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    CRÉDITO: ANDRÉS SANDOVAL_2025

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Irmãs de cannabis

Uma irmandade na Califórnia que produz derivados de maconha

Felippe Aníbal | Edição 229, Outubro 2025

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A noite do último 13 de junho foi de Lua cheia na Califórnia. Em torno de uma fogueira acesa em uma pira de tijolos, sister Kate conduziu uma cerimônia simples. Com os cabelos cobertos por um véu branco, a mulher de 66 anos leu uma oração que falava sobre medo, fé, esperança e amor. Ao lado dela, estava a brasileira Francinne Mendes Weffort, que pela primeira vez participava de um rito das Sisters of the Valley (Irmãs do Vale), irmandade leiga – sem qualquer vínculo com as igrejas tradicionais – que se dedica à produção de medicamentos à base de maconha, a partir de uma abordagem espiritual e matriarcal.

“Para mim, foi uma noite especial porque usei o véu da irmandade pela primeira vez. Aproveitei o momento para agradecer também toda andança até aqui”, conta Weffort à piauí, por videoconferência. Nascida em Curitiba há 37 anos, ela é uma profissional de marketing que conciliou sua carreira com o ativismo em defesa de bandeiras como o feminismo e a liberação da maconha. Em agosto de 2024, quando fazia pesquisas sobre Cannabis, Weffort descobriu as Sisters of the Valley. Encantada com o projeto, escreveu um e-­mail para a irmandade, dizendo-se interessada em participar do grupo. A conversa evoluiu a ponto de as Sisters desenvolverem um programa de voluntariado, que não dispunham ainda.

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