tribuna livre da luta de classes

Ainda a esquerda

Resposta ao economista Samuel Pessôa

Ruy Fausto
FHC participou da campanha do impeachment. Derrubada Dilma, apoiou Michel Temer. O que mais seria preciso para deixar claro que a esquerda não pode se entender politicamente com FHC?
FHC participou da campanha do impeachment. Derrubada Dilma, apoiou Michel Temer. O que mais seria preciso para deixar claro que a esquerda não pode se entender politicamente com FHC? ILUSTRAÇÃO: ROBERTO NEGREIROS_2017

Li com interesse o artigo que o economista Samuel Pessôa publicou no número 123 da piauí, em dezembro de 2016, intitulado “A armadilha em que a esquerda se meteu”. No texto, o pesquisador da Fundação Getulio Vargas reage ao meu artigo “Reconstruir a esquerda”, publicado no número 121 da revista. Apesar do tamanho já considerável do meu escrito, mesmo para os padrões da piauí, é preciso dizer que o meu artigo de outubro de 2016 a rigor representava uma versão reduzida de um outro, maior, que publicarei em breve em forma de livro pela Companhia das Letras – e que também contará com uma tréplica mais detalhada às questões de ordem teórica e política levantadas por Samuel Pessôa no artigo sobre a “armadilha” que a esquerda teria armado para si.

Achei, de toda forma, que devia discutir nas páginas desta revista, mesmo que de maneira mais ou menos esquemática, os argumentos principais do artigo de Pessôa. Começo pelo mais geral, pela defesa franca que ele faz das políticas neoliberais, para definir um pouco as posições em confronto e as razões que as sustentam.

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Ruy Fausto

Professor emérito da USP, é doutor em filosofia pela Universidade Paris I

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