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=igualdades

Cloroquinas, vacinas e mortes

Luigi Mazza e Renata Buono | 22mar2021_10h01

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O governo federal passa longe de mostrar, na campanha nacional de vacinação, a agilidade que teve na distribuição de cloroquina desde o começo da pandemia. Até janeiro de 2021, o Ministério da Saúde despachou 7,4 milhões de comprimidos de hidroxicloroquina e difosfato de cloroquina para todo o país, apostando dinheiro público num remédio sem eficácia comprovada no combate à Covid-19. O Amazonas, estado que melhor simbolizou o drama do coronavírus, recebeu três vezes mais cloroquina do que testes rápidos para identificar quem teve a doença. Em Roraima, também sobra cloroquina e falta vacina. Lá, o governo federal enviou 100,5 mil comprimidos do remédio para distritos onde vivem pouco mais de 80 mil indígenas. Essa política errática cobra seu preço: nas duas primeiras semanas de março, o Brasil concentrou 19% de todas as mortes por Covid no mundo e apenas 3% das aplicações de vacina. Confira os dados no =igualdades desta semana.

De março de 2020 a janeiro de 2021, o Amazonas recebeu 511 mil comprimidos de hidroxicloroquina e difosfato de cloroquina enviados pelo Ministério da Saúde. Desse total, 130 mil foram entregues em janeiro de 2021, quando o estado atravessava o momento mais grave da pandemia e precisava de oxigênio. Por outro lado, em um ano de pandemia, o governo federal enviou apenas 162 mil testes rápidos de Covid para o Amazonas.

O estado de Roraima foi o que recebeu a maior quantidade de cloroquina, proporcionalmente à população: foram 420,5 mil comprimidos de difosfato de cloroquina, o suficiente para que 6 a cada 10 roraimenses tomassem o remédio. Quanto às vacinas, apenas 120 mil doses chegaram ao estado até 18 de março. Ou seja: para cada vacina, há três comprimidos de cloroquina em Roraima.

 

Em junho do ano passado, o Ministério da Saúde despachou 100,5 mil comprimidos de difosfato de cloroquina para dois Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI): o DSEI Yanomami e o DSEI Leste de Roraima. O primeiro, que, segundo dados do próprio Ministério, atende uma população de aproximadamente 28,1 mil indígenas, recebeu 39,5 mil comprimidos. O segundo, que atende 53,6 mil indígenas, recebeu 61 mil comprimidos.

Dentre as capitais brasileiras, Vitória (ES) foi a que recebeu a maior quantidade de cloroquina do governo federal, proporcionalmente à população. Foram 54 mil comprimidos, o suficiente para 15% da população. O dado considera apenas as entregas feitas diretamente pelo Ministério da Saúde às capitais, sem levar em conta repasses que possam ter sido feitos pelos governos estaduais. Até 18 de março, Vitória acumulava uma taxa de 200 mortes por Covid a cada 100 mil habitantes – número 47% maior que a taxa brasileira, de 136 mortes por 100 mil habitantes.

Nas duas primeiras semanas de março de 2021, o Brasil registrou 24,3 mil mortes por Covid e aplicou 3,4 milhões de doses de vacina. Isso significa que, durante esses quinze dias, o país respondeu por 19% – quase um quinto – das mortes causadas pela pandemia no mundo todo, mas aplicou só 3% das doses de vacina aplicadas no mundo.

 

Até 17 de março, a cidade de São João das Missões era a mais avançada de Minas Gerais no quesito vacinação: 39% de seus habitantes já tinham recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Isso se deve principalmente ao fato de a cidade de 13 mil habitantes ter uma grande população indígena, que é grupo de risco e tem prioridade na fila da imunização. A cidade mineira que menos foi vacinada até 17 de março é Rio Pardo de Minas, que só aplicou a primeira dose em 0,2% de sua população.

Em fevereiro de 2021, com a escalada da pandemia, o coronavírus matou 30,5 mil brasileiros. É mais do que o total de mortes que a pandemia causou na Turquia nos últimos onze meses: até 16 de março, o país somava 28,5 mil mortes por Covid-19.

Fontes: Dados abertos do governo federal; Ministério da Saúde; Secretaria de Saúde de Roraima; IBGE; Prefeitura de Vitória; Consórcio de veículos da imprensa; Our World in Data; Secretaria de Saúde de Minas Gerais; Johns Hopkins University.

 
Luigi Mazza (siga @LuigiMazzza no Twitter)

Editor do site da piauí. Foi repórter da revista em Brasília e diretor do podcast Foro de Teresina

Renata Buono (siga @revistapiaui no Twitter)

É designer e diretora do estúdio BuonoDisegno

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