que gerou um faturamento bruto de quase 1,5 bilhão de reais, de acordo com registros da Agência Nacional de Mineração (ANM). É o equivalente a 6,7% de toda a reserva de ouro do Banco Central do Brasil.

A maior parte desse ouro foi exportada para a Itália, de onde se espalhou pelo mundo, tomando múltiplas formas – entre elas, a de componentes eletrônicos em celulares da Apple ou de peças dos automóveis da Tesla. Para a Polícia Federal, é ouro ilícito, contrabandeado da Venezuela ou extraído de garimpos que arrasaram parte de terras indígenas do Pará e Roraima. De acordo com as investigações policiais, o ouro foi “lavado” por meio de um esquema envolvendo fraude nas autorizações de lavra em nome de cooperativas de garimpeiros no Sul paraense.

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