vultos da Copa

Didi ensina a arte do meia-armador, aquele que Tite não tem

Série “Diz aí, mestre” recupera entrevistas com os grandes da seleção brasileira

19jun2018_00h34
Didi, meio-campo do Botafogo e da seleção em 58 e 62, em entrevista à série <i>Futebol</i>
Didi, meio-campo do Botafogo e da seleção em 58 e 62, em entrevista à série Futebol / REPRODUÇÃO

“Eu jogava com a camisa 8, jogava no meio-campo. Era um armador, criador, eu mandava os meus recados. Eu não levava o recado. Mandava meus recados de 40, de 45 metros.” A definição do que faz um meia-armador clássico é de Didi, o gênio do Botafogo e da seleção bicampeã mundial em 58 e 62. Um jogador talentoso, que acaricia a bola antes de lançá-la para os atacantes. É o que falta à seleção de Tite?

Neste depoimento, gravado originalmente para a série Futebol entre 1996 e 1998, Didi conta sua relação de intimidade com a bola. “Ela chegava redondinha, bonitinha, e com muito carinho, para que os finalizadores não tivessem problema para meter ela pra dentro”. Dá saudades.

Até o fim da Copa, a piauí vai publicar trechos – alguns deles inéditos – de depoimentos de jogadores das principais seleções brasileiras em Copas do Mundo, como as de 58, 62 e 70. É como se eles estivessem comentando a Copa da Rússia. As gravações foram feitas para a série documental Futebol, de João Moreira Salles e Arthur Fontes, exibida em maio de 1998 no canal GNT. A direção de fotografia é de Walter Carvalho.

Em outros vídeos da série, o capitão da seleção de 58, Hilderaldo Bellini, relata como recebeu a braçadeira de capitão do treinador Vicente Feola; e os craques Nilton Santos e Didi contam como driblavam o medo.

Ficha técnica da série “Diz aí, mestre”
Reportagem: Christian Carvalho Cruz
Edição e montagem: Camila Zarur
Edição de imagem: Paula Cardoso
Locução: Luigi Mazza
Imagens: Folhapress e Getty Images
Coordenação: José Roberto de Toledo e Vitor Hugo Brandalise
Agradecimentos: VideoFilmes, Museu do Futebol e Museu da Pelada

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