edição do mês

Na piauí_173

A capa e os destaques da edição de fevereiro 

05fev2021_14h38

Um Brasil acima de todos e, ainda assim (ou por isso mesmo), minúsculo: na capa da piauí_173, o designer Pedro Zolli resume a conjuntura brasileira.

Num país em que a Covid-19 matou mais de 220 mil pessoas, a reportagem de Malu Gaspar detalha como o governo Jair Bolsonaro agiu, em público e nos bastidores, para boicotar a “vacina chinesa do Doria”. Em Vivendas do Alvorada, Roberto Andrés mostra como o presidente levou para dentro do seu governo a lógica dos condomínios fechados que desumanizam as cidades.

Sobre o fim da era Trump, o historiador Timothy Snyder, em texto originalmente publicado na NYT Magazine, reflete sobre o pré-fascismo do ex-presidente e o futuro da democracia norte-americana. E o jornalista colombiano Cristóbal Vásquez descreve a invasão dos trumpistas ao Congresso – com a ironia de um repórter latino-americano que cobre uma tentativa de golpe nos Estados Unidos. 

Na quarta parte da série Arrabalde, João Moreira Salles narra como a cidade de Paragominas, no interior do Pará, conseguiu se organizar para poupar suas florestas. 

Em O dia em que eles caíram do céu, João Batista Jr. reconstitui o acidente aéreo que matou metade dos passageiros e tripulantes no litoral da Bahia em novembro de 2019 e revela que alguns dos sobreviventes resolveram processar o dono do avião – um bilionário pouquíssimo conhecido.

A edição de fevereiro traz ainda um trecho do livro Cartas a uma Negra: Narrativa Antilhana, da franco-martinicana Françoise Ega, no qual a autora se dirige à brasileira Carolina Maria de Jesus, que jamais conheceu. 

Nas Esquinas, as escolas de samba do Carnaval de Maquete; um militar macumbeiro, muçulmano e antibolsonarista; intrigas divinas contadas ao pé do ouvido e uma diretora que reflete sobre o passado e o futuro dos negros. 

*

Um pedido de desculpas: na capa impressa da edição 173, a palavra ‘fascismo’ foi grafada incorretamente. Pedimos desculpa pela falha na hora da revisão (e torcemos para que isso não tenha sido uma perigosa premonição de que vem aí algo ainda pior que o fascismo!)

Atualizado em 6 de fevereiro de 2021, às 13h47.



Leia também

Últimas Mais Lidas

Mais partido do que novo

De olho em 2022, Amoêdo abre oposição tardia a Bolsonaro, e Novo racha antes de crescer

A era do testemunho e o impeachment

Julgamento de Trump ignorou imagens e relatos dos acontecimentos

Cada crime no seu quadrado

Áreas de milícia no Rio concentram ocorrências ligadas ao "controle" da população; mortes por intervenção policial e crimes envolvendo drogas são mais frequentes em regiões de tráfico

O jogo do prende-e-solta

Como o doleiro Chaaya Moghrabi escapou três vezes da prisão

Parados na contramão

Cidades brasileiras rejeitam um debate urgente: cobrar de usuários de carros custo da infraestrutura pública e destinar recursos ao transporte coletivo

Variantes demais

Mutações dos Sars-CoV-2 demandam pesquisas sobre a eficácia das vacinas contra as novas cepas e sequenciamento do vírus para saber qual tipo prevalece no Brasil

Mais textos
1

Proust, moscas, nada:

no tríduo momesco, uma folia de silêncio

2

A metástase

O assassinato de Marielle Franco e o avanço das milícias no Rio

4

Onze bilhões de reais e um barril de lágrimas

Luis Stuhlberger, o zero à esquerda que achava que nunca seria alguém, construiu o maior fundo multimercado fora dos Estados Unidos e, no meio da crise, deu mais uma tacada

6

Tabloide – doença mental na América

Errol Morris define Tabloide, exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio, como sua “primeira história de amor desde Gates of Heaven [Portais no céu, seu primeiro filme, feito em 1978, sobre dois cemitérios de animais de estimação, na California], uma história de amor estranha, mas muito romântica.” É uma definição desconcertante, ainda mais quando Morris diz estar “contente por ter feito um filme engraçado.”

7

Na piauí_130

A capa e os destaques da edição de julho

8

Polícia Militar não consegue calcular o número de ministérios de Dilma

PASÁRGADA - O Departamento de Cálculo de Multidões da Polícia Militar convocou uma coletiva de imprensa para declarar que não logrou êxito na tarefa de contabilizar o número de ministérios da presidente. "Temos experiência com grandes aglomerações humanas, mas para tudo nessa vida há limite", desabafou, desesperado, o tenente-coronel Oswald de Souza Bolsonaro.