vultos da Copa

Garrincha treinava, mas não ouvia o professor

Nilton Santos, Zezé e Aymoré Moreira recuperam as histórias do mais habilidoso – e o que menos se levava a sério – ponta-direita que o Brasil já viu

08jul2018_21h08
Zezé Moreira, em entrevista à série <i>Futebol</i>
Zezé Moreira, em entrevista à série Futebol /REPRODUÇÃO

De tantas faltas que procurou e outras tantas que recebeu sem procurar na Copa da Rússia, Neymar ganhou um novo sobrenome: “caçado”. Neymar Caçado Júnior. “Neymar foi muito caçado em campo”, dizem os comentaristas. Se fosse Garrincha, em vez de caça seria caçador. E a seleção brasileira, muito mais divertida.

Nilton Santos, lateral titular do Brasil em três copas, e os irmãos Zezé e Aymoré Moreira, técnicos nos mundiais de 54 e 62, relembram as caçadas do Mané.

Até o fim da Copa, a piauí vai publicar trechos – alguns deles inéditos – de depoimentos de jogadores das principais seleções brasileiras em Copas do Mundo, como as de 58, 62 e 70. É como se eles estivessem comentando a Copa da Rússia. As gravações foram feitas para a série Futebol, de João Moreira Salles e Arthur Fontes, exibida em maio de 1998 no canal GNT. A direção de fotografia é de Walter Carvalho.

Vídeos da série “Diz aí, mestre”:

– Tostão explica a diferença entre um gênio e um bom jogador;
– Joel, Didi e Bellini relatam a hora da arrancada para o primeiro título mundial do Brasil, em 58;
– Dadá Maravilha e Zizinho relembram as manhas para infernizar a vida dos oponentes numa Copa;
– Zico conta o que é perder um pênalti em jogo decisivo de Copa do Mundo, como o que ele errou em 86;
– Bellini, Zizinho, Telê Santana e Nilton Santos medem a pressão sobre o jogador do Brasil em um Mundial;
– Didi ensina a arte do meia-armador, aquele que Tite não tem;
– Flávio Costa, técnico da seleção de 50, e Telê Santana, de 82 e 86, explicam o papel do treinador dentro e fora de um Mundial;
– Nilton Santos, Tostão e Telê Santana investigam a relação de amor e ódio do brasileiro com a seleção;
– Barbosa lembra o quanto custa o erro de um goleiro numa Copa do Mundo;
– Nilton Santos e Zezé Moreira lembram da desolação de deixar uma Copa no meio do caminho – como para os times que já caíram na Rússia;
– Zizinho e Ademir da Guia falam da dor de deixar os gramados e das artimanhas do craque para adiar o fim da carreira;
– Bellini relata como recebeu a braçadeira de capitão em 58;
– Os craques Nilton Santos e Didi contam como driblavam o medo.

Ficha técnica da série “Diz aí, mestre”
Reportagem: Christian Carvalho Cruz
Edição e montagem: Camila Zarur
Edição de imagem: Paula Cardoso
Locução: Luigi Mazza
Imagens: Folhapress e Getty Images
Coordenação: José Roberto de Toledo e Vitor Hugo Brandalise
Agradecimentos: VideoFilmes, Museu do Futebol e Museu da Pelada

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