A Revista Newsletters Reportagens em áudio piauí recomenda piauí jogos
Podcasts
  • Foro de Teresina
  • ALEXANDRE
  • A Terra é redonda (mesmo)
  • Sequestro da Amarelinha
  • Maria vai com as outras
  • Luz no fim da quarentena
  • Retrato narrado
  • TOQVNQENPSSC
Vídeos
Eventos
  • Festival piauí 2025
  • piauí na Flip 2025
  • Encontros piauí 2025
  • Encontros piauí 2024
  • Festival piauí 2023
  • Encontros piauí 2023
Herald
Minha Conta
  • Meus dados
  • Artigos salvos
  • Logout
Faça seu login Assine
  • A Revista
  • Newsletters
  • Reportagens em áudio
  • piauí recomenda
  • piauí jogos
  • Podcasts
    • Foro de Teresina
    • ALEXANDRE
    • A Terra é redonda (mesmo)
    • Sequestro da Amarelinha
    • Maria vai com as outras
    • Luz no fim da quarentena
    • Retrato narrado
    • TOQVNQENPSSC
  • Vídeos
  • Eventos
    • Festival piauí 2025
    • piauí na Flip 2025
    • Encontros piauí 2025
    • Encontros piauí 2024
    • Festival piauí 2023
    • Encontros piauí 2023
  • Herald
  • Meus dados
  • Artigos salvos
  • Logout
  • Faça seu login
minha conta a revista fazer logout faça seu login assinaturas a revista
Jogos
piauí jogos

=igualdades

Um país ainda mais desigual

Plínio Lopes e Renata Buono | 11maio2020_10h46

A+ A- A

Um brasileiro que está entre os 10% mais ricos da população ganha o mesmo que 54 brasileiros entre os 10% mais pobres. E essa diferença cresceu nos últimos cinco anos por dois motivos: os ricos ficaram mais ricos, e os pobres, mais pobres. A desigualdade só diminuiu no Amapá e no Distrito Federal, mas aumentou nos outros 25 estados. O =igualdades desta semana mostra os abismos na renda dos brasileiros nos últimos anos.

Em 2015, um brasileiro no grupo dos 10% mais ricos recebia 39 vezes a renda de uma pessoa do grupo dos 10% mais pobres. Em 2019, a desigualdade cresceu, e o mesmo brasileiro passou a ganhar o mesmo que 54 pobres.

A desigualdade cresceu ainda mais na comparação entre os muito ricos – o 1% com maior renda – e os 10% mais pobres. Em 2015, um brasileiro muito rico o mesmo que 107 pessoas pobres. Em 2019, passou a receber o mesmo que 155 pobres.

 

Os pobres ficaram mais pobres. Em 2015, um brasileiro que estava entre os 10% mais pobres recebia R$ 142 mensais, em média. Em 2019, esse valor caiu 21% e foi para R$ 112. Ou seja, para cada R$ 100 que um pobre recebia em 2015, passou a receber R$ 79 em 2019.

Os muito ricos também ficaram mais ricos. Em 2015, alguém do 1% mais rico da população recebia R$ 15,2 mil, em média. Já em 2019, esse valor aumentou em 14% e foi para R$ 17,4 mil. Para cada R$ 100 que um rico recebia em 2015, passou a receber R$ 114 em 2019.

Roraima foi a unidade da federação onde a desigualdade mais cresceu. Em 2015, alguém do grupo dos 10% mais ricos do estado ganhava o mesmo que 33 pessoas do grupo dos 10% mais pobres. Em 2019, um rico ganhava o mesmo que 66 pobres. Isso aconteceu porque a renda dos mais pobres caiu pela metade. A cada R$ 100 reais que um pobre recebia em 2015, passou a receber R$ 45 em 2019.

 

A desigualdade só diminuiu em duas unidades da federação, Distrito Federal e Amapá, sendo que foi nesse estado a maior queda. Em 2015, considerando todos os rendimentos, uma pessoa dos 10% mais ricos do Amapá recebia por mês o mesmo que 43 do grupo dos 10% mais pobres. Em 2019, a diferença diminuiu, e um rico ganha o mesmo que 32 pobres. Isso aconteceu porque a renda dos mais ricos caiu 18% e a dos pobres subiu 11%. A cada R$ 100 reais que um rico recebia em 2015, passou a receber R$ 82 em 2019.

Os pobres são mais pobres no Maranhão: entre os 10% mais pobres, a renda domiciliar per capita média é R$ 41. E os ricos são mais ricos no Distrito Federal, onde quem está na faixa dos 10% mais ricos ganha em média R$ 10,8 mil. A cada R$ 1 que um maranhense pobre ganha, um rico no DF ganha R$ 263.

São Paulo e Distrito Federal têm os brasileiros mais ricos. No grupo dos 10% mais ricos, o DF tem renda mais alta (R$ 10,8 mil) que São Paulo (R$ 8,1 mil). Considerando só o 1% mais rico, São Paulo passa na frente (R$ 23,7 mil) do Distrito Federal (R$ 22,8 mil). Para cada R$ 100 que um paulista super-rico ganha, um do DF ganha R$ 96.

 

Fonte: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

* Foram considerados os rendimentos médios mensais domiciliares per capita. Todos os valores foram deflacionados para 2019.

 

Plínio Lopes (siga @Plluis no Twitter)

Repórter freelancer, trabalhou na Agência Lupa e é especializado em jornalismo de dados e fact-checking

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

É designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

ÚLTIMOS IGUALDADES
Como Paris será lembrada

Como Paris será lembrada

Uma mulher negra, um tabu na Casa Branca

Uma mulher negra, um tabu na Casa Branca

Um país, 84 milhões de processos

Um país, 84 milhões de processos

Café da manhã com meme

Café da manhã com meme

Sem biblioteca nem psicólogo: a vida nas escolas brasileiras

Sem biblioteca nem psicólogo: a vida nas escolas brasileiras

Os recordes de Phelps, as proezas soviéticas: o que dizem os números das Olimpíadas

Os recordes de Phelps, as proezas soviéticas: o que dizem os números das Olimpíadas

Viagens, panfletos e poucos jornais: com o que os deputados gastam dinheiro

Viagens, panfletos e poucos jornais: com o que os deputados gastam dinheiro

Mais um ano, mais um Oscar – e nada de Brasil no tapete vermelho

Mais um ano, mais um Oscar – e nada de Brasil no tapete vermelho

Brasil, uma fábrica de exportar jogadores

Brasil, uma fábrica de exportar jogadores

Agarrados à tela

Agarrados à tela

Metrópoles capturadas pela violência armada

Metrópoles capturadas pela violência armada

O Carnaval pelo Brasil: do abadá de R$ 15,7 mil na Sapucaí à nova capital mineira da festa

O Carnaval pelo Brasil: do abadá de R$ 15,7 mil na Sapucaí à nova capital mineira da festa

Mercado de livros vê queda após boom da pandemia

Mercado de livros vê queda após boom da pandemia

O naufrágio da casa própria

O naufrágio da casa própria

A intentona em números

A intentona em números

O roteiro da violência amazônica

O roteiro da violência amazônica

A vida nos tempos do Pix

A vida nos tempos do Pix

Os bilhões que o brasileiro aposta no jogo

Os bilhões que o brasileiro aposta no jogo

O Brasil de penas, patas e chifres

O Brasil de penas, patas e chifres

Adeus, tevê a cabo. Olá, streaming

Adeus, tevê a cabo. Olá, streaming

De Gaza à Ucrânia, o mundo nunca teve tantos refugiados

De Gaza à Ucrânia, o mundo nunca teve tantos refugiados

A universidade na era do ensino remoto

A universidade na era do ensino remoto

Poder é uma questão de tempo

Poder é uma questão de tempo

Sete sinais da crise climática no Brasil

Sete sinais da crise climática no Brasil

A inflação vai às urnas na Argentina

A inflação vai às urnas na Argentina

Poucos brasileiros na tela do cinema

Poucos brasileiros na tela do cinema

Cresce o número de evangélicos e católicos contra prisão por aborto

Cresce o número de evangélicos e católicos contra prisão por aborto

Reféns da vida doméstica

Reféns da vida doméstica

Turismo em alta no pós-pandemia

Turismo em alta no pós-pandemia

Os rastros do ouro ilegal

Os rastros do ouro ilegal

TODOS OS IGUALDADES
VÍDEOS IGUALDADES
Trump oferece Nobel da Paz como entrada para a compra da Groenlândia

Trump oferece Nobel da Paz como entrada para a compra da Groenlândia

A fuga dos inocentes

A fuga dos inocentes

Os novos tentáculos do Master e os novos baianos de Lula

Os novos tentáculos do Master e os novos baianos de Lula

TODOS OS vídeos
  • NA REVISTA
  • Edição do Mês
  • RÁDIO PIAUÍ
  • Foro de Teresina
  • Silenciadas
  • A Terra é redonda (mesmo)
  • Maria vai com as outras
  • Luz no fim da quarentena
  • Retrato narrado
  • TOQVNQENPSSC
  • DOSSIÊ
  • O complexo_SUS
  • Marco Temporal
  • má alimentação à brasileira
  • Pandora Papers
  • Arrabalde
  • Igualdades
  • Open Lux
  • Luanda Leaks
  • Debate piauí
  • Retrato Narrado – Extras
  • Implant Files
  • Anais das redes
  • Minhas casas, minha vida
  • Diz aí, mestre
  • Aqui mando eu
  • HERALD
  • QUESTÕES CINEMATOGRÁFICAS
  • EVENTOS
  • AGÊNCIA LUPA
  • EXPEDIENTE
  • QUEM FAZ
  • MANUAL DE REDAÇÃO
  • CÓDIGO DE CONDUTA
  • TERMOS DE USO
  • POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • In English

    En Español
  • Login
  • Anuncie
  • Fale conosco
  • Assine
Siga-nos

WhatsApp – SAC: [11] 3584 9200
Renovação: 0800 775 2112
Segunda a sexta, 9h às 17h30