vultos da Copa

O craque segundo Tostão

Uma das estrelas da Copa, o português Cristiano Ronaldo é um gênio ou um bom jogador? Tostão, titular da seleção do tri em 70, explica a diferença

24jun2018_21h33

Com gols decisivos nos primeiros jogos, o português Cristiano Ronaldo, eleito cinco vezes o melhor do mundo, avança para ser a grande estrela da Copa da Rússia. Mas ele é um gênio ou um bom jogador?

Tostão, do Cruzeiro e da seleção brasileira tricampeã em 70, explica a diferença. “O grande jogador tem a capacidade de inventar o momento. E tem a antevisão do lance: quando recebe a bola, ele já sabe tudo o que vai acontecer dali pra frente. Chega sempre primeiro que o outro”, disse, em depoimento gravado originalmente para a série Futebol, entre 1996 e 1998. “Depois, se você perguntar pra ele como fez, ele não vai saber responder.”

Até o fim da Copa, a piauí vai publicar trechos – alguns deles inéditos – de depoimentos de jogadores das principais seleções brasileiras em Copas do Mundo, como as de 58, 62 e 70. É como se eles estivessem comentando a Copa da Rússia. As gravações foram feitas para a série documental Futebol, de João Moreira Salles e Arthur Fontes, exibida em maio de 1998 no canal GNT. A direção de fotografia é de Walter Carvalho.

Vídeos da série “Diz aí, mestre”:

– Didi ensina a arte do meia-armador, aquele que Tite não tem;
– Zizinho e Ademir da Guia
falam da dor de deixar os gramados e das artimanhas do craque para adiar o fim da carreira;
– Barbosa lembra o quanto custa o erro de um goleiro numa Copa do Mundo;
– Nilton Santos, Tostão e Telê Santana investigam a relação de amor e ódio do brasileiro com a seleção;
– Bellini
relata como recebeu a braçadeira de capitão;
– Os craques Nilton Santos e Didi contam como driblavam o medo.

Ficha técnica da série “Diz aí, mestre”
Reportagem: Christian Carvalho Cruz
Edição e montagem: Camila Zarur
Edição de imagem: Paula Cardoso
Locução: Luigi Mazza
Imagens: Folhapress, Getty Images e CBF
Coordenação: José Roberto de Toledo e Vitor Hugo Brandalise
Agradecimentos: VideoFilmes, Museu do Futebol e Museu da Pelada

Leia também

Relacionadas Últimas

Infelizes como nunca

Pesquisa mostra que o brasileiro jamais se sentiu tão infeliz como na pandemia – e que o país é desigual até na infelicidade

Cinco anos para proteger dados sobre manutenção de veículos da Marinha e pesquisas aeroespaciais

Marinha mantém em sigilo por cinco anos documentos sobre veículos – mesmo tempo pelo qual a Agência Espacial Brasileira (AEB) oculta pesquisas sobre foguetes

Mais médicos mal formados

Em duas décadas, Brasil abriu 247 cursos de medicina – uns de excelência e outros onde falta de tudo, de microscópio a paciente para o aluno aprender procedimentos complexos

Até cem anos de sigilo para vacina de Bolsonaro e 41 para documentos americanos sobre ditadura no Brasil

Carteira de vacinação do presidente ficará em sigilo por até cem anos; papéis americanos sobre ditadura brasileira foram mantidos ocultos por 41 anos e 11 meses

Sangue e audiência

Plataformas de streaming apostam em crimes de repercussão nacional e, após sucesso de O Caso Evandro no Globoplay, Netflix responde com série documental sobre Elize Matsunaga

Atraso e confusão na segunda dose da vacina

Promessa de acelerar calendário de vacinação terá de concluir imunização de quem parou na primeira dose – pelo menos 1 milhão de pessoas em apenas oito estados do país

Até cem anos de proteção a Pazuello e cinco para quem denunciou milícia no Rio

Justificativa foi de que documentos continham informação pessoal; o de Pazuello ganhou sigilo de um século, e as cartas, de cinco anos

Mais textos