Banco Mundial avisa que não tem vaga pra mais um ex-ministro da Educação

30jun2020_10h10
Com diplomas falsos de Harvard e Yale, Wilson Witzel e Ricardo Salles são cotados para assumir o MEC
Com diplomas falsos de Harvard e Yale, Wilson Witzel e Ricardo Salles são cotados para assumir o MEC

UNIFAKE – “No tocante a isso daí o senhor Donatello permanece na equipe. Nós checamos a possibilidade de ele se juntar ao Weintraub em Washington, mas o Ipiranga falou que o escritório lá é pequeno, que não ia caber mais um, tá ok? Então ele fica nessa coisa aí de Ministério da Educação.” A declaração foi dada pelo presidente Jair Bolsonaro, para confirmar que o professor, oficial da Marinha e artista curricular Carlos Decotelli permanecerá à frente do MEC.

A decisão veio depois de dias de polêmica em que foram questionadas as credenciais acadêmicas do novo quase-ministro. Até o presente momento, Decotelli teve diplomas contestados na Universidade de Wuppertal, na Fundação Getúlio Vargas, na Acadêmicos do Grande Rio, na Academia Corpo São Mente Sã e na Escolinha de Futebol do Corpo dos Fuzileiros Navais.
Pouco protocolar, a negativa do Banco Mundial surgiu como uma medida desesperada para evitar um efeito cascata em Washington. “Este seria o segundo ministro da Educação do governo Bolsonaro a ser empregado no Bird em menos de um mês. Para estancar a sangria, a instituição foi obrigada a agir com rapidez, pois não tem como empregar outros doze ex-ministros nos seis meses que ainda faltam até o fim do ano”, declarou a diretoria do banco, por meio de nota. Em Brasília, comenta-se que os futuros ex-ministros da Educação devem ser realocados no gabinete do senador Flávio Bolsonaro ou nos apartamentos de Frederick Wassef.
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