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    Sidônio Palmeira: como ele parece ter tomado gosto pela briga, queria que as redes do governo protestassem quando a Câmara derrubou a medida da Fazenda para taxação de fintechs e bets CRÉDITO: KLEBER SALES_2025

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Os métodos – e a sorte – de Sidônio Palmeira, o chefe da comunicação de Lula

Luigi Mazza | Edição 231, Dezembro 2025

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Raul Rabelo se considera um irmão mais novo de Sidônio Palmeira. Ele também é publicitário, torcedor do Bahia e um homem de esquerda. Sua família é de militantes do PCdoB. O pai morreu jovem, de um linfoma agressivo. A mãe se casou novamente, com um colega de partido, a quem Raul Rabelo chama de pai. Nos estertores da ditadura, o casal conheceu Sidônio, um jovem correligionário que vinha se destacando como líder estudantil na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Cursava engenharia civil.

Sidônio obteve o diploma, mas nunca exerceu a profissão. Em vez disso, abriu em 1987 uma agência de publicidade, a Leiaute, em sociedade com um casal de amigos, Liani Sena e Carlos Eduardo Andrade. Quando Rabelo entrou para o curso de publicidade, nos anos 1990, seus pais arrumaram para ele um estágio na agência do amigo. O garoto chegou a rodar por outras empresas, mas acabou fincando os pés na Leiaute. Foi promovido a redator, a diretor de criação e, por último, a sócio. Tornou-se o braço direito do chefe. Aonde Sidônio vai, Rabelo o acompanha.

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