Carlos Freitas

histórias publicadas

Fela Kuti: Música é a arma do futuro
questões musicais

Fela Kuti: Música é a arma do futuro

Fela Kuti não quis a melodia beatle de Paul McCartney no seu afrobeat. Nem o selo Motown na sua seminal discografia. Quando sugestionado sobre a diminuição do tempo de suas músicas para torná-las mais acessíveis ao mercado fonográfico americano, Fela respondeu com afrobeats de 15 longos, luminosos e subversivos minutos. Por ter sido radicalmente avesso a padronizações, a qualquer proposta que pudesse levar sua arte a um estado de domesticação ou desfiguracão, Fela Kuti se tornou um ícone da música como instrumento de libertação, munição ou arma do futuro. Hoje, 15 de outubro, data do seu aniversário, é dia de Felabration, de celebrar a obra de Fela Kuti.

Steve Jobs promoveu a evolução da música por uma revolução midiática
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Steve Jobs promoveu a evolução da música por uma revolução midiática

Sem Steve Jobs o mundo da tecnologia ficou mais previsível. A morte do cofundador da Apple tirou do nosso convívio um executivo visionário identificado com a essência disruptiva destes tempos. Falando em questões musicais, Jobs definitivamente introduziu a música na era digital, com todas as suas contradições e sede transformadora. Provou que a evolução da música passa por uma revolução midiática. E o fez seguindo os passos da economia criativa cativada no berço das inovações tecnológicas da cibercultura.

<em>Nevermind</em>: o veneno na máquina
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Nevermind: o veneno na máquina

Tenho minhas dúvidas se a música contemporânea foi dividida em dois momentos: antes e depois de Nevermind, do Nirvana. A meu ver, a afirmação que pautou a celebração dos 20 anos do álbum embute nas suas entrelinhas a verdade de que o disco marcou o início do fim de uma era do rock e da indústria fonográfica.

questões musicais

China, Kassin e a música brasileira pós-industrial

China, Moto Contínuo e Kassin, Sonhando Devagar. Dois discos recém-lançados que representam o momento de reflorescimento da música brasileira. À luz da derrocada da indústria fonográfica, a música pós-industrial brasileira tem a cara do país. Integrada com sua diversidade de sotaques e tons, miscigenada da raiz ao talo, ramifica as cores mestiças da música contemporânea. Revisa o conceito do genuíno brasileiro para além dos limites continentais das nossas fronteiras.

A fronteira do futuro
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A fronteira do futuro

Guitarras Africanas
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Guitarras Africanas

Vieux Farka Touré, Ibrahim Ag Alhabib (Tinariwen), Amadou Bagayoko (Amadou & Marian), Toumani Diabaté. Por que os melhores guitarristas da atualidade são africanos? Eis um poema visual para explicar:

Música de intervenção
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Música de intervenção

Como disse Nietzsche, “a vida sem música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio”. A música mantém nossos sentidos despertos, nos leva a intervir no mundo. Música de intervenção. Eis o que me vem em mente ao finalizar a audição de Isam, nova criação do carioca Amon Tobin, obra que escolhi para inaugurar essa fase do blog com uma provocação à forma musical, como ela é apresentada e composta.